|
Achou ruim, faz meio-dia!: é isso, doa a quem doer!
(ES)
Aí, que ele é do mato!: exclama-se em
Pernambuco, ante qualquer manifestação de tolice, incompetência ou acanhamento
Amigo de fim de carta: amigo duvidoso
Arrastar o surrão: gabar-se (SP)
Arrumar as costas com o ano do nascimento: processar criminalmente
Bater os tocos: ir embora (SP)
Comedor de pedra-lispe: valentão temível
Comer mingau de couve e arrotar
lombo de porco: disfarçar o próprio sofrimento (MG)
Comer peru: não ser convidada a dançar no baile (ES)
Dar adeus com a mão fechada: dar
banana
Dar terra para o feijão: fugir (MG)
Descobriu o xarope do bosque: o mesmo que
descobriu o meu de pau, ou descobriu a
pólvora (BA)
Disparar com os arreios: zangar-se (RS). No Ceará,
correr com a sela é abandonar o jogo, estando a
ganhar...
E é de hoje que...?:- há muito que... (BA)
Estar com chuva na coivara: sentir-se em
dificuldades
Estar com a avó atrás do toco:
zangar-se (MG)
Estar com as peias no pescoço:
sentir-se em liberdade
Fazer a festa e soltar os foguetes -
ser o primeiro a achar graça no que diz.
Fazer capinar sentado - fazer sofrer.
Fazer-se de burro para poder ventar na
frente das moças: simular falta de senso
Ficar morno: quedar-se indiferente
Ganhar o jeito do chão, ou ver o
chão de perto: cair
Gritar pelo rei de França - pedir socorro
(ba)
Ir ver o bispo: deixar queimar comida (ES)
Isso é lá com seu Hilário!: nada
tenho a ver com isso (ES)
Não comprar bonde: não ser tolo ou explorável
Não fui eu quem comeu o boi do
Divino: não sou culpado
Não mandar para o vigário: não enjeitar
Não ter ido tomar banho de mar:
ter ido com propósito de ganhar
Parece que lhe morreu um sapo nas
unhas: é muito sovina (BA)
Passar as cangalhas: trocar animal por animal, sem outra
compensação
Pedir penico ou entregar a rapadura:
reconhecer-se vencido
Pedro piroca, nariz de taboca, vendeu
a mulher por dez réis de pipoca
Pegar o sol com as mãos: passar a noite
em claro
Pergunte a Deus por meus pecados!: não sei do
que se trata (BA)
Pito, pitou, cachimbo virou, brasa apagou
Quebrar a louça e guardar os palitos,
ou apanhar a cinza e derramar a farinha:
fazer gastos supérfluos e economias mesquinhas
Quebrar a munheca ou dobrar o
cotovelo: ingerir bebida alcoólica
Querer casar com o filho do sol e
o neto da lua: pretender noivo extraordinário
Reduzir a pó de traque: vencer e humilhar
Ser de dois estalos e três assobios:
ser finório (ES)
Ser empreiteiro de Cristo: matar para ganhar dinheiro
(MG)
Ser grosso pra palito: não ser capaz
Ter jenipapo nas cadeira: andar rebolando as ancas
Ter sinal encoberto: ser hipócrita
Tomar louvado: pedir a benção (SP)
Tomara cará mais isca!: foi pouco
Vai contar à tua mãe que teu
pai te bateu!: dito de quem ouve cachorro ganir, depois de apedrejado
(ES)
Vai-te à ré, porco!: corruptela de vade
retro!
Virar alcanfô (cânfora) ou virar sorvete: consumir-se,
desaparecer
|