Em seu livro Conversas ao pé do fogo, Cornélio Pires deixou-nos este retrato do endiabrado saci:
"É um molequinho deste porte... risonho e cavorteiro como ele só... Tem de uns pretinho e já hai de uns mulatinho, mestiço de saci português, que us buava truxero pro Brasir no tempo de dante. Tem uma perna só, os óios aceso, sempre reganhado airrindu, mostrano os dente, pulano, granfino e desfrangino a testa, topetudinho cumo mico... É levado da breca e gosta de brincá de vira-mundo no rodamuinho de poêra c'o vento... PRa caçar os tár é perciso fazê um laço de rosário. Moram sempre em cima dos morão das portera e nas encruziada. Cavaleiro que passá na meia-noite de sexta-feira, já sabe: o tarzinho amunta na garupa e garra a fazê cosca que dexa um vivente por nada. O gosto do saci é amuntá e judiá dos animar no pasto, galopeano e trançano a crina. O reméde é marrá um dente de áio no cedenho do cavalo. Im burro eles num munta: são tosado".
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