Estes são os nomes de um folguedo popular que aparece na região sul do Brasil. Baseados nas versões do Paraná e de Santa Catarina, dele fazemos a seguinte descrição.
Organizam-se seis pares; os homens vestem calças brancas e blusão azul, à maneira de marinheiro, com gola de cetineta brilhante, tendo na cabeça o gorro característico; as mulheres usam saia azul da cor da blusa dos homens, blusa branca de seda brilhante, com mangas e punhos, e lenços de cores variadas à cabeça. Cada par carrega um arco florido. Ao som da sanfona e um cavaquinho, entram no salão, em filas de homens e mulheres, segurando os arcos, e dão voltar para se postarem, a seguir, bem no centro.
Aí param e a um sinal do apito do mestre, que veste roupa comum, todos levantam os arcos acima da cabeça e o último par passa por baixo de todos os arcos indo se colocar na frente.
Segue-se assim, o penúltimo, sucessivamente, até que todos tenham retornado à posição inicial. A um novo sinal do apito, correm à posição inicial.
A um novo sinal do apito, correm a um canto do salão onde deixam os arcos. Formam, então, aos pares, uma grande roda e ao som de uma polca caminham para o centro, diminuindo a roda.
Depois, recuam, abrem a roda novamente, caminham para a direita, para a esquerda, para o centro, novamente, recuam, vão para a direita e esquerda. Ao som de novo apito, largam as mãos, dão-se os braços, alternadamente, homens e mulheres, seguem para a direita, esquerda, centro, recuam e vão para direita.
Com novo apito, os pares de braços dados, se dispõem um à frente do outro, formando uma roda. Outro apito e o cavalheiro larga o braço de sua dama e o oferece ao da dama da frente; todos fazem o mesmo figurado. Apito novamente e os pares realizam o figurado em sentido contrário.
Quando os pares se encontram, novo apito e todos voltam a pegar os arcos, repetindo a figura anteriormente descrita.
Para terminar, dão uma volta no salão e retiram-se.