Edição 100 - Março 2007

 

Cem parlendas

 

A arara amarela
Falará a fala
Do amarelo arara

*

A casinha do vovô
É coberta de cipó
O café tá demorando
Com certeza não tem pó

*

A galinha pintadinha e o galo carijó
A galinha veste saia e o galo paletó 
A galinha ficou doente e o galo nem notou
O pintinho inteligente foi chamar o seu doutor
O doutor era o peru, a enfermeira era o tatu
A agulha da injeção era a pena do pavão

*

A vaca amarela
Pulou a janela
Três mexeu
Quatro comeu
Quem falar primeiro
Come a bosta dela
Eu sou rainha
Bebo o caldo da galinha

*

Agá, agá, agá
A galinha quer botar
Ijê, ijê, ijê
Minha mãe me deu uma surra
Fui parar no Tietê
Alô, alô
O galo já cantou
Amarelo, amarelo
Fui parar no cemitério
Roxo, roxo
Fui parar dentro do cocho

*

Ai, Jesus, que eu vou morrer
Tanto trabalho tão pouco comer
Parrudo, parrudo, escou!
Pega o veado, caçador!"

*

Amanhã é domingo 
Pé de cachimbo 
Galo montês 
Pica na rês 
A rês é miúda 
Pica na tumba 
A tumba é de barro 
Pica no adro 
O adro é fino 
Pica no sino 
O sino é de ouro 
Pica no touro 
O touro é bravo 
Arrebita o rabo 
Mete-se a corte 
Já está arranjado

*

Amanhã é domingo, 
Pé de galinha 
Areia é fina 
Que dá no sino 
O sino é de ouro 
Que dá no besouro 
O besouro é valente 
Que dá no tenente 
O tenente é valente 
Que dá na gente 
A gente é valente 
Que senta o bumbum no batente

*

Amanhã é segunda, que preguiça imunda
Amanhã é terça, você compareça
Amanhã é quarta, a saudade me mata
Amanhã é quinta, malandro te finca
Amanhã é sexta, sele sua besta
Amanhã é sábado, vá ao povoado
Amanhã é domingo, acenda seu cachimbo

*

Bango balango
Sinhô capitão
Pinga de vinho
Pedaço de pão
Cozido e assado
No seu caldeirão

*

Bão balalão
Senhor capitão
Em terras de mouro
Morreu seu irmão
Cozido e assado
Em um caldeirão
Eu vi uma velha
Com um prato na mão
Eu dei-lhe um tapa
Ela popo no chão

*

Bão balalão
Senhor capitão
Espada na cinta
Alfinete na mão"
"Bão balalão
Senhor capitão
Espada na cinta
Ginete na mão

*

Borboletinha
Tá na cozinha
Fazendo chocolate
Para a madrinha
Poti, poti
Perna de pau
Olho de vidro
E nariz de pica-pau
Pau, pau

*

Cachorrinho está latindo
Lá no fundo do quintal
Cala a boca, cachorrinho
Deixa o meu benzinho em paz
Criô, lê, lê
Criô, lê, lê, lá, lá
Criô, lê, lê
Não sou eu que caio lá

*

Carocha vendeu a saia
Por aguardente da praia
Agora minha carocha
Nem aguardente nem saia

*

Chuva choveu,
Goteira pingou,
Pergunte ao papudo
Se o papo molhou

*

Chuva com sol
Casamento de espanhol

Chuva e vento
Casamento de jumento

Sol com chuva
Casamento de viúva

*

Coco pelado
Caiu no melado
Quebrou uma perna
Ficou aleijado

*

— Como estás, meu papagaio?
"Como cativo, senhora
Preso nesta gaiola
Em grilhões estou metido
Por amar e querer bem
Não estou arrependido"
— Coitado do papagaio!
Preso e cativo
Não tem amigos

