Cavalo
castanho escuro, pisa no mole e no duro, mas traz o dono no seguro
Cavalo de dois pelos, nem tê-lo nem mantê-lo
Cavalo pedrês, para carga se fez
Cavalo cardão, um dia é bom, outro não
Cavalo agé tem seu pé branco e não merece confiança
Cavalo lazão careta, homem chamado Garcia, mulher de viria funda, Credo em cruz,
Ave-Maria!
Cavalo calçado, dono apeado
Cavalo pedrês, um vale três
Cavalo alazão, freio no braço, sela na mão
Cavalo pampa, só tem a estampa
Cavalo ruço, doce no pulso
Cavalo rosilho e mulher de beira de rio não tem brio
Cavalo alazão rosilho e tubiba de aroeira, o diabo que o queira
Cavalo alazão, deixa o dono com o estribo na mão
Cavalo castanho sem sinal é bom
Cavalo que bom for, não tem sinal nem cor
Cavalo fouveiro deixa o dono no terreiro
Cavalo melado mela o dono e o encerado
Cavalo pedrês pra carga Deus fez
Mão branca, não manca
Cardão rodado é o bicho pra sela
Melado de crinas branca topa
Cavalo cacete não atravessa água
Cavalo argel traz desgraça para si e para o dono
Cavalo preto é ruim, mas quando dá pra bom é bom mesmo
Quem monta em bebe-em-branco não pode dizer quando chega nem quando sai
De cavalo pangaré, de mulher de Nazaré, livre-me Deus, Dominé
De cavalo pangaré, e gente de Taubaté, livre-me Deus, Dominé
Cavalo rosio, mulher de beira de rio, mandioca de leira e tubiba de aroeira, o
diabo queira
Tordilho nágua é melhor que canoa
Cavalo argel é manhoso. Cavalo cacete também. Se é cacete e argel, então é uma
desgraça
Cavalo careta vê alma de noite
Cavalo bronzeado sem sinal é bom: tira o homem do perigo
Cavalo rudado que tem no pescoço espada até a orelha, é bom
Cavalo alazão, muitos o querem, poucos o hão
Cavalo ruço, corre o mole o duro
Seja ruço o cavalo e seja qualquer
Cavalo cardão rudado, nunca pode estar parado
Cavalo castanho andrinho sem sinal tira o homem do perigo
Cavalo melado caxito, tanto é bom como é bonito
Cavalo gázeo sarará, nunca prestou nem prestará
Cavalo cardão pedrês, pra carreira Deus o fez
Cavalo alazão, carga no chão
Cavalo rosilho, ou ditoso ou mofino
Cavalou fouveiro à porta do alveitar, ou de um cavaleiro
Cavalo alazão não esteve comigo ao São João
(MELO, Veríssimo de. O cavalo no adagiário brasileiro. In CASCUDO, Luís das Câmara.
Tradições populares da pecuária
nordestina) |
As pelagens dos cavalos:
Baio: pelo mais ou
menos amarelo ou amarelado. Existem: baio-amarelo ou baio-escuro, no qual o pelo é
amarelo carregado; baio-ruano, baio de crinas brancas; baio-tubiano, baio com cola branca
ou esbranquiçada; baio-ovêro, em que há manchas brancas e amarelas; baio-cebruno, ou
baio encerado, baio cor de cera.
Bragado: pelo vermelho que tem manchas brancas a atravessar-lhe a barriga
e, no geral, com as mãos e patas brancas e a frente da cabeça também branca.
Lobuno: pelo escuro, um tanto acinzentado, semelhante ao do lobo.
Melado: cavalo completamente branco, também com o círculo em torno dos
olhos absolutamente branco leitoso e os olhos sempre ramelosos. É o chamdo cavalo de pelo
branco que atrái os raios. Tipo albino.
Tapado: nome genérico que se dá ao cavalo de um pelo só, escuro e
liso, especialmente ao preto.
Tordilho: pelo branco salpicado, bem de leve, de negro e outras cores
escuras. Existem: tordilho-negro, em que sobressaem os pelos escuros ou pretos;
tordilho-salino: coberto de pintas vermelhas ou pequeninas manchas vermelhas;
tordilho-vinagre: quando as manchas são grandes ou os pelos vermelhos sobressaem muito ao
branco, deixando-o em segundo plano.
Tostado: espécie de alazão vermelho carregado, mas mais claro que o
zaino que é vermelho cor de pinhão, vermelho queimado, e mais escuro que o alazão que
é mais cor de canela avermelhada.
Tubiano: cavalo de qualquer pelo com manchas de outros pelos. Existem:
tubiano-vermelho, em que sobressai o vermelho; tubiano-escuro, em que sobressai o pelo
mais escuro; baio-tubiano, que é o baio com cola branca ou esbranquiçada. É tradição
de que o tubiano-vermelho é, dos cavlos, o mais fraco. Nada vale.
Calçado: diz-se do cavalo que tem brancas as patas e as mãos, ou
somente as patas, ou somente as mãos. Ao cavalo que tem mais e patas brancas dá-se o
nome de picaço. São tidos como cavalos de excelente qualidade. Ao cavalo que tem as
patas e as mãos, ou estas ou aquelas de outro pelo, diverso do do corpo, também se
denomina "calçado", e são tidos como cavalos buenos.
(SPALDING, Walter. Tradições e superstições
do Brasil sul)
Veja também:
- Artigos
de fé do gaúcho.
- Corografia das
trovas gaúchas.
- A salamanca do
jarau. |