Branquinha
Ascenço Ferreira,
Catimbó e outros poemas, José Olympio, 1963,
p.75 e 77.
Branquinha,
Branquinha,
é suco de cana
pouquinho é rainha,
muitão é tirana...* * *
Em jejum ente arrecebo
cuma xarope dos bebo...
Tu puxas, eu arrepuxo,
bates comigo no chão,
bato contigo no buxo...
Mulher e cachaça
Recolhida por José Calasans
Não há banho, salão ou cajuada,
Petisqueira, folia, jogatina,
Mão de vaca, pastéis ou feijoada,
que não tenha um golinho da mais-fina.
..................
Não há mulher sem graça nem festa sem cachaça...
Quadra
Transcrita por Téo Brandão, em Brasil Açucareiro, agosto de 1968.
A cachaça é moça branca
Toda cheia de arrepucho,
Ela dá comigo no chão,
Eu dou com ela no bucho.
(Em Condé, José. A cana-de-açúcar na vida
brasileira; textos coligidos. Rio de Janeiro, Instituto do Açúcar e do Álcool,
1971/1972. Coleção canavieira, 7)
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