Ano 3 - Setembro 2001 - nº 37

Ilustração de Marcos Jardim

... Afinal, com quantos paus se faz uma jangada?

Pedindo ajuda a Mestre Câmara Cascudo, vamos encontrar que a “A jangada comum, popular e típica, é seis paus...”

A nossa Jangada Brasil não é feita de paus. É feita de sonhos, de trabalho e de reconhecimento.

Nesta edição de terceiro aniversário, abrimos as portas, ou melhor, as velas, para que aqueles que são parte fundamental deste barco, nossos leitores, naveguem junto conosco.

À Marilia Garcia, colaboradora fiel, e Alessandro Valente, o mais novo jangadeiro, nosso respeito e consideração. A todos os leitores que estiveram conosco durante esses três anos, apoiando-nos e incentivando-nos, o nosso mais sincero e comovido muito obrigado. Aos que generosamente colaboraram com a edição de aniversário, nossos agradecimentos especiais.

Mais do que leitores, vocês são amigos.

Deixamos com vocês, a cara e a alma dos amigos da Jangada Brasil


Gláucia Garcia
Claudio Ribeiro
Marcos Jardim

Veja ainda:



As cartas e opiniões
dos nossos leitores

 

A. Carlos

"- Doutor Alonsinho, este "causo" puxou outro na minha idéia. Naquele tempo, eu costumava vir cá para o Arraial do Empanturrado no fim de semana...." Cada um cai do cavalo como quer, um causo de Bentinho da Samambaia, do escritor David de Carvalho.
Andréia Nery
Guarujá, SP

A presença e eficácia das benzeduras na vida da leitora Andréia Nery.

Guilhermino de Oliveira Filho
Rio de Janeiro, RJ

"Por estas e outras, ando me perguntando: será que a verdadeira civilização brasileira está nos valores globalizados e na competição desenfreada?" Uma noite de São João no sertão da Paraíba.

Itamar Rabelo
Ourinhos, SP

"De uma grande tristeza, / Mainá chorou. / Acabou-se a beleza, / O amor se apagou." Um poema inspirado na lenda do uirapuru e dedicado à Jangada Brasil.

Lia Marchi
Curitiba, PR

"Leonildo Pereira tem três casas, pra quem chega de barco vindo de Guaraqueçaba, da esquerda para direita, a da cozinha, a de dormir, a do Fandango..." A montanha.

Edith Lacerda
Rio de Janeiro, RJ

"São somente homens que participam da brincadeira, muitos com idade bastante avançada. Pude conversar com alguns deles e soube da dificuldade que têm para ensaiar..." A festa de ticumbi em Conceição da Barra, ES

Lenise Resende
Rio de Janeiro, RJ

"O presente, representado por minha neta de cinco anos, também me ajuda, ao me mostrar as transformações que as tradições orais sofreram..." Herança.

Thelma Regina Siqueira Linhares
Recife, PE

"Mas fica, em mim, a tranqüilidade de que o Folclore permanecerá junto ao ser humano, independente de transformações, mudanças, mutilações, sufocações ou adaptações que possam ocorrer em suas diferentes manifestações..." Folclore e eu.

José Eduardo Ribeiro Moretzsohn
Rio de Janeiro, RJ

Porrinha: um esboço de pesquisa. Conheça as origens deste jogo popular, por José Eduardo Ribeiro Moretzsohn.

João Rodrigues Barbosa Filho
Natal, RN

"Em São José de Campestre / Pertinho de Tangará / Havia um touro da peste / Não gostava de "currá"..." O guzerá.

Rogério Duarte
Rio de Janeiro, RJ

"... e então, num galope surpreendente, bem quase na minha frente, apareceu a tal mula-sem-cabeça." A mula-sem-cabeça. 

Peter O'Sagae
São Paulo, SP

"Mas ninguém gosta de contar: folclore é parte de nosso segredo". A colaboração de Peter O’Sagae.

JPVeiga
Rio de Janeiro, RJ

"- Ssssabe, eu nunca tive mãe!, bem, ter eu tive, eu nunca conhessssi. O que eu ssssei de criançasch, aprendi comendo mãe e filhosss depoissss de achisstir conversass e cantigasch. Ssssou muito infelixzch, choramingou a cobra. Vivo apenasch para comer, não tenho amigosss!" A linhagem da Cobra Grande, um conto de JP Veiga.

Gutenberg Costa
Natal, RN

"O oitavo mês do nosso calendário não é bem aceito com bom gosto pelo povo." Agosto: mês de desgraça e desgosto!.

Gutenberg Costa
Natal, RN

Rezadeiras do Rio Grande do Norte, por Gutenberg Costa, da Comissão Norte-Rio-Grandense de Folclore.

Maria Elisa Guimarães
Belém do Pará / Rio de Janeiro, RJ

Maria Elisa Guimarães enviou-nos um estranho acontecimento narrado por sua amiga, a escritora Ana Suzuki.

Valéria de Paula
Belo Horizonte, MG

Índios e cantigas. Valéria de Paula escreve sobre seus contatos com os povos indígenas do Parque Nacional de Rio Doce, Minas Gerais.

Família Garcia
Rio de Janeiro, RJ

O que é folclore? A resposta de três gerações da família Garcia. E ainda, uma seleção de parlendas e adivinhas.

Nara Limeira
João Pessoa, PB

Entre o chão e o chinelo: o chiado em dança e percussão. Texto integrante da dissertação de mestrado de Nara Limeira.

Luiz Guimarães Gomes de Sá -  Recife, PE

"Após um período em que esteve hibernado, refazendo suas forças, o frevo ressurge com o vigor daqueles que não desistem, e sempre saem vitoriosos." Frevo, no coração e no pé. 

Gilvan Chaves, Junior

Bem-vindo seja, nortista, uma matutada de Gilvan Chaves, poeta, cantor-compositor e folclorista pernambucano.

Virgínia Allan
Manaus, AM

"Fantasmas, assombrações, encantados?... Quem é que não tem uma história para contar?" Duas histórias de assombração.

Cassiano Santana
Campos dos Goytacazes, RJ

Uma curiosa colaboração enviada por Cassiano Santana.

Jangada Brasil / Poranduba © 2001
Jangada Brasil é uma revista mensal, exclusivamente online,
dedicada ao registro e divulgação da cultura popular brasileira e suas diversas formas de expressão.