A tradição do maracatu

Ademar Vidal

Em Pernambuco se tem a impressão que lá vive e nasceu o maracatu. Desde que o Brasil é Brasil que se tem notícia dele. Praticado a rigor, obedecendo aos estilos clássicos, existem organizações que funcionam como sociedade, havendo até diretoria, gerência — tudo organizado como se fora casa comercial. Porém o resultado vem sendo o melhor possível. Aparentemente, essa organização dá a entender uma coisa quando na realidade se mostra bem diferente. A disciplina é um sentido prático chegam a parecer um tanto antipáticos, fora dos hábitos de nossa gente, mas tal acontece apenas à primeira vista, é uma visão errada que se tem, dissipando-se logo ao mais leve exame que porventura seja feito. Na verdade há motivo para esse engano. Exteriormente a gente pensa que a disciplina dominante é de ferro com o fim de ser obtido um resultado tão completo.

Os negros que praticam o maracatu ou outra qualquer tradição se revelam obedientes a um ritmo de organização tão exato que se pensa que a disciplina domina entre eles com uma tirania extraordinária. No entanto, aquilo é natural, ninguém fez força para conseguir. Veio tudo como uma conseqüência imposta pelo gênio do próprio afro-brasileiro: rebelde a todas as formas de expressão social, porém singularmente e religiosamente apegados aos ensinamentos de suas tradições.

As tradições do nosso negro seguem uma linha que não se afasta jamais do que vem do passado. Sofrem essas tradições uns recheios provenientes das imposições do momento. O carnaval sem dúvida que é a grande mola que influi nessas movimentações mistificadoras. Suas canções e suas danças tomam generalização tamanha como poder social que forçam todas as portas. Mesmo as portas mais bem fechadas. E então se instalam dentro de casa como hóspedes incômodos que não se pode despedir assim facilmente. Explicável essa interferência que não pede nem pensa em pedir licença. Basta que um indivíduo tenha a palavra para se fazer ouvido: sabe aproveitá-la para um “repente” que nem sempre consegue agradar. Entretanto, os “repentes” prosseguem até que alguns deles pegam — e ficam. Daí a explicação das tradições populares apresentarem às vezes uns enxertos como sinal do tempo que passa. Acreditamos não ser evitável essa transformação vagarosa e continuada, não obedecendo nem a um desejo oculto, mas sujeita aos assaltos dos mais audazes na inteligência e nos sentimentos de comando. O resultado é que não se encontra maracatu com a pureza de outrora, nem congo, nem caboclinho, nem bumba-meu-boi, nem barca, pois que todas estas lindas tradições luso-africanas se apresentam diferentes, não somente do primitivo como ainda dos lugares onde são representadas, isto é, cada qual ostenta a feição característica da região e até mesmo da localidade.

O fato é que o maracatu não se encontra mais com o rigor de outrora. Nem em Recife. Na Paraíba pode dizer-se que foi um dia, não existindo senão detalhes e reminiscências esparsas. Trechos são cantados aqui e ali. Poderiam ser representados pela nitidez com que são repetidos. Mas não se conhece mais qualquer organização destinada à sua prática como existem as dedicadas à barca e ao congo, ao caboclinho, à lapinha, ao cavalo-marinho e a tantas outras tradições de natureza popular. O maracatu era praticado muito na cidade que agora tem o nome de João Pessoa. Isso mais ou menos até por volta de 1910. Recordo-me de em criança haver assistido a um, dançado na porta da igreja da Misericórdia. Outros passavam às carreiras pela rua Direita, num tumulto de gente, de som e de muita cor vermelha, de luz em grandes tochas encarnadas. Também paravam em frente ao Rosário, para uma homenagem à Nossa Senhora que protegia os pretos. A irmandade assistia a tudo com uma seriedade circunspecta. Como que fazia parte daquela representação de alguma coisa com raízes na religiosidade do povo. E de preferência, o maracatu só dançava diante dos templos cristãos. Na Mãe dos Homens ele se fazia representar todos os anos com uma pompa que os antigos não conseguem esquecer. Ouvi a descrição da boca de um velho do tempo. Tudo bonito como será mais adiante explicado em coincidência com todas as informações colhidas. Todavia num ponto jamais deixou de haver modificação: é que o pau gemia à vontade na cabeça dos partidários como acontece agora nas lapinhas. Não havia defesa de cordão encarnado nem cordão azul, mas o “sereno” tinha suas preferências exigentes, o que determinava barulhos em que o sangue era derramado na certa. E todo começo de janeiro ou meados de junho se repetia a cena: pelo Natal, pelo carnaval ou nos festejos de São João.

