Setembro 2010 - Ano XII - nº 140
Publicados na coluna Pingos de Folclore, de Almirante, no jornal O Dia, do Rio de Janeiro.
Comum em Itapeva de Camanducaia, MG: Faz mal a moça quebrar ovos de tico-tico, porque quando casar e tiver filhos, nascem todos pintadinhos.
De Muritiba, BA: Faz mal deixar água fervendo à toa no fogo! Estraga a vida da dona da casa.
Dos municípios de Brasília e São Francisco, MG: Faz mal botar sal no fogo no momento em que passar uma boiada defronte da casa. A boiada estoura. Faz mal enterrar defunto com uma imagem de santo. Provoca secas prolongadas.
(22 de março de 1969)
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De Ouro Preto, MG: Faz mal mulher em estado interessante botar no fogo lenha com a raiz pra cima, pois a criança nasce pelos pés.
De Campo Largo, PR: Faz mal beber água às quartas-feiras, depois da meia-noite, pois no dia seguinte chove.
De Joinville, SC: Não presta uma pessoa entrar numa casa sem sentar-se, pelo menos um segundo; a dona da casa terá sonhos ruins e pesadelos.
(28 de março de 1969)
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De Feira de Santana, BA: Faz mal varrer retalhos de costura para a rua, pois não aparecerão novos clientes na sua casa.
De Florianópolis, SC: Faz mal deixar a roupa do corpo fechada na mala por muito tempo, pois começa a se sentir dores estranhas.
De Campinas, SP: Faz mal dar lenço de presente a namorado: os dois brigam.
(30 de março de 1969)
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De Belém, PA: Faz mal pessoa beber água numa xícara nova, pois ela morre sem fala.
De São Lourenço do Sul, RS: Faz mal criança de colégio botar água na boca, pois não aprenderá nada.
De Itaporanga, PB: Faz mal mulher lavar os pés com sabão, pois, se for casada, fica viúva.
(03 de abril de 1969)
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De Campinas, SP: Faz mal fazer fogueira no quintal, pois morre uma pessoa da casa.
De Anápolis, GO: Faz mal enterra fotografias de amigo, pois quem teve a idéia fica doente e morre.
De Ouro Preto, MG: Faz mal contar sonho ruim em jejum, pois o fato acontece mesmo naquele dia.
(11 de abril de 1969)
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De Itajuípe, BA: Faz mal gemer ao se arrancar o inhame, pois ele fica amargo.
De Condor, RS: Faz mal duas pessoas apostarem sobre o sexo daquele que vai nascer. A mulher sofrerá mais no momento do parto.
Registrado em Quintino Bocaiúva, Rio de Janeiro: Faz mal dar pontapés nos outros. Aquele que der, ao morrer, não entra no caixão.
(15 de abril de 1969)
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De Belém, PA: Faz mal moças solteiras beijar as outras num lado só do rosto, porque não casarão.
Dos ônibus do Rio de Janeiro: Faz mal ao sentir o cheiro de cecê, alguém ao lado, ao exclamar um "hum-hum" forte. A catinga passa para quem disse aquilo.
De Barão de Cocais, MG: Faz mal mexer a panela com a mão esquerda, pois a comida fica sem sabor.
(19 de abril de 1969)
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Recolhido na fazenda São José, em Monsenhor Paulo, MG: Faz mal solteira não aprender a cortar as unhas da mão direita, pois casando o marido terá desquite.
De Teresina, PI: Faz mal mulher tomar café, almoçar e jantar em pé; ficará com pernas grossas demais.
Rio e estado do Rio de Janeiro: Faz mal criança não chorar no momento do batizado, pois não se cria.
(23 de abril de 1969)
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De Ouro Preto, MG: Faz mal qualquer pessoa sentar-se no pilão de socar café, pois ficará com barriga d'água.
De Colatina: Faz mal moça dar ao namorado uma lima ou laranja sem o caule, pois os dois acabam brigando.
Do Rio de Janeiro: Faz mal soltar foguetes no dia do casamento: o casal será infeliz pelo resto da vida.
(27 de abril de 1969)
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Por todo o Brasil, usa-se a crença de que faz mal apontar as estrelas no céu, nascendo uma verruga no dedo.
De Garça, SP: Faz mal a mulher dormir separada do marido. Quando morrer a mulher, o marido sentirá a presença de sua alma, pela quantidade exata das noites separadas.
De Vitória, ES: Faz mal beber água de noite, sem agitar a água. A água também dorme e parada faz mal à saúde e o processo é balançar o copo, dizendo, antes, três vezes: "Acorda, Maria."
(04 de maio de 1969)
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Do estado do Rio de Janeiro: Faz mal mulher dar café ao marido, deixando por distração duas colherinhas na xícara. É sinal de que o marido vai ter duas mulheres.
Da Bahia: Faz mal plantar milho sorrindo: deve ser plantado inteiramente sério, porque senão não nasce.
Faz mal, em Jacarepaguá, a mãe limpar o nariz do filho na barra da saia, porque, quando crescer, sua barba será sempre rala.
(20 de maio de 1969)
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De Campos, RJ: Faz mal ao tomar banho, secar também os pés,pois nunca ficará rico.
Do Paraná: Faz mal dizer um palavrão, ao dar uma topada numa pedra, pois a dor aumenta mais.
De Cruzeiro: Faz mal quando alguém põe-se a ler em voz alta, acompanhando o texto do mesmo livro, revista ou jornal. O tipo desagradável fica caolho.
(22 de maio de 1969)
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