Ano 5 - setembro  2002 - nº 49


BRANCA, BRANQUINHA, MOÇA BRANCA...

FONTE INSPIRADORA

ÁGUA QUE PASSARINHO NÃO BEBE

FEITA DE CANA CRIOULA...

REMÉDIO BOM

BIBLIOGRAFIA

BAILE DA CACHAÇA

Alexandre José Melo Morais Filho
Melo Morais Filho, Manoel Querino, J. N. de Almeida Prado e Carlos Ott. Ed. Liv. Progresso, 1957, p.153.


O Baile da Cachaça, na ordem dos bailes a serem representados, vem em quinto lugar. É interessante também e reclama, para fazer parte do guia, uma pessoa jocosa, gaiata, que anime com humorismo as cenas.

Fazem parte do mesmo quatro pastoras com indumentária comum, somente com os cabelos soltos, e a capela de flores naturais ou artificiais, cingindo a fronte e o pandeirinho, e o guia, também sem modificação no vestuário.

Este baile é simples e mais curto que os outros. Mas é muito engraçado.

Sai do quarto o guia, com uma garrafa de cachaça numa mão e o copo noutra, cantando e bailando, chega até o presépio, onde termina o seu canto iniciado ao sair. Depois declama até "chumbado", quando saem a primeira e a segunda pastora, cantando e bailando até quando diz "que beber", daí em diante, é bailado.

Depois falam ao guia e ele responde, declamando, e oferece a bebida às duas pastoras bebendo primeiro (põe no copo), estala os lábios, e aí oferece à primeira que faz a sua "apreciação" e dá à segunda que igualmente dá a sua opinião. E o guia remata, fazendo também o seu elogio.

Saem duas outras pastoras (terceira e quarta), cantando e valsando, depois declamam um pouco e o guia faz a mesma coisa que fizera com as duas primeiras, isto é, bebe e oferece a elas, que também bebem as suas apreciações.

O guia canta e as pastoras repetem o mesmo canto, e o guia já agora bailando canta depois "Quem nossa era" etc., que as duas últimas pastoras também repetem, bailando, dois versos, com as mesmas palavras e a mesma música, que afinal é sempre a mesma.

Depois as quatro pastoras falam ao Guia, havendo um diálogo entre elas e ele que dura um bocado, até "Não me lembro de mais nada", que falam a terceira e quarta pastoras; e em seguida vem o último canto, com dois versos, que cantam bailando em frente do presépio, e depois fazem a reverência e vão voltando para o quarto, indo o guia na frente, como nos outros bailes, e as pastoras atrás, a terceira e quarta por último.


(Em Condé, José. A cana-de-açúcar na vida brasileira; textos coligidos. Rio de Janeiro, Instituto do Açúcar e do Álcool, 1971/1972. Coleção canavieira, 7, p.221)

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