As perturbações da ordem eram tão freqüentes que o delegado Santos Coelho — um homem gordo e respeitado, eterna autoridade policial com um prestígio sempre crescente — resolveu acabar com o maracatu e outras tradições do paraibano tão apegado ao passado. As exigências da ordem pública determinaram a morte de notáveis representações de folguedos populares admiráveis de beleza e significação folclórica.

O negro dominava inteiramente no maracatu da rua Direita, não se vendo nem uma cara branca. Na assistência preponderavam os brancosos que aplaudiam e tomavam partido por uma das figuras. Ouvia-se o característico rumor monótono dos atabaques. Uma coisa só, ali, constante, sem variar. A multidão aplaudindo e aumentando o barulho com as suas ovações alegres. O chapéu-de-sol encarnado era o centro de movimento, vendo-se ao longe a sua oscilação graciosa.

Aquilo regulava e dava sentido ao maracatu. Sem o chapéu-de-sol se tinha a impressão de que ele não poderia marchar. Não iria para adiante por maneira alguma. Era a razão de ser, eram as pernas, as mãos e a cabeça do folguedo, enfeitado de cores. De modo que maracatu sem chapéu-de-sol não é e nunca foi maracatu.

Então na Paraíba, o vulto que aquele objeto tomava era absorvente, sobre si reunindo todas as atenções, atraindo um público frenético que não tirava os olhos do símbolo de movimento, de orientação e graciosidade. E em meio de tudo, o batuque sempre o mesmo, invariavelmente, o mesmo, sem relaxar — uns tocadores afeitos ao ofício, não se exaltando com a multidão nem se conduzindo através da alegria dos figurantes do maracatus. Uns figurantes de cara fechada, porém que revelavam satisfação e comunicabilidade, apreciando as palmas e os gritos de vitória. Quem estivesse à distância, vendo aquilo, experimentava uma emoção estranha, um recolhimento íntimo, espontâneo. Mas os meninos sentiam medo.

Não era somente o chapéu-de-sol que se via ondulando como um desesperado, fazendo movimentos gentis e, como se fora uma batuta, regulando os ritmos do folguedo; também se notava a presença de uma bandeira colorida, predominando, entretanto, as cores de sangue e ouro. O vermelho e o amarelo. Aliás estas cores nunca se acham ausentes das tradições nordestinas das festas populares. Figuram nas bandeirinhas, nos enfeites, nas roupas dos homens e das mulheres, tudo indicando que obedecem a uma determinação de caráter. Os índios apreciavam sobremodo o encarnado e os negros não o fazem por menos, gostando ainda do ouro e do azul, aquele provavelmente como sintoma de poder e este por motivos de religiosidade num meio em que o céu se mostra puro, limpo de nuvens e profundamente belo. Tanto que o negro gosta de pôr em todas as suas manifestações de arte — pelo menos se verifica isto na vida rural em que ele participa com uma força preponderante; é verdade que não mais através de sua cor original de raça, mas de puro afro-brasileiro no físico e nos costumes — os sinais do firmamento no azul celestial com as estrelas, a lua e o sol em todo o esplendor de sua beleza. Sendo assim, a bandeira do maracatu não podia fugir à regra comum: ostentava o amarelo e o vermelho, porém não dispensava o azul. E fixasse a vista, lá estariam as estrelas e a lua, o sol e até um cometa arrastando uma cauda brilhante.

