Saci Pererê
Retrato do saci
É um molequinho deste porte... risonho e cavorteiro como ele só... Tem de
uns pretinho e já hai de uns mulatinho, mestiço de saci português, que us buava
truxero pro Brasir no tempo de dante.
A velha e o saci
O saci veio. Acendeu o cachimbo e começou a tomar. De repente, porque foi
aquele estrupício! O saci levou um susto, saiu pulando, errou a porta, homem!
passou mal o talzinho para se escapar.
O saci em Aparecida
Sobre o saci, basta citá-lo para vermos sua figura, pretinha, de chapeuzinho
vermelho, uma perninha erguida, pulando ou assobiando sempre. Dizem que, às
vezes, saem chispas de fogo dos olhos e da boca do saci.
O saci pererê
Foi à noitinha, ao voltar de um passeio pelo campo, que logo ali, naquela
porteira velha e rangideira, encontramos o saci pererê. Paramos surpresos porque
este cidadão é um estranho nos pagos do Rio Grande e só o conhecíamos através
das leituras ou desenhos.
Pulando numa perna só
De todas as figuras lendárias brasileiras, a mais popular, sem dúvida, é o
saci pererê, um negrinho risonho e assobiador, que pula numa perna só, fuma
cachimbo e usa um gorro vermelho que lhe dá grandes poderes.
Saci
Em São Luís do Paraitinga, o major Benedito de Souza Pinto afirmou:
"Conhecemos três espécies de saci: trique, saçurá e pererê. O saci mais
encontrado por aqui é o saci-pererê. É um negrinho de uma perna só, capuz
vermelho na cabeça e que, segundo alguns, usa cachimbo, mas eu nunca o vi. É
comum ouvir-se no mato um "trique"; isso é sinal que por ali deve estar um
saci-trique. Ele não é maldoso; gosta só de fazer certas brincadeiras como, por
exemplo, amarrar o rabo de animais".
Monteiro Lobato e o saci
O saci de Monteiro Lobato é o saci que existe
de Taubaté para baixo, até o início da baixada fluminense. O jeito, o assobio, a
cor, as "artes", as lendas, a maneira como nasce, como vive, com quantos anos
morre, tudo isso é valparaibano. Será que o mito saci conserva no Brasil inteiro
essa unidade, essa integridade, sem variante de lendas, nem da figura, nem do
nome? Será que o saci é um só, do Oiapoque ao Chuí?