Em São Luís do Paraitinga, o major Benedito de Souza Pinto afirmou: "Conhecemos três espécies de saci: trique, saçurá e pererê. O saci mais encontrado por aqui é o saci-pererê. É um negrinho de uma perna só, capuz vermelho na cabeça e que, segundo alguns, usa cachimbo, mas eu nunca o vi. É comum ouvir-se no mato um "trique"; isso é sinal que por ali deve estar um saci-trique. Ele não é maldoso; gosta só de fazer certas brincadeiras como, por exemplo, amarrar o rabo de animais".
"O saçurá é um negrinho de olhos vermelhos; o trique é moreninho e com uma perna só; o pererê é um pretinho, que quando quer se esconder, vira um corrupio de vento e desaparece no espaço. Paa se apanhar o pererê, atira-se um rosário sobre o corrupio de vento."
E mais uns informes sobre o saci: "Quando se perde qualquer objeto, pega-se uma palha e dá-se três nós, pois se está amarrando o "pinto" (pênis) do saci. Enquanto ele não achar o objeto, não desatar os nós. Ele logo faz a gente encontrar o que se perdeu porque fica com vontade de mijar. (Amaro de Oliveira Monteiro)
Quando se vê um rabo de cavalo amarrado, foi saci quem deu o nó. Tirando-se o gorrinho do saci-pererê, ele trará para quem lho devolva tudo o que quiser.
Quando passar o redemoinho de vento, jogando-se nele um garfo sai o sangue do saci. Outras versões: jogando-se um rosário o saci fica laçado; jogando-se a peneira, fica nela.
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