O lê-lê, vamos quebrá, quebrá
O lê-lê, vamos passá, passá

Tudo muito importante. Os negros vestidos a rigor nas suas túnicas bordadas a vermelho e amarelo. As mulheres de saias largas traziam turbantes e corpetes vistosos. O vidrilho faiscava à luz dos archotes, umas enormes lamparinas de azeite de carrapato e querosene. Extravagantes imagens religiosas indicando a influência fálica preponderante. Também o maracatu mostrava aquilo sem mesmo saber porque. Não era da tradição? Pois que se observasse tudo com a maior probidade possível. Essas imagens fálicas nunca se acham ausentes das tradições conhecidas e praticadas pelo nosso povo. São imagens indispensáveis. Depois das figuras apontadas, seguia-se a majestade do rei e da rainha em trajes de luxo. Mantos compridos. Mantos azuis e vermelhos onde figuravam estrelas e lua, também o sol e peixinhos isolados, sobressaindo em cores amarelas — o vidrilho rebrilhante à beça. Mostravam-se imponentíssimos e circunspectos, inteiramente compenetrados do papel que estavam desempenhando. Marchavam a pé, representando um espetáculo brilhante e amargo. E de ordinário, as principais figuras eram grandes no físico para uma melhor demonstração de respeito. Um rei e uma rainha de maracatu sabiam representar bem o papel que lhes era destinado. A sua quase imobilidade entrava em contraste com a pessoa que conduzia o chapéu-de-sol numa movimentação incansável.

E atrás, por último, vinham os músicos dos atabaques e puítas, marimbaus plangentes, todos tocando com disposição e gosto, tendo-se a impressão de que não havia ninguém dirigindo aquela estranha orquestra onde não se via sequer um instrumento de sopro.

A sinhá está no fogo, ô-lê
Está boa de casá, ô-lê

O bando cantava alegremente, mais parecendo festa carnavalesca (quem sabe se o carnaval não procedeu no Nordeste do maracatu?) de indisfarçável sentido religioso. A mulher mais bela e mais ágil conduzia uma enorme boneca de pano toda enfeitada. Uma boneca-orixá de mais de metro e com uma saia de roda. E com a cor vistosa do vermelho enfeitado de ouro e azul, algumas pintas brancas e pretas para dar melhor realce, além de rosários de contas grandes ao pescoço, fazendo um volume enorme e sobretudo bonito, pois que as contas eram de cores variadas em que se salientavam o branco e o preto. Uma boneca que tinha movimentos leves nas mãos de quem a conduzia com simpatia e graciosidade.

A mulher que conseguia a preferência não dissimulava a sua ventura de carregar um símbolo para o qual as atenções não se cansavam de convergir. Os aplausos eram, no entanto, para a moça núbia — a “dama do paço” — que se sentia feliz, orgulhosa e altaneira no porte, fazendo “traços” coreográficos com extrema elegância e agilidade. E a uma certa altura do folguedo, quando o maracatu parava em frente do Rosário ou da Misericórdia, da Mãe dos Homens e da igreja da Conceição,  junto ao Palácio do Governo, então vinha o chapéu-de-sol para junto da boneca, cobrindo-a, enquanto o rei e a rainha proferiam palavras litúrgicas que ainda hoje são guardadas pela memória popular:

Zarinzê, qui-quibundo, zarizê
catirí-tí, rendó, tiquí, zaringuê

Não era só nas portas das igrejas que o maracatu parava para uma representação. Costumava também parar em frente das casas dos poderosos do dinheiro e da política (aqui já estava evidentemente se distanciando de seus primitivos fins de natureza religiosa) para umas demonstrações que não correspondiam à pureza da tradição. Fazia as suas danças ondulantes de uma beleza admirável. Cantava canções da moda, deturpando extraordinariamente a finalidade do maracatu e, para entrar por este caminho escuro, os personagens tão cheios de dignidade e majestade perdiam inteiramente a compostura. Como que faziam de propósito um intervalo para se entregar a outra ordem de brinquedo exigido pelo momento que estavam vivendo. É somente como se explica a mistificação. Findava tudo na mais desabalada intimidade. Servia-se bebida, o rei recebia dinheiro do dono da casa e, depois dos cumprimentos, lá retomava a marcha para outros lugares.

