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Barra
Não é admissível jogar a barra em local acanhado. Deve este ser bastante
espaçoso e vasto, e tanto melhor será se for ao ar livre.
Os meninos formam dois partidos, de igual número, colocando-se em fila, uma
em frente à outra. Cada grupo risca no chão uma linha reta, bem visível.
Esta risca, ou barra, representa o limite do campo de batalha.
Decide-se por meio da sorte qual dos dois grupos encetará o ataque.
Um dos jogadores sai do seu campo, e desafia qualquer contrário, dizendo:
— Peço barra contra fulano.
Se o desafiado aceita, como é natural, estende a mão, na qual o adversário
bate três palmadas fugindo imediatamente após.
Aí é que está o interesse. O que desafiou deve negacear com o corpo e fugir,
evitar que seja agarrado, recuando de costas, até ultrapassar a linha, ou
limite, que representa também uma trincheira.
Cabe a vez do desafiado fugir para o seu campo, assim que o primeiro
transpuser a linha, outro sairá contra o segundo.
O jogo prossegue assim, até que um dos grupos tenha perdido mais da metade
dos combatentes, e perde quando um dos campeões se deixa agarrar antes da barra.
A libertação dos presos dá-se da seguinte forma: os prisioneiros colocam-se
de mãos dadas em fileira. Se um dos seus companheiros conseguir tocar no
primeiro da fila, sem ser agarrado, todos ficam soltos.
(Os meus brinquedos. 4ª ed. Rio de
Janeiro, Livraria Quaresma, 1958. Biblioteca Infantil da Livraria Quaresma,
p.86-87)
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