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Março 2010 - Ano XII - nº 134

Edição Especial: O bicho vai pegar 2

Os bichos na fala da gente: porco

Mauro Mota

Indivíduo sujo física ou moralmente.
Sujeira.
Número 18 no jogo de bicho.
Parafuso.
Mulher ordinária e relxada.

Ronco do porco: o número um, onomatopéia.
Olho-de-porco: forma violenta de varíola.
Nó de porco: laço apertadíssimo, encrenca, sangança.
Ovo de porco: nada.
Comer ou dormir como um porco: comer ou dormir muito e na sujeira.
Montado nem que seja numa porca: amparado de qualquer modo.
Agora é que a porca torce o rabo: agora é que vai decidir-se a questão.
Cabelo de porco espinho: cabelo arrepiado.
Passar de porqueiro a porco: decair social e profissionalmente.
É como porco que em cada ronco nasceu um filho: fecundidade.
Cabeça de porco: prostituta de condição inferior na zona canavieira de Pernambuco; cortiço, casa de pensão ordinária.
Espírito de porco: atrapalhador da vida alheia, inventor de obstáculos de última hora.
Rabo de porco não é saca-rolha: diz-se do empregado inadequado dos objetos e das providências.
Beber como uma porca: bêbado.
Porco sujo: diabo.
Socar banha em cu de porco: beneficiar quem não precisa.
Lançar pérolas aos porcos: beneficiar quem não merece.
Não se meta a chifre de porca: não se meta a importante.
Errar no porco e acertar no bacorinho: atirar no que viu e acertar o que não viu.
Montar no porco: ficar desconcertado, em situação humilhante ou ridícula.
Teimoso que só porco barrão: indivíduo de insistências individuais.
Chia que só porco na faca: reclama demais na adversidade.
Porcalhão: sujeito imundo, seboso, incapaz.
Porcaria: ato de porcalhão.
Porqueira: coisa errada, suja, malfeita.
Emporcalhar: sujar.
Porco roncador: anúncio do nº 18 de víspora.

(Mota, Mauro. Os bichos na fala da gente. 2ª ed. Brasília, Instituto Nacional do Livro; Rio de Janeiro, Edições Tempo Brasileiro, 1978, p.169-170)

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