Ano 5 - setembro  2002 - nº 49


BRANCA, BRANQUINHA, MOÇA BRANCA...

FONTE INSPIRADORA

ÁGUA QUE PASSARINHO NÃO BEBE

FEITA DE CANA CRIOULA...

REMÉDIO BOM

BIBLIOGRAFIA

QUADRAS

Branquinha
Ascenço Ferreira,
Catimbó e outros poemas, José Olympio, 1963, p.75 e 77.

“Branquinha”,
“Branquinha”,
é suco de cana
pouquinho — é rainha,
muitão — é tirana...

* * *

— “Em jejum ente arrecebo
cuma xarope dos bebo...
Tu puxas, eu arrepuxo,
bates comigo no chão,
bato contigo no buxo...


Mulher e cachaça
Recolhida por José Calasans

Não há banho, salão ou cajuada,
Petisqueira, folia, jogatina,
Mão de vaca, pastéis ou feijoada,
que não tenha um golinho da mais-fina.

..................

Não há mulher sem graça nem festa sem cachaça...


Quadra
Transcrita por Téo Brandão, em Brasil Açucareiro, agosto de 1968.

A cachaça é moça branca
Toda cheia de arrepucho,
Ela dá comigo no chão,
Eu dou com ela no bucho.



(Em Condé, José. A cana-de-açúcar na vida brasileira; textos coligidos. Rio de Janeiro, Instituto do Açúcar e do Álcool, 1971/1972. Coleção canavieira, 7)

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