Home     Central do Leitor     Expediente     Contato    

 

Almas do outro mundo e botijas
As almas do outro mundo – escreveu um jornalista – os fantasmas, os espectros, são examinados hoje à luz de uma ciência nova, a metafísica, criada por um francês, Richet, fundador de um instituto especializado.

 

Assombração
O sertão que nasce da margem esquerda do médio São Francisco e pelo interior a dentro se embrenha dezenas de léguas até às vizinhanças do rio Carinhanha é, precisamente, o centro mais freqüentado por almas do outro mundo. E chegam sempre acompanhadas de ventanias, miados, aboios e outras tantas matinadas que metem pavor a solitários viajantes, pois, se mais das vezes essas "livusias" aparecem no breu de estradas desertas. São artes do "bicho ruim" com a finalidade de impedir o socorro dos vivos.

 

Na ilha do Medo há coisas de arrepiar os cabelos
O primeiro homem com quem falamos sobre a ilha do Medo, no porto de Salvador, olhou-nos de alto a baixo e emudeceu. Era um camarada de gestos mecânicos e poucas palavras, mas sabia muita coisa das vizinhanças do mar.

– O senhor sabe onde fica a ilha do Medo?

 

Histórias de botijas e tesouros enterrados
Vem de tempos imemoriais a lenda de que pessoas bafejadas pela sorte, depois de sonhos com gente do outro mundo, conseguiram desenterrar valiosos tesouros (botijas), contendo moedas de ouro, libras esterlinas, jóias, brilhantes preciosos e até barras de ouro forte. Verdade, ou não, citavam-se, inclusive, nomes de pessoas reconhecidamente pobres que sem herdar de parentes ou amigos, sem que tivessem sido beneficiados por um bilhete grande de loteria, amanheciam ricos misteriosamente.

 

Fantasmas de Barbacena
Muito nova, muito ágil, muito iluminada, a capital de Minas não tem clima propício para as assombrações do passado, que aqui se dariam mal com os problemas do tráfego dirigido por policiais em cima de banquetas redondas, e nem poderiam galgar as escadas dos edifícios de trinta andares, já que, talvez por um anacronismo muito próprio à sua condição de abantesmas, não suportariam as filas enormes e cansativas dos elevadores.

 

A casa mal-assombrada
De um momento para outro o alferes de milícias de Vila Rica, João Rufino, apresentou-se cheio de dinheiro, naquelas Minas, bem enroupado, melhor montado, com armas garantidas, e a fazer uns gastos tão em desacordo com a sua anterior pobreza, que punha toda a gente de boca aberta.

 

Home | Revista Jangada Brasil | Índice Jangada | Tema do mês | Coreto | Catavento | Balaio de Links | Galeria de Mitos | Realejo | Como Vovó Dizia | No Estradão | Inventário do Leitor | Colaborações

Jangada Brasil © 1998-2007 | Termos e condições de uso