Jangada Brasil, a cara e a alma brasileiras
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Tema do Mês

Março 2009 - Ano XI - nº 122

Sumário

As baratas no folclore

As castas das baratas

As baratas na medicina popular

Baratas na alimentação

Comadre, puxa daqui ! (Expulsão de baratas)

Expressões, ditados e adivinhas

 

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Baratas no folclore

Comadre, puxa daqui ! (Expulsão de baratas)

Karol Lenko e Nelson Papavero

As baratas são uma das subinquilinas mais importunas e detestadas em nossas habitações. Por isso, muitas pessoas, aborrecidas com o aparecimento dessa "imundícia" em suas casas, lançam mão de todos os meios para livrar-se delas. Não obstante os inúmeros compostos inventados para matar baratas, não está ainda muito difundido o uso destas drogas para combatê-las. Parece que a alma do povo é mais caridosa do que a dos fabricantes desses venenos, pois não exige a morte "sanguinária" das baratas, desejando apenas afugentá-las ou expulsá-las das habitações. Assim, os dizeres que acompanham tais drogas, "mata pulga e barata", por serem contrários à índole do povo, devem ser substituídos por "expulsa pulga e barata".

Chegamos a esta conclusão, muito importante para o comércio, estudando o "ciclo da barata" no folclore. Como vimos, a barata ocupa no folclore um lugar importante, sendo encontrada em modinhas, superstições benéficas e maléficas, jogos infantis, medicina popular, provérbios, advinhações, etc. Mas nem todos apreciam sua companhia, empregando vários meios para "expulsá-las" das casas.

Em Barueri (SP), para expulsá-las, é preciso ficar de pé no meio da casa, de manhã cedinho, durante três sextas-feiras, e dizer o seguinte:

"Barata-rabi,
Que veio fazer aqui?
Brigou com compadre
e comadre,
E puxa daqui!"

Havendo muitas baratas em casa, basta chamar uma delas pelo nome de "mulher de padre", que sumirão todas (Bragança Paulista, 1957).

Outro processo: numa sexta-feira de manhã, sem conversar com ninguém, e em jejum, distribui-se um punhado de milho em três cantos da casa, dizendo: "Barata, vai embora!" Deixa-se livre um dos cantos para a barata poder sair (General Salgado, SP, 1958).

Pode-se ainda, encostado em um dos cantos da casa, dizer o seguinte:

A moça do padre
Lhe convida pra missa.
Vá com ela e seja feliz,
Igual quem come e não reza,
Ou quem trabalha no domingo.

Repete-se esta prática durante três sextas-feiras seguidas, sempre deixando livre o quarto canto. O mesmo deve ser feito para expulsar os percevejos da casa e as formigas da roça; neste último caso, a prática deve estender-se a três cantos da roça (Teófilo Otoni, MG, 1958).

Efeito semelhante se consegue quando, em uma sexta-feira, com um pano na mão, se diz: "Comadre barata, venha aqui, venha aqui!", agitando-se o pano na direção da porta, como se estivesse afugentando a barata (Barueri, SP, 1959).

Muito usado é também o seguinte procedimento – dentro de uma caixa de fósforos colocam-se três baratas e joga-se a caixa, de costas, para o quintal do vizinho, se a este não nos liga alguma amizade. As baratas mudar-se-ão da nossa para a casa do vizinho (Barueri, SP, 1957).

Uma outra variante dessa prática foi-nos enviada pelo senhor Benedito A. Lua (Santana do Parnaíba, SP): para acabar com as baratas coloca-se uma delas em uma caixa de fósforos, juntamente com uma moeda de tostão (10 centavos) e joga-se a caixinha na primeira encruzilhada, não se olhando para trás. A pessoa que apanhar a caixinha "leva para sua casa todas as baratas, ficando o que fez a simpatia completamente livre desses bichinhos."

