Jangada Brasil
  

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Jangada Brasil - a cara e a alma brasileiras

Ilustração de Marcos Jardim

cancioneiro

ANO VI - EDIÇÃO 64
MARÇO 2004

Linguagem popular nos Estados
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e mais
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Falares Catarinenses

Frases Feitas

Falares Capixabas

Adágios, axiomas, provérbios, rifões, termos musicais

Gírias e modismos

Comparações matutas

O dinheiro na linguagem popular

Folclore das profissões

Dizeres de nossa gente

Mundo caboclo

Apelidos sertanejos

Vocabulário popular de Alagoas

Pé na boca

Como fala o gaúcho

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As cartas, opiniões e pedidos dos nossos leitores
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EDIÇÃO ESPECIAL - COISAS QUE O POVO DIZ: Nesta edição, textos sobre linguagem popular, termos e expressões, frases feitas, apelidos.


Gírias e modismos

Jorge Americano

Expressoões que se usavam naquele tempo:

Dos elegantes que se excediam na elegância, dizíamos que eram janotas. Vestiam-se no último apuro.

Jagodes era um indivíduo de má aparência ou de maus costumes.

Bilontra era o que andava pelas esquinas sem ter o que fazer. Um troca-tintas.

Montar no porco significava desapontar, encalistrar.

Pouca sorte ou azar era urucubaca.

Surgiu nesse tempo a fórmula pra burro, depois transformada em pra chuchu.

O que fora antes peralvilho tornou-se almofadinha; se de baixa condição era chibante.

Embora os dicionários mencionem que cabra é mestiço, também se dizia num sentido de um sujeito.

O indivíduo que está conquistando, arrasta a asa, ou faz pé de alferes.

O turuna era o tipo assim como quem diz hoje: um bicho, um indivíduo que topa com tudo.

Chaleirar era adular.

Beldroegas era o incapaz.

Uma reunião chinfrin era qualquer coisa entre o desinteressante e cafajeste.

(Americano. Jorge. São Paulo naquele tempo 1895-1915. São Paulo, Edição Saraiva, 1957)