![]() Champanhe de pobre é Sonrisal Gosto de sogra. Tenho quatro Não buzine, passe por cima Não bata a porta, senão a outra cai Mulher feia e frete barato, não carrego A vida tem a cor que você pinta Amo, porque nasci do amor Namorado: Meu bem. Casado: Meus bens Mulher, por mais leve que seja, é a carga mais pesada Beijo de mulher casada tem cheiro de pólvora
A mocidade de Bilac |
FALTA DE ASSUNTO Um dia Zé Ruela arrumou namorada em Tabuí. O rapaz era da roça mas não perdia festa na cidade, doido pra arrumar uma doida e se ajeitar na vida. Só que Zé Ruela era fraco de inteligência e muito tímido. Ficava sem assunto em presença de rabo de saia. Mas sabia que, com moça da cidade, tinha que ser conversador, tinha que passar a lábia, senão a pretendida desistia. Primeira vez que foi ia casa da moça. Um sufoco. Vestiu sua melhor roupinha, colocou botina gomeira e botou perfume no cangote. Andou bem mais de uma légua até Tabuí. Chegando à casa da moça foi apresentado aos pais, pôs as mãos no bolso e não sabia mais o que fazer. Ainda bem que ela pegou cadeiras e foram os dois para a porta da rua para ficarem mais à vontade. Zé Ruela, doidinho para agradar, caça assunto em tudo quanto é cantinho da cuca e não acha. Cérebro embotado. Até que surge uma idéia que ele, sem nem pensar muito, casca na namorada. - Cê já viu onça? - Eu não! - Se ocê vê, cê caga!... A moça deu um sorriso amarelo e começou a achar que entrara numa canoa furada. O Zé, sem desconfiômetro, acreditou que estava agradando. Mastiga outra idéia na cuca e solta: - Cê já foi mordida de cobra? - Eu não! Credo!... - Dói!... A namorada, agora com certeza de ter entrado em canoa furada, começa a pensar numa maneira de descartar o Zé Ruela. Mas ele ataca de novo: - Lua bonita, né? - É... - Boa pra gente andá no cavalo do vizinho, né? Nessa hora ela não resistiu e deu uma risada. Teve dó do desajeitamento do rapaz. E ele, pensando que estava por cima da carne seca, pega no dedinho mindinho dela e fica balançando pra lá e pra cá. A moça, querendo ver no que ia dar, deixou. E Zé Ruela fica lá, balançando o mindinho da moça enquanto assunto não aparecia. Finalmente, cúmulo da intimidade, olhando pro dedinho dela, fala: - Benhê!... Eu te quebro o dedo!... A moça, que não esperava por um papo desse tipo, desafia: - Então quebra! E ele: - Trac!!!... Quebrou o dedo e o namoro acabou ali mesmo. (Eurico de Andrade é autor do livro Nós Sofre Mais Goza - Causos de Minas, e colabora com a Jangada Brasil). Quem nasce na lama, morre na
bicharia. |
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