Finados
Velório da cruz
Não sabemos se comum a todo o Rio Grande, o velório da cruz é um dos mais
antigos costumes da fronteira e região das missões. Assinalamos a permanência
desta tradição de fundo religioso nos municípios de Uruguaiana, Quaraí, Alegrete,
Itaqui, Santiago, São Luiz Gonzaga e São Borja. Neste último, tivemos inclusive
a oportunidade de participar da cerimônia.
Não quero choro nem vela
Dos portugueses recebemos como lembrança das mais antigas e firmes, o uso da
vela de estearina ou cera em quase todos os atos e ritos ligados à morte.
Ritos de purificação
É bem conhecida a velha praxe ligada à morte, segundo a qual quando morre
alguém numa casa, logo após a saída do corpo, toda a água que se contém nos
potes, moringas ou filtros, deve ser lançada fora.
Um capítulo de nosso folclore poético
No chamado norte do Estado, ou melhor, vale do Paraíba, da região mais
antigas, se destaca Silveiras, que virou cidade morta, desde os episódios
trágicos de 1842, cerco de um conservador num sobradinho que ainda lá está e
verdadeiro combate de liberais com soldados legalistas vindos diretamente do Rio
de Janeiro (província e cidade).
O cemitério novo; Funeral pagão; Festividades religiosas; Comemoração dos
mortos
Muitas são as descrições de enterros no Rio de Janeiro. Caracteriza-os o
mesmo gosto pelas exterioridades e ostentações que se nota nas outras cerimônias
religiosas. Variam, porém, largamente de acordo com a idade e a condição do
morto. Quando se trata de criancinha, o enterro é considerado motivo de júbilo e
organizam, então, uma procissão triunfal.
Da morte e dos funerais dos índios
Vi um homem e uma mulher da nação dos tabajares, que
tinham só a pele e ossos, parecendo-me terem apenas vida por
dois dias, e por isso os batizei logo, apenas me pediram, e
escaparem da morte tomando três caldos.