Mais uma nota curiosa sobre este assunto acha-se no livro de A. Almeida Oliveira (1948). Este folclorista, tratando de crendices joaninas, informa: "Alguns crédulos afirmam que água apanhada no rio, ao clarear desse dia onomástico (24 de junho), tem o condão milagroso de espantar toda a espécie de sevandija, da repulsiva barata ao maligno percevejo."

É interessante como se encontram parentescos entre fatos folclóricos de regiões bem distantes e mesmo de povos diferentes.

Clausen (1954, p.55) conta que em Springfield (Estados Unidos), para livrar-se de baratas, emprega-se a seguinte prática: embrulha-se a barata em papel, juntamente com pequena quantia de dinheiro e entrega-se o embrulhinho para alguma pessoa. Se ela aceitar o embrulho, as baratas mudar-se-ão para sua casa.

Em outra região do mundo, bem diferente, em um bairro de Odessa, na Ucrânia, em 1941, K. Lenko assistiu ao enterro de um homem humilde. Antes de se fechar o caixão, percebeu que uma das mulheres colocava, por baixo das pernas do defunto, uma caixinha de fósforos contendo baratas vivas, as quais, indo com o defunto para o cemitério, levariam também todas as baratas da casa.

Mais dois casos, registrados em 1942, na Bielorússia, na aldeia de Parachonsk, perto da cidade de Pinsk. Os camponeses dessa aldeia diziam que se livravam da praga das baratas procedendo do seguinte modo: ao receber a visita de camponeses de outra aldeia, o dono da casa pegava uma barata, embrulhava-a em um paninho, escondia-o sob o peitoral do cavalo pertencente à visita. Quando o hóspede se fosse, sumiriam também com ele todas as baratas da casa. Outra simpatia era esta – encontrando no caminho um dente de ancinho perdido (usavam-se naquea região rastelos e ancinhos de madeira), corria-se para casa e, sem conversar com ninguém, escondia-se esse dente atrás de uma viga no forro. A presença desse dente afugentava as baratas.

Finalmente, mencionemos ainda mais uma prática, esta agora própria da Rússia étnica: "Para nos livrarmos das baratas, devemos apanhar estes insetos (tantos quantos são os moradores da casa) e colocá-los num sapato, que deverá ser arrastado na soleira da porta e conduzido de rastos até o outro lado da rua."

Terminando esta peregrinação por terras alheias, voltemos aos nossos campos e cidades.

O melhor meio para afugentar baratas de casa é aproveitar as formigas-correição, como muitas vezes ouvimos dizer. Existem pessoas que possuem o poder de "mandar" nestas formigas e isto foi assegurado por vários de nossos informantes. Um deles, de Barueri, contou-nos que, anos atrás, no lugar chamado Mato Bugio, nesse município, vivia um septuagenário chamado João de tal ("Deus tenha sua alma em bom lugar!"), conhecido como "chamador" de correição. Quando as baratas aborreciam demais, convidava-se João para expulsar a "imundice". Ele então mandava que se retirassem da casa todas as roupas e mantimentos, bem como todas as pessoas. Sempre murmurando algumas rezas, João rodeava a casa e o terreiro ... e o milagre se realizava; apareciam, ninguém sabe de onde, colunas de formigas de correição, que invadiam o terreiro e a casa, expulsando dali todo os insetos.

