Jangada Brasil, a cara e a alma brasileiras
Edição do Mês | Edições Especiais | Edições Anteriores | Tema do Mês | Temas Anteriores | Por Autor | Por Artigo | Por Seção |
Outubro 2005 - nº 83 - Ano VIII


Sumário

Festança

Serestas e seresteiros
Marisa Lira>

Festas do jangadeiros
Joaquim Ribeiro

As bandas de música
Mário Sette

Cancioneiro

O votante
Juvenal Galeno

Tonis (Nau Catarineta)

Um noivado no Rincão do Buraco

Imaginário

A rã e a raposa
Figueiredo Pimentel

Negrinho do pastoreio
Darci Azambuja

Casos do Romualdo
João Simões Lopes Neto

Colher de Pau

Nove sopas
Marisa Lira

O mate no folclore gaúcho
Anete de Castro Matos

O caruru de Cosme e Damião
Edison Carneiro

Oficina

O anu-preto

Promessa
Franklin J. Cascaes

Orações
Manuel Diegues Júnior

Palhoça

A humilhação de um malé criou o traje das baianas
Fernando Barreto

A paisagem fluvial
Saul Martins

Folclore do chifre
Eduardo Campos

Panacéia




Veja o que foi publicado em Panacéia
Apoio Cultural
Simplicitate Design

Veja como sua empresa pode apoiar a nossa iniciativa.

Panacéia
Textos sobre plantas medicinais; rezas; benzeduras; simpatias; crenças; superstições; amuletos; orações; devoções; magia e feitiçaria...

Promessa

Franklin J. Cascaes

Contou-me a senhora M. F. C. que no ano passado possuía oito galinhas entre novas e poedeiras.

Naquela ocasião, muita doença nas aves, ali pela sua vizinhança, e ela, como era natural ficou preocupada e redobrou os cuidados que, anteriormente, dispensava às suas aves.

Mas, numa manhã daquelas dias, quando a doença vinha ceifando impiedosamente, a vida de todas as galinhas de seus vizinhos, ela ao chegar no galinheiro com a ração para alimentar suas aves, encontrou quase todas, acocoradas pelo chão, já sem forças para se manterem de pé, atacadas pelo vírus da terrível moléstia.

Fez muitos remédios, mandou benzer o terreiro, mas todo seu sacrifício empregado foi em vão.

A alimentação era dada pelo bico abaixo, porque elas não dispunham mais, nem de forças para beliscarem.

Uma tarde, ao contemplar as suas aves quase agonizantes surgiu-lhe uma idéia de fazer uma promessa a uma pequena imagem de São Sebastião, que possuía, muito milagrosa e que pertenceu aos seus antepassados.

Tomou a fita, tirou a medida da imagem e amarrou um pedaço no pescoço de cada galinha doente.

Falou ao santo, que se ele concedesse a graça da cura de suas aves dar-lhe-ia uma, com direito a metade do dinheiro apurado dos ovos que ela pusesse, para comprar velas para alumiá-lo.

A outra metade destinar-se-ia então, à compra de ração para alimentá-las.

No dia seguinte, após a promessa, ao chegar na frente do galinheiro, deparou com as suas aves em pé, beliscando a comida que no dia anterior, lá ela deixara.

Chamou seus familiares e os vizinhos, e todos emocionados, contemplaram as galinhas de fita amarrada no pescoço, andando e beliscando a comida dentro do galinheiro.

Foi mais um milagre, entre tantos, que o santo lhe concedeu, disse-me a senhora.

O terrível flagelo levou todas as galinhas do vizinho, mas, as dela, graças ao santo, recuperou-as todas.

(Cascaes, Franklin J. "Promessa". A Gazeta. Florianópolis, 06 de setembro de 1958)
Home | Revista | Catavento | Almanaque | Realejo | Downloads | Colaborações | Mapa do Site
Assine nosso boletim | Central dos Leitores | Expediente | Apoio Cultural
Jangada Brasil © 1998-2009. Todos os direitos reservados. | Fale Conosco | Termos e condições de uso