O fumo de Angola, liamba ou diamba, é a maconha, que constitui um dos mais terríveis entorpecentes, contra o qual as autoridades sanitárias movem guerra de morte. Teria sido trazido para o Brasil pelos negros angoleses e aqui se adaptou no norte e nordeste. Dizem os estudiosos do assunto (embora seja contestado) que a maconha entra nos candomblés, inclusive no Rio de Janeiro e penso mesmo que nos ritos caboclos ela deva aparecer igualmente. E é sabida a tendência do uso da droga em conjunto, chamado de maricas, no nordeste, usando-se em cigarros ou cachimbos. São os clubes dos diambistas.
Essa coleta lhe será difícil de fazer, dada a perseguição que sofre a maconha, mas alguns escritores têm recolhido versos alusivos:
Eu morro de boca torta
de tanto chupar maconha
ou então
Ó diamba, sarbamba!
Quando eu fumo a diamba
Fico com a cabeça tonta
E com as pernas zamba.
O dr. Francisco Iglésias nos descreve com muita vivacidade uma sessão do clube de diambistas e acentua que ainda acompanham a maconha termos dos africanos que nos trouxeram o tóxico. A própria natureza do vício a impregna de elementos folclóricos, como têm observado os especialistas.
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