Ano 5 - setembro  2002 - nº 49


BRANCA, BRANQUINHA, MOÇA BRANCA...

FONTE INSPIRADORA

ÁGUA QUE PASSARINHO NÃO BEBE

FEITA DE CANA CRIOULA...

REMÉDIO BOM

BIBLIOGRAFIA

ENGENHO DE CACHAÇA

Daniel Parish Kidder


A excursão ao Jaraguá nos proporcionou excelente oportunidade de observar a disposição das plantações no interior. Esse arranjo difere, nos vários países, segundo o clima, as culturas e o desenvolvimento da agricultura.

Na fazenda de dona Gertrudes, cultivavam cana-de-açúcar, mandioca, algodão, arroz e café. Ao redor da sede viam-se numerosas construções, tais como a senzala dos negros, armazéns para os diversos produtos e o maquinário necessário para pô-los em condições comerciáveis.

O engenho de cachaça era o lugar onde se destilava o caldo da cana-de-açúcar. Na maioria das fazendas de cana existe a destilaria onde se converte o melaço que sai do açúcar, numa espécie de álcool a que chamam cachaça; nesta fazenda, porém, quer fosse pela sua proximidade do mercado ou por algum motivo econômico, nada mais se fabricava a não ser cachaça. A moenda de cana era de construção rude e primitiva, não diferindo muito dos engenhos de cidra, nos Estados Unidos. Era acionada a bois. O cheiro de álcool que daí provinha, invadia tudo, na fazenda.


(Kidder, Daniel Parish. Reminiscências de viagens e permanências nas províncias do sul do Brasil; Rio de Janeiro e província de São Paulo; compreendendo notas históricas e geográficas do império e das diversas províncias. Belo Horizonte; São Paulo, Editora Itatiaia; Editora da Universidade de São Paulo, 1980. Reconquista do Brasil (nova série), 15, p.215-216)

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