*

Coroa, coroinha
Salsa, cebolinha
Um, dois, três

*

Coroa, coroinha
Um, dois, três

*

Corre, cotia
De noite e de dia
Debaixo da cama
Da dona Maria
Corre, cipó
Atrás da avó
Eu tenho um cachorrinho
Chamado Totó
Ele pula, ele dança
De uma perna só
Cocori-o-ri-ocó

*

Currupaco, paco paco
A mulher do macaco
Ela pita, ela fuma
Ela toma tabaco
Debaixo do sovaco

*

Dango dalango
Senhor capitão
Espada na cinta
Sinete na mão

*

Dedo minguinho
Seu vizinho
Pai de todos
Fura bolo
Mata piolho

Este diz que quer comer
Este diz que não tem de que
Este diz que vai roubar
Este diz que não vá lá
Este diz que Deus dará

*

Dedo miudinho
Seu vizinho
Maior de todos
Fura-bolos
Cata piolhos

Este diz que está com fome
Este diz não tem o que
Este diz vai furtar
Este diz que não vá lá
Este diz que Deus dará

*

Ding-din-ding Seu João Manco
Ding-din-ding quem mancou?
Ding-din-ding foi a pedra
Ding-din-ding cadê a pedra?
Ding-din-ding está no mato
Ding-din-ding cadê o mato?
Ding-din-ding o fogo queimou
Ding-din-ding cadê o fogo?
Ding-din-ding a água apagou
Ding-din-ding cadê a água?
Ding-din-ding o boi bebeu
Ding-din-ding cadê o boi?
Ding-din-ding foi buscar o milho
Ding-din-ding para quem?
Ding-din-ding para a galinha
Ding-din-ding cadê a galinha?
Ding-din-ding está pondo
Ding-din-ding cadê o ovo?
Ding-din-ding o padre bebeu
Ding-din-ding cadê o padre?
Ding-din-ding está dizendo a missa
Ding-din-ding cadê a missa?
Ding-din-ding já se acabou

*

Dinglin, dingues, Maria Pires?
Dinglin, dingues, estou fazendo papa
Dinglin, dingues, para quem?
Dinglin, dingues, para João Manco
Dinglin, dingues, quem foi que o mancou?
Dinglin, dingues, foi a pedra
Dinglin, dingues, cadê a pedra?
Dinglin, dingues, está no mato
Dinglin, dingues, cadê o mato?
Dinglin, dingues, o fogo queimou
Dinglin, dingues, cadê o fogo?
Dinglin, dingues, a água apagou
Dinglin, dingues, cadê a água?
Dinglin, dingues, o boi bebeu
Dinglin, dingues, cadê o boi?
Dinglin, dingues, foi buscar o milho
Dinglin, dingues, para quem?
Dinglin, dingues, para a galinha
Dinglin, dingues, cadê a galinha?
Dinglin, dingues, está pondo
Dinglin, dingues, cadê o ovo?
Dinglin, dingues, o padre bebeu
Dinglin, dingues, cadê o padre?
Dinglin, dingues, foi dizer a missa
Dinglin, dingues, cadê a missa?
Dinglin, dingues, já se acabou

*

Domingo bebi uma pinga
Segunda bati na perna
Terça escrevi um verso
Quarta escrevi uma carta
Quinta matei o pinto
Sexta arriei uma besta
Sábado arrebitei o rabo

*

Era uma velha que tinha dez filhos
Todos dez dentro de um fole;
Deu o tango-lo-mango num deles,
Desses dez, ficaram nove!

E esses nove, meu bem, que ficaram
Foram logo fazer biscoito
Deu o tango-lo-mango num deles
Desses nove, ficaram oito!

E esses oito, meu bem, que ficaram
Foram brincar com o canivete
Deu o tango-lo-mango num deles
Desses oito, ficaram sete!

E esses sete, meu bem, que ficaram
Foram fazer um bolo inglês
Deu o tango-lo-mango num deles
Desses sete, ficaram seis!

E esses seis, meu bem, que ficaram
Foram à porta bater no trinco
Deu o tango-lo-mango num deles
Desses seis, ficaram cinco!

