Em Pernambuco e no Rio de Janeiro, este trato era praticado com maior freqüência nas proximidades do Natal, por ser a época das amêndoas, e talvez mais largamente entre adultos do que entre crianças.
Quem achava uma amêndoa dupla ou gêmea, devia sempre comer apenas uma das bandas, para não ter filhos gêmeos, oferecendo o restante a outra pessoa.
Com esta combinava, então, a "Filipina", marcando a ocasião para executá-la: pela manhã, ao acordar, ou à hora de uma das refeições etc.
A "conseqüência", também acertada no mesmo momento, era sempre um presente, em espécie ou em dinheiro, e às vezes um passeio.
Na ocasião determinada, ao se encontrarem, ganhava o trato quem primeiro gritasse:
— Bom dia, Filipina!... — ou, conforme a hora:
— Boa noite, Filipina!
O perdedor nunca fugia ao combinado, e pagava, sem reclamar, o que tivesse prometido.
Embora em muito menor escala, também se fazia Filipina com bananas e avelãs gêmea.