
... Ao receber a *conclamação* para
que os leitores participassem da festa de 3 anos da Jangada espalhei apenas para duas
pessoas, Deus e o mundo.
Uma dessas, a escritora Ana Suzuki (autora de O jardim japones e conhecedora do folclore
da tranqueira, sô, de serra negra, interiorzão de Sum Paulo.)
Eu queria participar por mim mesmo, mas as idéias muito a contragosto se deixam ordenar.
Meu tema era o ex-voto, ou a promessa pra santos, acolhimento, recebimento da graça e
não cumprimento da promessa, que aqui pra nós, acho um tema interessante,modesta que sou
r*.
Modesta, mas incompetente, não escrevi e pedi à Ana que escrevesse sobre um *causo* que
sempre despertou minha curiosidade, e fez cócegas na inquietação.
Eis abaixo o relato...
Maria Elisa GuimarãesBelém do
Pará / Rio de Janeiro, RJ |
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Recentemente contei um fato à Selma, por telefone.
Ela, por sua vez, o narrou à Meg. E a Meg me pediu que o recontasse.
Resolvi narrá-lo à Irmandade, na esperança de que alguém tenha uma explicação
plausível para o caso, segundo suas próprias crenças e conhecimentos.
É que, quando minha filha Mitsue passou para o colegial, compramos um apartamento bem
próximo ao Colégio Pio XII, [em Campinas] para evitar problemas de transporte. Nesse
apartamento comecei a sentir todo dia uma saudade estranha do meu genro Manuel Vicente,
médico recém-formado que havia morrido alguns anos antes num acidente de moto, deixando
viúva aos 25 anos minha filha Viviane.
Digo que era uma saudade estranha porque na minha saudade ele era adolescente. E acontece
que o conheci já homem feito.
Certo que eu já vira uma foto dele adolescente. Mas não se tratava dessa lembrança
estática, e sim de cenas de sua vida, que rolavam em meu pensamento como se eu as tivesse
presenciado. Comentei isso com a Viviane, e ela por sua vez o comentou com a avó do
Manoel Vicente.
Passado algum tempo, casualmente a Viviane descreveu à avó o local onde eu estava
morando. Edifício Torre Argenta, esquina da Rua Duque com a Boaventura do Amaral, etc. E
aí sim veio a surpresa. Esse edifício estava construído exatamente no terreno onde
antes havia uma casa grande. E nessa casa o Manuel Vicente, estudante do Colégio Pio XII,
passara a sua adolescência!
Ana Suzuki
Escitora
(Colaboração de Maria Elisa Guimarães) |
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| A. Carlos -
Bentinho da Samambaia - Cada um cai do cavalo como quer - um causo de David de Carvalho. |
| JPVeiga - A linhagem da
Cobra Grande |
| Nara Limeira - Entre o
chão e o chinelo: o chiado em dança e percussão. |
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