Bichos

Coco recolhido por José Maria de Andrade, em Ferreiros, PE

O tá tá tá mirêro china
Nunca mais eu vi
Avestruz se chama Ana
Nunca mais eu vi
Águia se chama Riqueta
Nunca mais eu vi
Burro se chama Caitano
Nunca mais eu vi
E dona Rosa é borboleta
Nunca mais eu vi
Cachorro se chama Paulo
Nunca mais eu vi
Cabra se chama Cecília
Nunca mais eu vi
Carneiro se chama João
Nunca mais eu vi
E Camelo é Jeremias
Nunca mais eu vi
E cobra se chama Teresa
Nunca mais eu vi
Coelho se chama Vicente
Nunca mais eu vi
Cavalo se chama Anselmo
Nunca mais eu vi
E elefante é Clemente
Nunca mais eu vi
Galo se chama Pereira
Nunca mais eu vi
Gato se chama Galdino
Nunca mais eu vi
Jacaré se chama Antônio
Nunca mais eu vi
Leão é Severino
Nunca mais eu vi
Macaco se chama Chico
Nunca mais eu vi
Porco se chama Baé
Nunca mais eu vi
Pavão se chama Pedro
Nunca mais eu vi
Peru é Rafael
Nunca mais eu vi
Touro se chama Pacheco
Nunca mais eu vi
Tigre se chama Fulora
Nunca mais eu vi
Urso se chama Jacinto
Nunca mais eu vi
E veado Liodoro
Nunca mais eu vi
Correu um telegrama
Nunca mais eu vi
Lá na Chã de Areia
Nunca mais eu vi
Disse vinte e quatro bicho
Nunca mais eu vi
Vaca ficou sem pareia
Nunca mais eu vi

 

(Mota, Mauro. Os bichos na fala da gente. 2ª ed. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro; Brasília, Instituto Nacional do Livro, 1978, p.43-45)