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Na praia da Itatinga
Eu ia morrendo à sede
Uma moça me deu água
No ramo da salsa verde
Salsa verde na panela
É um tempero natural
Quem tem sue amor mulato
Tem gosto particular
Na outra banda do rio
Não chove, nem faz orvalho
Se vós tendes de ser minha
Não me deis tanto trabalho
Quando meus olhos te viram
Meu coração se alegrou
Na corrente de teus braços
Minha alma presa ficou
Lenço branco é apartamento
Eu que digo é porque sei
Me vejo apartada hoje
De um lenço branco que dei
Sapatinho bole, bole
Na fôrma do sapateiro
Assim bolem os meus olhos
Quando vêem moço solteiro
O sol quando vem saindo
Pede licença ao amor
Para estender os seus raios
Por cima da bela flor
O sol quando vai entrando
Leva o seu relógio dentro
Ele vai marcando as horas
Deste nosso apartamento
Fui na fonte beber água
Por baixo de uma ramada
Somente para te ver
Que a sede não era nada
Fui ao rio lavar roupa
Me saiu o sol por engano
Tanto lava a mulatinha
Que até no lavar tem fama
Não me atires com pedrinhas
Qu'eu estou lavando loiça
Atira devagarzinho
Que papai, mamãe não oiça
O capitão cheira cravo
Marinheiro cheira canela
Mais vale um filho de fora
Do que duzentos da terra
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