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Tema do Mês

Março 2009 - Ano XI - nº 122

Sumário

As baratas no folclore

As castas das baratas

As baratas na medicina popular

Baratas na alimentação

Comadre, puxa daqui ! (Expulsão de baratas)

Expressões, ditados e adivinhas

 

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Baratas no folclore

Expressões, ditados e adivinhas

1. Casa velha tem baratas – Refere-se a pessoas achacosas. Mais frequentemente, emprega-se apenas o primeiro termo, "Casa velha ... ", já com a propensão a afastar a idéia de "baratas", ou das pequenas mazelas suplementares, para ter em mente a própria solidez periclitante do "edifício". Na sua forma plena, o ditado correspondente ao italiano "Casa senza abitanti, nido si topi" (casa vazia, ninho de ratos) (A. Amaral, 1948, p.248).

2. Como barata tonta – Diz-se de pessoa desastrada ou desajeitada.

3. Atrapalhado como barata em terreiro de galinha (Deda, 1967).

4. Ter sangue de barata - Ser covarde, medroso.

5. Morder e assoprar como barata – Agir em proveito próprio, hipocrisia, ludíbrio (Queiroz, 1937). Temos aqui um interessante paralelo com os morcegos vampiros. Como vimos acima em certas regiões, as baratas roem a pele humana, causando ulcerações. Esta expressão implicaria em que as baratas abanam com as asas feridas que estão causando, como o povo acredita que façam os vampiros.

Lehmann-Nitsche (1911) registrou na Argentina esta espirituosíssima adivinha:

"Cuatro sílabas contiene
Este enigma por total.
En la primera y segunda
Cierto gusano hallarás. (Cuca)

Segunda y tercera ofrecen
De una persona la faz. (Cara)
Más la primera y tercera
Es cargo sacerdotal. (Cura)

Con prima, quarta y tercera
Tomar del caldo podrás. (Cuchara)
Pero el cabo de un cuchillo
En segunda y cuarta está. (Cacha)

En el todo un vil insecto
Con muchas patas verás.
Parece un escarabajo,
Inmundo y feo animal. (Cucaracha)

E, ao terminar este capítulo, saímos cantando a celebérrima ...

La cucaracha,
La cucaracha,
Ya no puede caminar ...

(Lenko, Karol; Papavero, Nelson. Insetos no folclore. São Paulo, Conselho Estadual de Artes e Ciências Humanas, 1979 (Coleção Folclore, 18), p.71-72)

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