O ambiente tresandava um cheiro misturado de oriza e bodum, despertando forças de lubricidade coletiva. E mais adiante parava na porta de uma igreja para continuar seu destino. A representação que fazia não se modificava em nada, era uma representação em plena conformidade com as determinações tradicionais. O que houve há pouco não afetava aos rígidos costumes da liturgia; fora uma variação necessária para o descanso da seriedade e solenidade indispensáveis ao maracatu. As linhas gerais do folguedo não sofriam quaisquer modificações que viessem afetar a sua essência. As modificações notadas eram todas no sentido dos cânticos adotados conforme a força da hora. E essas modificações não conheciam paradeiro: conforme as novidades na música e nas canções, nos cocos e nos sambas, conforme também o jeito do maracatu se apresentar dentro da nova ordem.

Assim é que letras conhecidas de cocos praieiros passavam a ser cantadas, notando-se, porém, uma particularidade no estribilho invariável e sempre o mesmo; servia para acompanhar toda e qualquer manifestação dessa natureza. Um estribilho que não escondia a procedência legítima do maracatu. As variações não podiam dispensar essa presença. Talvez que fosse uma espécie de “marca registrada” no intuito de mostrar que nem tudo fora sofisticado: havia alguma coisa de verdade. Tal como se faz com o bumba-meu-boi, que se apodera do que “existe de novo”, adota facilmente a última canção carnavalesca, ditos e anedotas, mas não relaxa num ponto — e que é aquele de revelar a pureza da tradição quando entra no principal “momento da representação”. É um momento em que se sente o “regime fechado a todas as intromissões fora do estilo”. Quem tiver a pachorra de assistir uma encenação do “cavalo marinho” há-se observar a excessiva liberdade refreada instantaneamente ao entrar na fase tradicional do folguedo.

E assim acontece ainda com o congo, com o caboclinho e com a nau catarineta, fazendo-se pausa para as “brincadeiras com a assistência”, até se cantando coisas fora de vila e termo, apenas como “variações para distrair”. Porém, que subverte fundamente o caráter da tradição. De modo que o maracatu admitia loas acompanhadas de um coro geral:

Menina me dá uma lima
Da limeira de teus pais
Me dá uma, me dá duas
Me dá três, não quero mais
 Ai-uê
 Ai-uê
Uma coisa me admira
Chega a fazer confusão
É o trem correr na linha
Sem braço, sem pé, sem mão
 Ai-uê
 Ai-uê

O “ai-uê” vinha diretamente do maracatu para seguir as letras de samba e coco que eram cantadas. E a nota original era que o povo entrava na composição: fazia parte do coro, dizendo aquele estribilho; enquanto um personagem (o rei e a rainha) não “desciam” a tirar loas (quem se encarregava desse serviço quase sempre era alguém da orquestra), ia resmungando em voz meio baixa uns versos simpatizados na época e que andavam na boca de meio mundo:

Iaiá, me diga adeus
Olhe que vou embora

E respondiam noutro tom, salientando o “sinal” que era dado pela torre da igreja da Conceição (os festejos se realizavam à noite e, não obstante, se sabia das menores particularidades que diziam a respeito à vida da capital, os costumes do meio social, mesmo que fosse uma novidade de última hora que logo se espalhava), onde a cruz de pau-preto que lá ainda existe ostentava, ora bandeira azul (vapor do sul), ora bandeira encarnada (vapor do norte) e, às vezes, as duas juntas. Daquela torre se avista o oceano. E havia um esquisitão, o barbeiro Agostinho, que era o almirante da nau catarineta, que não abandonava o seu posto; gostava de verificar a entrada ou saída dos navios do lóide para anunciar à população da cidade:

