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Tema do Mês

Janeiro 2009 - Ano XI - nº 120

Sumário

O caso da abelha

O jabuti e o saca-rolhas

A onça e o gambá

A onça e a anta

O caso do bicho homem

A onça que procura justiça

O fabulário fluminense

 

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Fábulas Brasileiras

A onça e o gambá

A onça andava louca de raiva com o gambá que lhe havia pregado uma peça e saiu à procura dele disposta a tirar uma desforra.

Ia indo pelo mato, quando ouviu um barulho esquisito. Espiou através das folhagens: era  gambá que tirava cipó. Sorriu, satisfeita. Agora ele não lhe escaparia! Aproximou-se e o gambá, quando a viu, pensou lá consigo: "Estou perdido!". Mas logo inventou um plano; fez cara muito feia e disse, tremendo:

– Bom aparecer alguém! Ajude-me a tirar cipó, depressa. Quero me amarrar a uma árvore que vem aí um tufão e pode me carregar.

A onça compreendeu o perigo e ajudou a tirar cipó. Quando tinham uma boa quantidade, ela exigiu, ameaçadora:

– Amarre-me primeira a essa árvore grossa. Eu sou maior que você e o vento me pegará com mais força.

O gambá ainda fez um luxinho, quem o amarraria depois? Mas a onça não quis saber de nada. Abraçou-se à árvore e o gambá amarrou-a solidamente. Feito o serviço, ele se pôs a dançar e a cantar:

– Não há vento nenhum! Fique aí, diaba. Eu vou dando o fora!

("A onça e o gambá". O Dia. Rio de Janeiro, 30/31 de dezembro de 1962)

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