E esses cinco, meu bem, que ficaram
Com o diabo fizeram um trato
Deu o tango-lo-mango num deles
Desses cinco, ficaram quatro!

E esses quatro, meu bem, que ficaram
Foram aprender o português
Deu o tango-lo-mango num deles
Desses quatro, ficaram três!

E esses três, meu bem, que ficaram
Foram ao campo buscar cem bois
Deu o tango-lo-mango num deles
Desses três, ficaram dois!

Esses dois, meu bem, que ficaram
Foram ao mato caçar anum
Deu o tango-lo-mango num deles
E desses dois só restou um!

E esse um, meu bem, que ficou
Foi brincar com lampião
Deu o tango-lo-mango no tal
E acabou-se a geração

*

Era uma vez
Uma vaca amarela
Pulou a janela
Sujou na panela
Três comiam
Três mexiam
A primeira que falar
Come tudo dela

*

Era uma vez, três
Dois piratas
E um francês
O francês
Puxou a espada
Os piratas
Se arrepiaram
Pensa que matou?
Vou lhe contar o que se passou:
Era uma vez, três

*

Esta é a igrejinha
Esta é a sua torrinha
Abro a porta, há muita gente
É domingo, estou contente

*

Esta é a igrejinha
Esta é sua torrinha
Abro a porta, não há ninguém
É dia de semana, oh meu bem

*

— Feijão queimado
— Quem queimou?
— Ladrão dos porcos
— Quer que prenda?
— Prenda já
Prenda que prenda
É um bom ladrão
Lambari sem sal
Sem gordura é bom

*

— Feijão queimou
— Quem queimou?
— Ladrão dos porcos
— Quer que queima?
— Queima já, daqui pra lá
Fulana casou
E não me convidou
Comeu melado
E se lambuzou

*

Galinha choca
Comeu minhoca
Saiu pulando
Que nem pipoca

*

Hein, hein
Como é bela!
Arroz doce
Com canela
Bem-feitinho
Pela mão dela
Dá-me um beijo
Minha bela

*

Hein, hein
Meu bem
Você se vai?
Quando vem?
"Quarta-feira
À noite aqui
Está seu bem"
— Uma banda assada
Outra de moquém
Dá-me um beijo
Meu bem?

*

Hoje é domingo 
Pé de cachimbo 
Cachimbo é de barro 
Bate no jarro 
O jarro é de ouro 
Bate no touro 
O touro é valente 
Chifra a gente 
A gente é fraco 
Cai no buraco 
Buraco é fundo 
Acabou o mundo

*

Hoje é domingo 
Pé de cachimbo 
O galo monteiro 
Pisou na areia 
A areia é fina 
Deu no sino 
O sino é de prata 
Deu na Marta 
A Marta é valente 
Deu no tenente 
O tenente é mau 
Deu no menino 
O menino é zarolho 
Furou seu olho

*

Janela, janelinha
Porta, campainha
Ding

*

João balalão
Senhor capitão
Espada na cinta
Porrete na mão

*

João balalão
Senhor capitão
Queremos dinheiro
Pra nossa ação

*

Lá em cima do piano
Tem um copo de veneno
Quem bebeu, morreu
Azar foi seu…

*

Lá na rua 24
A mulher matou um gato
Com a sola do sapato
O sapato estremeceu
A mulher morreu
O culpado não fui eu

*

Lagarta pintada quem te pintou ? 
Foi a velha cachimbeira que por aqui passou. 
No tempo de areia vazia poeira. 
Puxa lagarta por essa orelha

*

Lagarta pintada
Quem te pintou?
Foi a velha rabugenta
Por aqui ela passou
Tempo de areia
Sacode a poeira
Pega esta lagarta
Pela ponta da orelha