Mas se não conhecermos nenhum chamador de correição, não precisamos ficar preocupados. Querendo aproveitar essas formigas para fazer a limpeza da casa, nós mesmos podemos convidá-las para fazer o serviço. O sr. Benedito A. Lua (Santana do Parnaíba, SP) ensinou-nos como se pode fazer. Antes, porém, de cometer esta traição e soltar a língua, vale a pena informar que o povo dessas bandas distingue duas espécies de formigas-correição – umas grandes, chamadas graúdas, que chegam ao tamanho da conhecida saúva, e que, como estas, possuem indivíduos de cabeça grande; estas são muito malvadas, e, para nosso fim, não tem "serventia", pois limpando a casa estragam também outras coisas; as outras, as miudinhas, essas são as que nos interessam, consideradas boas para fazer a limpeza. Quando se encontrar uma fileira dessas "miudinhas", ainda que longe da casa, é preciso dizer a algumas delas:  "Comadre, visite a nossa casa, que prometo um pedacinho de toucinho sem sal." E elas virão dentro de três dias. Recebendo sua visita em casa, não poderemos esquecer a promessa – o toucinho. Elas invadem os cantos da casa e destroçam toda a espécie de insetos. Querendo proteger as camas contra a sua invasão, basta fazer uma cruz, com carvão, no soalho, ao redor dos pés do móvel. Elas respeitam o signo santo e não sobem nas camas. Acabado seu serviço, as formiguinhas vão embora, deixando a casa limpa da imundície.

Esta prática é provavelmente baseada em crendices indígenas, como se pode ver por estas duas fábulas, contadas por Basílio de Magalhães (1960, p.211-213) – O veado e a baratinha e O carneiro e a baratinha:

"O veado fez sua casa. Aprontou-a, endireitou-a bem, botou os seus carreguinhos dentro, arrumou-os, fechou a porta e foi para o mato procurar a vida. Andou por lá, andou, até a noitinha. Quando voltou para casa, que foi metendo a chave na porta, ouviu aquela vozinha muito fina, cantando lá dentro:

'Tui-tu, quinanã-ã,
Xô-xô, curió matou.'

Ficou espantado. Levantou a cabeça e disse:

– Ih! que eu não entro em casa ...

Tornando a ouvir a voz, tirou a chave mais que depressa e saiu correndo pela estrada afora, com o cotoquinho do rabo em pé, que ia vendendo azeite às canadas. Adiante, encontrou o boi:

– Boi, me acode!

– O que é, veado?

– Quando eu ia abrindo a porta da minha casa, tinha um bicho cantando lá dentro e eu não entrei, com medo de que ele me pegasse.

– Ora, seu medroso, vamos ver isso, disse o boi, eu chego lá, meto o chifre na porta e acabo com o tal bicho que está cantando dentro da tua casa.

Saiu o boi na frente e o veado atrás, desconfiado. Quando foram chegando na porta, que o veado foi metendo a chave na fechadura, o bicho cantou lá dentro. Assim que o boi ouviu aquilo, disse:

– O quê, veado? Vou m'embora. O diabo é outro.

E empurraram o pé no mundo, que iam em termo de se arrebentarem. Já muito longe, encontraram o bode, a quem o veado contou o que se estava passando. O bode disse que ia acabar com o bicho que estava metendo medo ao veado.

Foram os dois. Porém o bode, ouvindo o bicho cantar, abriu o chambre, dizendo:

– Não, veado. O filho de meu pai não entra lá, não.

O mesmo aconteceu a muitos outros animais. Nenhum teve coragem de entrar na casa do veado. Afinal, estava o pobre do bicho de cabeça baixa, pensando como havia de ser para botar aquele importuno para fora de sua casa, quando viu um enorme carreiro de formigas de correição.

– Ai, formigas, disse o veado, me acodem, que eu não posso entrar na minha casa, porque, quando eu vou metendo a chave na porta, canta um bicho lá dentro, que me mete medo.

– Ora vamos ver essa história, – responderam as formigas.

O carreiro das formigas dirigiu-se para a casa do veado e ele no coice. Quando foi chegando na porta, que foi metendo a chave na fechadura, o bicho cantou lá dentro como das outras vezes. Disseram as formigas:

– Espere aí, veado.

Entraram por debaixo da porta e o veado ficou do lado de fora, arisco, com as orelhinhas em pé, pronto para se escapulir. As formigas correram a casa toda, e o bicho cantando, sem que elas o pudessem descobrir. Afinal, foram dar com uma baratinha lá num canto muito escuro, de asinhas arrebitadas, que estava se acabando de cantar. Agarraram-na e trouxeram-na em charola:

– Está, veado, quem te fazia medo!

