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Gata amarela
Para silenciar um grupo de crianças, tarefa geralmente difícil, era este um
recurso generalizado, independente dessa aplicação, era popular brincadeira,
dando livre curso à fantasia infantil.
Estabelecia-se o silêncio absoluto quando alguém dizia:
— Era uma vez uma gata amarela!
Três a mexer, quatro a lamber...
Quando afinal, por distração ou cansaço, uma das crianças quabrava o
silêncio, o mestre, rebuscando o que de mais nojento imaginasse, gritava-lhe que
o fosse comer, por exemplo:
— Vai comer um urubu podre.
Vaias e risadas premiavam o requinte da sugestão.
(RODRIGUES, Ana Augusta.
Rodas brincadeiras e costumes. Brasília, Editora Plurarte, 1984, p.229)
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