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Cipó caboclo tá
subindo na virola
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Pau-brasil:
Apreciado pelas suas cores. Serve para a tinturaria. Vinhático: Madeira amarela muito procurada para obras de talha. Flor de algodão e cabeça de boi. Cedro: Estimada pelos entalhadores e marceneiros. Vermelho, claro e pardo. Pimenta: Usada na carpintaria. Quase preta e avermelhada. Cacunda: Esta possui a grande vantagem de não se contrair nem se empenar, o que a torna própria para uma porção de coisas, como postigos, tabuados de navios, etc. A cor é amarela ou preta. As madeiras de cor amarela são muito estimadas em marcenaria. A cacunda não engrossa tanto como a peroba, porém atinge a mesma altura. Canela: Distinguem-se quatro espécies: a tassinua, a preta, a amarela e a canela fétida. Servem todas para carpintaria e são muito empregadas nas diversas necessidades do estaleiro. Peroba: Madeira muito estimada para a construção de navio. Preferível talvez ao pinheiro. Altura prodigiosa que vai de 30 a 40 metros, medidos do chão aos primeiros galhos. No cimo tem, como diadema, uma espécie de ramalhete. Nas matas do senhor Manuel Francisco Simões (sertão de Cacimbas), vê-se uma dessas árvores, que não tem menos de dez metros de circunferência, cuja altura está na mesma proporção. Há três espécies de perobas, que, mais ou menos, se equivalem e só se distinguem pela cor: preta, amarela, quase branca. Peroba vermelha: Variedade das precedentes, diferente delas, porque em vez de ser retos como as outras, os linhosos destra espécie curvam-se, crescendo. Esta propriedade faz com que sejam procuradas para certas partes da construção de navios. Em Campos, a peroba vermelha é conhecida pelo nome de sobro. Grapiapunha: Madeira pesada e belíssima, semelhante à peroba. É também empregada nos navios, particularmente na quilha. Serve ainda na construção de carros, como excelentes raios de rodas. A cor desta madeira é amarela. Jacarandá: Empregado na marcenaria, como o nosso palixandre. Variedade escuro, avermelhado e o cabiúna, superior aos outros. Ipê: Madeira que pode substituir o guaiaco. Usada em peças mecânicas. Vermelho, preto, cor de tabaco e cor de carne. Sapucaíba: Madeira de carpintaria. Dá um fruto saboroso. Grama: Conserva-se bem na terra e serve para o fabrico de tinta preta. Encontra-se preta e avermelhada. Tapinhoã: Madeira amarelada, de muito peso, apreciada na construção naval. Araribá: Excelente madeira usada nas carpintarias e marcenarias. Não excede em grossura a oitenta centímetros. Vermelha e branca. Louro: Para os entalhadores e o fabrico de remos. Pardo escuro e pardo claro. Cerejeira: Para a construção de canoas. Vermelha e branca. Óleo vermelho: Linda madeira de marcenaria. Bastante dura. Preferível ao acaju. Serve também para liteira e eixos de carros. Dá uma espécie de resina, da qual se extrai excelente bálsamo para dores e feridas. Vermelho claro e vermelho escuro. Copaíba: Madeira que produz o óleo de copaíba. Óleo pardo: Madeira de carpintaria muito prezada em Portugal., semelhante à nogueira, porém muito mais dura. Jataí: Empregada em diversos trabalhos. Sucupira: Procurada na construção naval e para eixos de carros. Bicuíba: Boa para obras de carpintaria, entalhador e marcenaria. Vermelho e cor de rosa. Pau-ferro: Mesmas cores e propriedades. Graubú: Madeira de exportação. Serve para a marcenaria. Piquiá: De duas cores: amarela, que imita o buxo, e branca, que imita o marfim. Grumarim: O mesmo que o piquiá, quanto à cor, porém mais dura. Imbira: Madeira de cuja fibra se trançam cordas. Gurarema: As cinzas desta madeira servem para refinar o açúcar em razão da grande quantidade de potassa que encerram. Abarema, algodão, pitomba preta e amarela têm as mesmas propriedades. Rochina ou Gurubu: Semelhante à madeira conhecida em França pelo nome de amaranto. Tatajuba: De um lindíssimo amarelo. Dá uma tintura da mesma cor. Conheça outras árvores encontradas no Rio de Janeiro:
(Extraído de RIBEYROLLES, Charles. Brasil pitoresco.) |
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