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AO MEU BRASIL

Brasil, desde a mocidade
Desde verde adolescente
(Vê quanto orgulho e vaidade!)
Pensei em dar-te um presente
Inspirado em teu amor!
Mas adiando, sempre adiando
Os tempos foram passando
Até que enfim, combalido
Fiquei velho e, envelhecido
Deixei de ser trovador
E agora, depois de velho
Quando não tenho mais nada
Além de um chapéu de couro
E uma viola "acagibada"
(que já me foi um tesouro
por ser a ti consagrada)
– que hei de dar-te sem desdouro
Meu Brasil, meu coração?!
Vou te dar este livrinho,
Este humilde passarinho
Que apanhei lá num matinho
Viajando pelo sertão
Ei-lo aqui! É um tico-tico
É um passarinho brejeiro!
Mas tu, Brasil, és tão rico
Tão gentil, tão cavalheiro
Que eu até me glorifico
Em dar-te este tico-tico
Que é um caboclo brasileiro

(CEARENSE, Catulo da Paixão. Meu Brasil)

Edições Anteriores

Abril 1999 - nº 08:
Queima do Judas; Zé Limeira; Gente Tária; Desafio entre Malaquias e Agache; O preguiçoso e o peixinho; Pesca de espera; Saboaria; Jogo de truco; Quarta-Feira Santa; Habitação dos índios brasileiros; Doces de tabuleiro;  Superstições da Sexta-Feira Santa; Doutores em raízes; Trava-línguas; Dindinha da Lua; Jogo do pião; Militão Fagundes; João da Curva; Causos de Minas.

Março 1999 - nº 07:
Fandangos; Serração da velha; Bataclan; Baile da aguardente; A dança dos tangarás; O vocabulário da jangada; Vendedores de caldo de cana; O ritual dos bebedores; Velhos sobrados adormecidos; Receitas com cachaça; Tradições sobre a lua; Curadores de rasto; Mau-olhado; Parlendas; O Jogo do Anel; Cantigas de Roda; Cana-Caiana; Os nomes da cachaça;

Fevereiro 1999 - nº 06:
Entrudo; Cena de Carnaval; O Zé Pereira; Festa de Iemanjá; Cego Aderaldo; Negrinho do pastoreio, Cerâmica dos índios marubo; Ferrador de cavalos; As casas de Recife; Dez alimentos de terreiro; Jantar no Brasil; Coisas que não se deve fazer; Banhos de cheiro; Ex-libris infantis; Pinicainho; João Pacífico; Seleção de músicas de carnaval.

Janeiro 1999 - nº 05:
Procissão dos Navegantes;  Folia de Reis; Jacaré de Assombração; O trabalho e as cantigas das destaladeiras de fumo; O macaco e o rabo; Como Pedro Malasartes fez o urubu falar; Como era fabricada a cal; O pequeno jornaleiro; Os quintais de Belém; Cortesias e obrigações; As casas de pasto; Receitas com abóbora; Amuletos; Cantigas de roda; Almanaque Laemmert; Folclore dos números; Oração para casar.

Edições de 1998

Dezembro nº 04
Novembro nº 03
Outubro nº 02
Setembro nº 01

 

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Festas populares, religiosas e profanas; folguedos; danças; datas comemorativas;
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13 de maio
dia da Abolição da Escravatura

• Como se há de haver o senhor de engenho com seus escravos. Um texto do século XVIII, de autoria de André João Antonil.
• "Há no Rio proprietários que mantém no ganho até trezentos escravos... Compraram a ferramenta, o instrumento. Carne, suor e sangue, tudo lhes pertence". Os vários trabalhos dos negros, um texto de Charles Ribeyrolles.
O Valongo. A viajante inglesa Maria Graham, descreve suas impressões ao visitar o mercado de escravos no Rio de Janeiro do século XIX.
• O francês Jean-Baptiste Debret descreve o Valongo, mercado de vidas.
Nobreza e elegância dos minas, as impressões da viajante Elizabeth Cary Agassiz.
• Conheça as permutas alimentares afro-brasileiras. Um texto de Luís da Câmara Cascudo.
• O jogo Capitão-de-campo, é manifestação do nosso folclore de origem nitidamente nacional, sintetizando ignóbil instituição colonial: os caçadores de escravos ou capitães-de-campo ou de-mato.


Dia das mães.

• "O indígena não concebe nada do que existe sem mãe". Conheça o significado da ci, a mãe, na concepção indígena.
• Conheça como a mãe-do-ouro, ajudou o velho escravo pai Antônio, a se livrar dos maus tratos de seu senhor.
• A história do homem que se casou com a mãe- d'água.

VEJA TAMBÉM

Festança:
Luiz Edmundo descreve uma festa de congada, no Rio de Janeiro do século XVIII. Tradição mantida até os dias atuais, em diversas partes do país.

Cancioneiro:
3 de maio, dia do Sertanejo. Os dois repentistas. O desafio entre um doutor e um sertanejo. Uma peça de Catulo da Paixão Cearense.

Imaginário:
Kibungo é um bicho meio homem, meio animal, tendo uma cabeça muito grande e também um grande buraco no meio das costas, que se abre, quando ele abaixa a cabeça, e fecha, quando levanta. Veja alguns contos de kibungo.

Oficina:
1º de maio, dia do Trabalhador. Conheça um pouco sobre o mutirão, forma de auxílio mútuo, trabalho coletivo e universal.

Palhoça:
3 de maio, dia do Sertanejo. Uma narrativa da viagem feita pelo viajante Henry Koster ao sertão do Rio Grande do Norte, na segunda década do século XIX.

Colher de Pau:
Aprenda a preparar o barreado, o prato típico do estado do Paraná.

Panacéia:
Seis orações para males diversos, recolhidas por Sílvio Romero e comentadas por Luís da Câmara Cascudo.

 




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Uma seleção de mais de 380 provérbios, para você fazer o download e ler tranquilamente offline.

• Homenagem e letras de música de Catulo da Paixão Cearense
Dia do Sertanejo: 21 canções que falam da vida e do homem do sertão
No estradão
Provérbios
• Casos de Minas por Eurico de Andrade: Documento Trocado; Quem ama a feia

Pintor de Jundiaí
Facécias Folclóricas
Adivinhas
Canções Folclóricas

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