Mataram a pobrezinha e levaram-na em pedacinhos para o formigueiro. O veado entrou para a sua casa e foi dormir de papo para o ar."

A outra versão desta historieta reza: "O carneiro tinha a sua casa. Um dia, quando ele foi chegando na porta para entrar, ouviu cantar lá dentro:

Sou eu, juí,
Sou eu, jamanã,
Sou eu, catamburi,
Ora toma no nariz,
ôh ...

Teve tanto medo, que saiu por ali afora, correndo, em termos de botar a alma pela boca. Adiante, encontrou o boi e convidou-o para ir ver o bicho que estava cantando assim. O boi foi com o carneiro; mas, quando chegou na porta da casa, que ouviu o tal bicho cantar lá dentro, ficou arrepiado de medo, saindo como uma bala pela estrada afora.

Desse modo foram muitos outros bichos, convidados pelo carneiro, e nenhum deles teve coragem de entrar na casa. Afinal, o carneiro convidou as formigas, que remexeram a casa toda, de cima para baixo e de baixo para cima, sem nada topar. Quando já estavam desenganadas de dar com o bicho, viram uma baratinha, lá num escaninho duma gaveta, cantando que estava mesmo se desmanchando. Num instante, as formigas fizeram-na em pedaços, e o carneiro ficou então sossegado."

Maneiras análogas de proceder são conhecidas na Argentina, na região de Misiones; lá convidam-se as correições com o seguinte versinho:

"Hormiguitas, hormiguitas,
pasen por casa juntitas,
para limpiar los rincones,
que están llenos de bichos y ratones
".

Outros afirmam que para acabar com as baratas é bom criar em casa um cágado, pois este animal "chupa todos os insetos" (Barueri, 1954).

Os índios do Alto Xingu costumam capturar lagartixas e prendê-las com cordões de buriti, aprisionando-as desse jeito dentro das malocas para auxiliar no extermínio de grilos e baratas que infestam suas aldeias (J. C. M. Carvalho, 1951, p.13).

Mais radicais e "bárbaros" na perseguição às baratas são os nossos garimpeiros. Na IX Zona de Garimpo, na região de Teófilo Otoni (MG), conforme informação de Deusdedit Souza Franco (garimpeiro nº 40046), as baratas, lá chamadas baratas de indaiá, constituem verdadeira praga que infesta as barracas. Estragam roupas e sapatos, sujam os mantimentos, e à noite, quando todo mundo está dormindo, atacam a epiderme dos homens, na região dos lábios e na base das unhas. As crianças sofrem particularmente, pois as baratas as perseguem. Para defendê-las, as mães envolvem suas mãozinhas em panos, antes de dormir. Como não há jeito de proteger os lábios, muitos pequerruchos apresentam feridas em torno da boca. Mas chega o dia em que garimpeiros, à vista de tanta barata, perdem a "santa paciência" e põem fogo em suas barracas. Novas habitações são construídas, sempre com troncos de palmeira indaiá. Acontece, porém, que esse material já está infestado de ovos e formas jovens de baratas, que se criam nessa palmeira. Em pouco tempo, mais ou menos três anos, as habitações se tornam novamente insuportáveis, pela excessiva proliferação desses insetos.

O mesmo procedimento já foi observado por Herbert Baldus (1944-1949; 1970) entre os índios Tapirapé, cujas cabanas são também grandes viveiros de baratas. Tratando desse assunto, disse o ilustre etnólogo: "As causas principais das mudanças menores e habituais são a praga das baratas e a quantidade de sepulturas dentro das malocas. A enorme proliferação da Blatella germanica L. obriga a evacuar e queimar todas as casas, no fim de poucos anos. A repetição deste ato fica assegurada pela negligência dos índios: depois da destruição da aldeia, os trastes levados para a futura residência nunca são suficientemente limpos daquele inseto para impedi-lo de apoderar-se, dentro de pouco, novamente das habitações humanas."