O vapô entrou na barra
A torre já deu siná
 Ai-uê
 Ai-uê

Ou então, se ouvia ainda a voz se manifestar isoladamente:

Ai, minha Iaiá
Vamos ri, vamos chorá…

Enquanto a multidão respondia, animada de entusiasmo:

O vapô entrou na barra
A torre já deu siná
 Ai-uê
 Ai-uê

Também acontecia que todos diziam em coro, numa voz cheia de alegria, enquanto a música não descansava de bater, fazendo seu acompanhamento ritmado:

Zomba, minha nega,
Zomba, meu sinhô
Quem quiser embarcá
Venha logo, não perca tempo
Venha tomar o trem de Cabedelo
Resfolegando na estação…
 Ai-uê
 Ai-uê

Depois de fazer esse intervalo nas suas representações, terminada a bebedeira e quando o rei metia no bolso o dinheiro arrecadado, então o maracatu retomava a sua anterior seriedade, reorganizando-se em préstito solene e rebrilhante, indo todo ele para o meio da rua (nas manifestações aludidas, o maracatu entrava no terreiro da casa onde se detivera, no alpendre ou copiá, no jardim ou, mesmo, ficava em frente da residência do homenageado, mas sem a organização de quando parava para dançar nas igrejas) com o fim de prosseguir a marcha batida para outros pontos escolhidos. A manobra era dirigida pelo mestre da orquestra, cada qual se colocava no seu lugar e, após as formalidades do estilo, lá se ia rua afora o folguedo mais solene que se conhecia entre as tradições populares da Paraíba.

Tinha uma grande força de expressão. Tinha muito caráter. Todavia não conseguiu resistência suficiente para evitar o seu desaparecimento total como organização de rua. Existe ainda quem saiba cantar alguns versos e loas, estribilho monótono como o acima apontado (ai-uê, ai-uê), porém não se sabe da menor tentativa para se fazer uma recomposição. É que daria trabalho, pois o maracatu depende de bom-gosto, dinheiro e dedicação extremosa. As outras tradições (nau catarineta, congo, bumba-meu-boi, lapinha, caboclinho) não dependem de muito luxo, salvo a barca, para demonstração de todos os anos. São organizações modestas, que vivem fora da capital, pelos arrabaldes, incansáveis nos trabalhos de ensaios, algumas delas possuindo até salas para as representações; terreiros enfeitados com folhas de bananeira e uma bodeguinha por perto, para ir “alimentando as forças” dos figurantes. A cachaça não falta. Ela tem de andar presente. Faz parte integrante desses festejos populares.

Na antiga igreja do Rosário, hoje demolida, havia uma irmandade composta de negros, que tinha um comendador português como presidente, apreciando fornecer dinheiro para os gastos da religião que deveriam ser bem poucos. Mas o fato era que essa irmandade de São Benedito gozava de um prestígio enorme entre os escravos e os senhores, ao ponto do branco aceitar o governo da sociedade que lhe trazia decerto algum prestígio social. De contrário, não aceitaria a incumbência. Pois era essa irmandade que sustentava o maracatu como festejo pagão, que toda gente adorava pela beleza com que aparecia nos lugares públicos, para os espetáculos mais rigorosamente tradicionais. A irmandade deixou de funcionar — e foi o bastante. O maracatu sofreu o inevitável colapso, desaparecendo por completo da vida urbana ou mesmo rural, uma vez que não se tem notícia de sua existência no interior do estado, onde sempre se fez ouvir e dançar.

Até parece que os pretos de São Benedito dirigiam o folguedo em todo o território paraibano. Se assim era, devemos apelar para que a irmandade se reorganize quanto antes. Mas aonde encontrar negros?

(Vidal, Ademar. “A tradição do maracatu”. Atlântico, Lisboa, 1944, nº 5, p.41-48)

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