1
No campo da honra andamos,
Fevereiro, março, abril,
Defendendo a nossa causa,
Como filhos do Brasil.
2
As pedras vertiam sangue,
As árvores davam gemidos,
Por verem os patriotas
Da sua pátria corridos.
3
Não deis guarida aos tiranos,
Ó altas serras do norte!
Ó brandos campos do sul,
A tirania traz morte.
4
Quem saudoso ainda suspira
Pelo amado cativeiro,
Vá servir ao seu senhor:
Deixe o solo brasileiro.
5
Quando a voz da pátria chama,
Devemos obedecer;
Na frente cantando o hino:
Ou liberdade ou morrer!
6
Mimosas rio-grandenses,
Criai bem vossos filhinhos,
Que a pátria muito precisa
Do vigor dos seus bracinhos.
7
Se heróis valentes como estes
Em prol da pátria morrerem
Da terra, contra os tiranos
Veremos outros nascerem.
8
Porto Alegre e Rio Pardo
Seguem a mesma opinião,
Por não poder suportar
Esta vil escravidão.
9
Embora contra nós venha
Do mundo todo o poder.
O valor dos farroupilhas
Os fará retroceder.
10
Fortes braços farroupilhas
Nunca sabem fraquear:
Hão de punir os tiranos,
Hão de a pátria libertar.
11
Contra a pátria esses perversos
Tentaram mil maravilhas,
Mas tudo desaparece
Ao grito dos farroupilhas.
12
Os livres jamais vacilam
No que lhes cumpre fazer
Têm constância, têm firmeza,
Não receiam de morrer.
13
O farroupilha é mui livre
É denodado e mui bravo,
É braço da liberdade,
E o galego é vil escravo.
14
Mais vale uma farroupilha
Que tenha uma saia só
Do que duas mil camelas
Cobertas de ouro em pó.
15
Viva a coluna dos livres!
Viva o povo rio-grandense!
Que aos olhos de todo o mundo
Vencerá o fluminense!