Jangada Brasil – nº 37, Setembro de 2001 – Edição comemorativa de 3º aniversário

UIRAPURU

Em certa noite, vi num programa de televisão, um uirapuru cantando. Tão maravilhado eu fiquei, que guardei silêncio por todo o tempo em que durou o canto desse pássaro misterioso, que muitos brasileiros ainda não conhecem e não sabem como é seu canto. Após o programa, ainda sob o efeito da emoção, lembrei-me da lenda do Uirapuru, editada por Jangada Brasil, no arquivo Aves do Brasil, e fiz este pequeno poema, que ora lhes dedico.

UIRAPURU

De uma grande tristeza,
Mainá chorou.
Acabou-se a beleza,
O amor se apagou.

Não chore, Mainá,
Que a noite vem.
Não chore, Mainá,
Não chore, meu bem…

Acabou-se o pranto,
Mainá não chorou.
Ao mavioso canto
Que um dia escutou.

O feitiço de Tupã,
Toda a tribo já sabia:
Quando Uirapuru canta,
A floresta silencia.

Um grande abraço a todos e muitas felicitações.

Itamar Rabelo
44 anos
Ourinhos, SP

 

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