Nosso colega Frederico Lane contou que em Juquiá (SP), há mais de trinta anos, os moradores da região se queixavam da imensa quantidade de baratas em seus ranchos, construídos de palmeiras. A presença desses insetos era tão insuportável (chegavam a roer a epiderme dos homens), que, desesperado, o povo dessas bandas abandonava os ranchos, mudando-se para outro lugar.

Certas plantas também apresentam qualidades "afugentativas" contra as baratas. A erva de Santa Maria (Chenopodium ambrosiodes L.), pendurada ou colocada em armários ou gavetas, com seu cheiro forte característico, afugenta esses indesejáveis insetos (Barueri, 1955). A mesma propriedade é apresentada pelas cheirosas raízes do "pato-chuli" (patchuli ou vetiver, Andropogon squarrosus L.), oriundo da Malaia e aclimatado no Brasil. Na Amazônia, a arapabaca (Spigelia antheImia L.), a mesma planta que os baianos chamam de lombrigueira ou estrela do mato, é considerada como bom repelente para baratas. Na Bielorússia, para acabar com as baratas nas moradias, os camponeses apanham um bom punhado de Ranunculus acer L., que é seco e atirado ao borralho; portas e janelas são fechadas e deixa-se a fumaça reinar na casa por mais ou menos três horas. Para o mesmo fim usam também o Ledum palustre, tanto em defumação como no estado fresco, afugentando pulgas e baratas. Vale a pena lembrar que os antigos romanos já usavam a blattaria (Verbascum blattaria L.) para afugentar as baratas, segundo o testemunho de Plínio. O óleo de amêndoas também é utilizado; esse óleo é conhecido também como óleo de pinhão, pinhão de purga ou de mandubiguaçu (Jatropha curcas L.).

Enfim, as galinhas são consideradas pelo povo como grandes exterminadoras de baratas. Daí o provérbio: "Em terreiro de galinha barata não tem razão". Nos Estados Unidos conhecem-se expressões semelhantes: "The cockroach is always wrong when arguing with the chicken", ou "Cockroaches never get justice when a chicken is the judge" (Clausen, 1954, p.64).

Bem eloquente e irônica é a comparação nordestina: "Contente que nem barata em bico de galinha ... "

Segundo Ihering (1940, p.664), citando depoimento de Oscar Monte, no norte do Brasil gostam de domesticar e guardar em casa as aves chamadas gralhas ou quem-quem (Cyanocorax cyanopogon), pois elas caçam baratas e aranhas.

Finalizando esta seção, queremos ainda chamar a atenção para o seguinte: é geralmente conhecido que nosso povo acredita no poder mágico das palavras. Por isso, evita-se muitas vezes o emprego de termos próprios quando seu uso pode molestar ou provocar algum mal. Nestes casos, substitui-se a palavra por um eufemismo, muitas vezes interessante e pitoresco. Na hora da tempestade, por exemplo, não se abusa do termo raio, mas fala-se "mandado", "corisco", "coisa", etc. No mato, é perigoso dizer-se cobra, sendo melhor empregar o termo "cipó" ou "bichinha". Engana-se o diabo tratando-o pelo nome de "cão", "tinhoso", "espírito ruim", "sujo", "não-sei-que-diga", e muitos outros. O mesmo cuidado deve ser empregado com as palavras morte, cemitério, e outras. Em relação às baratas, o nosso povo evita também chamá-las pelo nome próprio, explicando que isto aumenta sua quantidade em casa. Daí os eufemismos pelos quais são designadas – "imundície", "comadre", ou outro muito pitoresco, "isabel".

(Lenko, Karol; Papavero, Nelson. Insetos no folclore. São Paulo, Conselho Estadual de Artes e Ciências Humanas, 1979 (Coleção Folclore, 18), p.62-71)

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