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Sumário
Boi
Gado bagual
Na fala da gente
Provérbios
Cavalo
O cavalo
O cavalo na zona açucareira
Na fala da gente
Provérbios
Cachorro
Cachorro e cão
Ainda o cachorro
O cão na literatura popular
Porque o cão uiva
Na fala da gente
Provérbios
Gato
O gato
Gatos 1 | 2 | 3
A tradição supersticiosa do gato
Nossos irmãos, os gatos no folclore e na realidade
Na fala da gente
Provérbios
Cabra e Bode
Bodes, cabras e cabritos
Caprinocultura
Leite de cabra e outros remédios
Na fala da gente
Provérbios
Galo e Galinha
A galinha
Galinha que canta como galo
O galo
Na fala da gente
Provérbios
Porco
Na fala da gente
Provérbios
Coelho
Na fala da gente
Provérbios

 

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Março 2010 - Ano XII - nº 134

Edição Especial: O bicho vai pegar 2

Os bichos na fala da gente: gato

Mauro Mota

Erro de revisão ou tipográfico.
Goleiro de futebol ágil no posto.
Indivíduo esperto, exímio em passes de capoeiragem.
Prostituta.
Número 14 no jogo de bicho.
Espécie de grampo.
Ladrão.
Peça de ferro que prende a roda ao eixo no carro de boi.
Reprimenda, carão.


Gato morto: coisa sem importância.
Gato na tuba: qualquer coisa oculta, não revelada.
Gato preto: azar.
Gato escondido com rabo de fora: qualquer pessoa ou coisa oculta, mas com indício revelado.
Gato com fome come até farofa de alfinetes: das necessidades verdadeiras.
Gata: mulher magra e branca; covarde, mofino(a)
Gata parida: brincadeira de meninos.
Gata borralheira: a Cinderela do conto de Perrault. Moça maltratada pela família, mas que acaba triunfante.
Vai bater no cu do gato: desaparecer com destino ignorado.
Pica de gato: arame farpado.
Como gato sobre brasas: às pressas, às carreiras.
Cara de gato: fisionomia semelhante à do gato.
Gatos pingados: pouca gente, gente sem importância.
Fazer de gato sapato: fazer de alguém o que entender, humilhar.
Meu gatinho: anúncio do nº 14 no jogo de víspora.
Comer (ou vender) gato por lebre: ser enganado ou enganar.
Saber onde está o gato: descobrir o engano.
Atirar-se como gato aos bofes: servir-se vorazmente de comidas ou situações.
Capar o gato: resolver o caso.
Gatinha: mulher amorosa.
Luxento que só gato de hotel: conduta de quem anda farto e orgulhoso.
Tem olho de gato: enxerga no escuro.
Amarrar o gato: embriagar-se.
De gatinhas: rastejante, abaixado.
Engatinhar: mesmo sentido anterior.
Banho de gato: ato de uma pessoa lamber outra, erotismo.
Feito gato e cachorro: falta de entendimento, briga constante.
Fôlego de gato: resistência.
Dar o gato: prender.
Olho de gato ladrão: esperteza, ganância.
Agateado: do jeito do gato, de olhos claros.
Não vale um traque de uma gata: insignificantíssimo.
Tirar castanha com mão de gato: agir ardilosamente.
Rabo de gato não é puxa-puxa: dos equívocos, da confusão das coisas.
Cama de gato: manobra de jogador de futebol para derrubar o adversário; confusão; abundância.
Quem mata gato tem sete anos de atraso: superstição.
Nem todos os gatos são pardos: da variação nos homens e nas coisas.
Semente de gato: excremento.
Saco de gatos: grupo heterogêneo; gente inferior e confusa; confusão, intriga; mistura de idéias.
Salto (ou pulo) de gato: situação que o indivíduo vence com artimanha. (Sabe-se que o gato só cai em pé.)
Não vale o que o gato enterra: não vale nada.
Não pode nem com um gato pelo rabo: sem ânimo ou recursos para nada.
Carne de gato: coisa suspeita.
É mesmo que passar manteiga em focinho de gato: botar a coisa a perder.
Palmo de gato: medida popular no Nordeste brasileiro: a distância entre as extremidades do polegar e do indicador estendidos.
Um homem é um homem; um gato é um gato; mas bebem leite: das coincidências.
Tripa de gato: fio usado em cirurgia.
Não tem nem pau para dar num gato: pobreza extrema.
Chamando gato meu tio: sujeito em condições precárias, em geral embriagado.
Mantenha um olho no prato e outro no gato: dito sobre a concorrência.
Mão de gato: gatuno.
Fazer-se de gato morto: simulação.

(Mota, Mauro. Os bichos na fala da gente. 2ª ed. Brasília, Instituto Nacional do Livro; Rio de Janeiro, Edições Tempo Brasileiro, 1978, p.126-128)

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