Setembro 2010 - Ano XII - nº 140
Por que mijas fora
Se no entanto cagas dentro?
Ou tu tens o pinto torto
Ou o cu fora do centro!
*
Cagar é a lei do mundo
Cagar é a lei do universo
E foi assim cagando
Que escrevi este verso
*
Não adianta cagar cantando, porque a merda não sai
dançando
*
Neste lugar solitário
Onde a vaidade se acaba
Todo covarde faz força
Todo valente se caga
*
Merda não é tinta
Dedo não é pincel
Para limpar o cu
É favor usar papel
*
Aqui termina a obra de todo cozinheiro
*
Chegue mais perto, teu pinto não é tão grande como você acha e assim não molhará o vaso e nem o chão
*
Lá fora tu és valentão, aqui dentro és um cagão
*
Cu, porteira frondosa
Cercada de fios de cabelo
Donde passa o sinuelo
Com as tropas que vêm do bucho
Para limpar o cu não tenho luxo
Limpo o cu com o sabugo
Ao velho estilo gaúcho
*
No cume daquela serra
Tem um pé de laranjeira
Quanto mais ela floresce
Tanto mais o cume cheira
*
Se merda fosse dinheiro
Haveria confusão
Pobre nascia sem cu
E rico de cu na mão
*
Não adianta piscar que eu não volto