*

Meio-dia em ponto, quem não come, fica tonto

*

Meio-dia, galo canta, macaco assobia

*

Meio-dia, lenha no fogo, panela vazia

*

Minhoca, minhoca
Me dá uma beijoca
Não dou, não dou, não dou

Minhoco, minhoco
Você beijou errado
A boca é do outro lado

*

Moça
Velha
Casada
Solteira
Viúva

*

— Ó de casa
Ó de fora
— Quem é?
É o frade
Tamandaré
"Entre, meu reverendo"
— Papagaio está morrendo?
"Ai, ai, ai!"
— Que te dói
Meu papagaio?
"Tudo me dói
E nada me cura
Senão o remédio
Do padre cura"

*

— Ó de casa
Ó de fora
"Quem é?"
— É um frade
"Frade em casa
Nem uma hora

*

O índio zulu
Anda nu, anda nu
Usa uma pena de urubu
No seu cu

*

O macaco foi à feira
Não teve o que comprar
Comprou uma cadeira
Pra comadre se sentar
A cadeira esborrachou
Coitada da comadre
Foi parar no corredor

*

O negócio é o seguinte
O preço da égua é cento e vinte
E o da mula?
Você nem calcula!

*

O rei mandou me chamar
Pra casar com sua filha
Só de dote ele me dava
Europa, França e Bahia
Me lembrei do meu ranchinho
Da roça, do meu feijão
O rei mandou me chamar
Ó seu rei, não quero, não!

*

Ó senhora, ó senhora
Do balaio
Dai um beijo no senhor
Do papagaio

*

Ovo choco
Está rachado
Quem rachou
Foi a galinha
Corre cotia
Na casa da tia
Corre cipó
Na casa da vó
Chupando cana
Com um dente só
Subindo o morro
Com uma perna só
Lencinho branco
Caído no chão
Posso correr?
— Pode!

*

Palma, palminha
Palminha de Guiné
Pra quando papai vier
A mamãe dá papinha
A vovó bate o cipó
Na bundinha do neném

*

Papagaio do sertão
Come queijo e requeijão
Seu senhor é capitão
Dá cá um beijo, coração?
Um, como sabe!
Beijos da moça
Na boca do frade

*

Papagaio imperial
Na c'roa traz o sinal
Tudo, tudo do Brasil
Nada tem de Portugal

*

Papagaio já comeu?
Papagaio não comeu
Morreu!

*

Papagaio louro
Do bico dourado
Leva-me esta carta
Ó meu bem
Ao meu namorado

Ele não é frade
Nem homem casado
É moço solteiro
Ó meu bem
Lindo como um cravo

*

Papagaio não come salada
Nem tão pouco cebola picada
Porque diz que lhe arde no bico
Arre lá papagaio ridico

*

Papagaio real
Para Portugal
Quem passa meu louro?
É o rei que vai à caça
Toca ferros que el-rei passa
Toca trombeta e caixa

*

— Papagaio rei c’roado
Sabes dançar o trocado?
"Sim, senhora, dançarei
Mais galante que el-rei"
— Dança lá, meu papagaio
"Currupacos, papaco
Tire a velha do buraco

*

Papagaio verde louro
Pés de prata, bico de ouro
Dá cá um beijo, meu louro?
Um, como sabe!
Beijos da moça
Na boca do frade

*

Pisei na pedrinha
A pedrinha rolou
Pisquei pro mocinho
Mocinho gostou
Contei pra mamãe
Mamãe nem ligou
Contei pro papai
Chinelo cantou

*

Pisei no rolinho
O rolinho rolou
Pisquei pro mocinho
O mocinho gostou
Falei pra mamãe
A mamãe nem ligou
Falei pro papai
O chinelo cantou

*

Pombinha branca
Que está fazendo
Lavando roupa
Pro casamento
Vou me lavar
Vou me sentar
Vou na janela
Pra namorar
Passou um moço
De terno branco
Tão grande
Senhor Fernandes
Encabulado
Senhor Bernardo

*

Protestante, pé de pinto
Quando morre vai pros quinto
Católico, pé de véu
Quando morre vai pro céu!

