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• Champanhe de pobre é Sonrisal
• Gosto de sogra. Tenho quatro
• Não buzine, passe por cima
• Não bata a porta, senão a outra cai
• Mulher feia e frete barato, não carrego
• A vida tem a cor que você pinta
• Amo, porque nasci do amor
• Namorado: Meu bem. Casado: Meus bens
• Mulher, por mais leve que seja, é a carga mais pesada
• Beijo de mulher casada tem cheiro de pólvora

O bigamo
(A Narbal Fontes)

- Mecê sabe que o danado
Do nhô Manequinho Reis
Anda seno percurado
Mór-de í gemê no xadreiz?

- Será pussive?! Coitado!…
Mais, me diga: O que ele feiz?
– Ara!… Ele é bigo. O assanhado
Se casô-se duas veiz

- Uai!… Isso é crime?

- Mais, intão, sô criminoso,
Tamem

- Cumo ansim, nhô Berto?

- Puis, si eu casei no civir
E, despois, no relijoso…
Sô bigo, tamem, nhô Gir


(COSTA, Fontoura. Matutices)


A um calvo pretensioso
(Laurindo Rabelo)

Cabeça!… que desconsolo!
Cabeça!… força é dizê-lo!
Por fora não tem cabelo
Por dentro não tem miolo


A mocidade de Bilac

Levava Bilac uma vida de boêmio nos primeiros tempos da mocidade, quando o pai, entregando-lhe um bilhete de entrada, lhe ordenou, um dia, que fosse ao teatro, onde se representava nessa noite um dramalhão: Os sete degraus do crime.

O poeta foi. No dia seguinte o velho indagou:

- Assistiu a peça?

- Assisti, sim, senhor.

– Prestou bem atenção ao final?

- Prestei.

– Como foi que morreu o protagonista?

- Na forca

- Pois, olhe, - bradou-lhe o ancião, com voz tentórica, - é esse o fim que o espera, se o senhor não mudar de vida!

(AMARAL, Amadeu. Discurso na Academia Brasileira de Letras. In CAMPOS, Humberto de. O Brasil anedótico)

FALTA DE ASSUNTO

Um dia Zé Ruela arrumou namorada em Tabuí. O rapaz era da roça mas não perdia festa na cidade, doido pra arrumar uma doida e se ajeitar na vida. Só que Zé Ruela era fraco de inteligência e muito tímido. Ficava sem assunto em presença de rabo de saia. Mas sabia que, com moça da cidade, tinha que ser conversador, tinha que passar a lábia, senão a pretendida desistia.

Primeira vez que foi ia casa da moça. Um sufoco. Vestiu sua melhor roupinha, colocou botina gomeira e botou perfume no cangote. Andou bem mais de uma légua até Tabuí. Chegando à casa da moça foi apresentado aos pais, pôs as mãos no bolso e não sabia mais o que fazer. Ainda bem que ela pegou cadeiras e foram os dois para a porta da rua para ficarem mais à vontade. Zé Ruela, doidinho para agradar, caça assunto em tudo quanto é cantinho da cuca e não acha. Cérebro embotado. Até que surge uma idéia que ele, sem nem pensar muito, casca na namorada.

- Cê já viu onça?

- Eu não!

- Se ocê vê, cê caga!...

A moça deu um sorriso amarelo e começou a achar que entrara numa canoa furada. O Zé, sem desconfiômetro, acreditou que estava agradando. Mastiga outra idéia na cuca e solta:

- Cê já foi mordida de cobra?

- Eu não! Credo!...

- Dói!...

A namorada, agora com certeza de ter entrado em canoa furada, começa a pensar numa maneira de descartar o Zé Ruela. Mas ele ataca de novo:

- Lua bonita, né?

- É...

- Boa pra gente andá no cavalo do vizinho, né?

Nessa hora ela não resistiu e deu uma risada. Teve dó do desajeitamento do rapaz. E ele, pensando que estava por cima da carne seca, pega no dedinho mindinho dela e fica balançando pra lá e pra cá. A moça, querendo ver no que ia dar, deixou. E Zé Ruela fica lá, balançando o mindinho da moça enquanto assunto não aparecia. Finalmente, cúmulo da intimidade, olhando pro dedinho dela, fala:

- Benhê!... Eu te quebro o dedo!...

A moça, que não esperava por um papo desse tipo, desafia:

- Então quebra!

E ele:

- Trac!!!...

Quebrou o dedo e o namoro acabou ali mesmo.

(Eurico de Andrade é autor do livro Nós Sofre Mais Goza - Causos de Minas, e colabora com a Jangada Brasil).


• Quem nasce na lama, morre na bicharia.
• Quem nasce torto, morre envergado.
• Quem nasceu para dez réis, não chega a tostão.
• Quem nasceu pra quebrar ouricuri, morre com o cu na pedra.
• Quem nasceu pra relar coco, morre de cócoras.
• Quem nasceu pra ser sofreu, não pode ser cardeal.
• Quem nasceu pra ser tatu, morre cavando.

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