*

— Quanto custa o papagaio?
"Quatro mil réis"
- É muito caro
"Menos, nem dez réis"

*

— Que horas são?
— Oração de São João"

*

Sai, sai, sai, ô piaba
Sai lá da lagoa
Sai, sai, sai, ô piaba
Sai lá da lagoa
Bota a mão na cabeça
Outra na cintura
Dá um remelexo no corpo
Dá um abraço no outro

*

Sal
Pimenta
Cebolinha
Pimentão

*

Salada, saladinha
Bem temperadinha
Com sal, pimenta
Um, dois, três

*

Segunda não trabalhei
Terça eu não fiz nada
Quarta fui passeá e briguei com a namorada
Quinta fizero enredo
Sexta fui descoberto
No sábado tiraro a limpo
Domingo tudo que falaro é certo

*

Serra, serra, serrador
Quantas tábuas já serrou?
Já serrou vinte e quatro
Uma, duas, três, quatro

*

— Somos três mosquiteiros
Que vieram da Europa.
— Que vieram fazer?
— Combater.
— Combate pra nós ver

*

Tempo será
De seri-sericó
Laranja da China
Pimenta em pó
Pinto que pia
Pi-pi-ri-pi-pi
Galo que canta
Co-co-ró-co-có
Quem é durão
Sou eu só
Olha que te pego
Não és capaz
Olha que te pego
Se fores capaz

*

Tigelinha de água fria
Que caiu da prateleira
Foi nos olhos de Maria
Que chorou segunda-feira

*

Tim, tim, tim
Quem bate aí?
Sou eu, minha senhora
O pintor de Jundiaí

Pode entrar e se sentar
Pode entrar e se sentar
Conforme as pinturas
Nós iremos conversar

Lá em cima
Quero tudo bem pintado
Só para as mocinhas
De sapato envernizado

Lá embaixo
Quero um pé de laranjeira
Só para alegrar
O coração da cozinheira

No portão
Quero sete cachorrões
Só para assustar
A cara feia dos ladrões

Tim, tim, tim
Já deu seis horas
Adeus, minha senhora
O pintor já vai embora

*

— Três mocinhos da Europa
— Que vieram fazer?
— Muitas coisas maravilhosas
— Pra você ver
— Então mostre.

*

Um dois
Senhor capitão
Espada na cinta
Ginete na mão

*

Um homenzinho torto
Já num caminho torto
Achou um dinheiro torto
Em cima de um pau torto
Comprou um gato torto
Que achou um rato torto
E viveram todos juntos
Numa casa torta

*

Um, dois, três
Dama salete reis
Galinha choca ovo pedrês
Do senhor reis
Ele pediu que contasse mais três

*

Uma duas angolinhas
Finca o pé na pompolhinha
O rapaz que jogo faz?
Faz o jogo do capão
O capão sobre o capão
Lá detrás do morondão
Arrecolha o seu dedinho
Que lá vai um beliscão

*

Uma véia muito véia
Do nariz cheio de barro
Foi contá pra minha mãe
Que eu pitava um cigarro
Minha mãe me deu uma surra
Me jogou no taquaral
Onde havia muitos bichos
Eu não pude me salvá
Pau porrete
Bengala cacete
Casinha branca
Virou sorvete

*

Vaca amarela
Cagou na tigela
Quem falar primeiro
Comeu a bosta dela

*

Vaca amarela
Pulou a janela
Cagou na panela
Mexeu mexeu
Quem falar primeiro
Come a bosta dela

*

Vaca amarela
Pulou a janela
Mexeu mexeu
Quem falar primeiro
Come tudo dela
Fora eu
Que sou o rei dela

*

Vaca amarela
Pulou pela janela
Quem falar primeiro
Tem que correr atrás dela

*

Vaca amarela
Trepou na janela
Cagou na panela

*

Vaca preta
Pulou a gaveta
Quem conversar primeiro
Come a bosta do capeta

*

Vaca preta
Pulou a gaveta
Quem falar primeiro
Come a bosta preta

*

Você de lá e eu de cá
Ribeirão passa no meio
Você de lá dá um suspiro
Eu de cá suspiro e meio

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