Jangada Brasil
  

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Jangada Brasil - a cara e a alma brasileiras

Almanaque

ANO VI - EDIÇÃO 67
Junho 2004

Almanaque
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Linguagem muda do namoro, por Hildegardes Viana

O decadente janelar, por Hildegardes Viana

Pelo correio eletrônico

Latrinália

Na parede do Boteco

Escrito em papel-moeda

No estradão

Provérbios

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Capa
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Festança
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Cancioneiro
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Imaginário
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Oficina
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Palhoça
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Colher de Pau
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Panacéia
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Catavento
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As cartas, opiniões e pedidos dos nossos leitores
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Almanaque: Nesta seção, textos sobre variedades; frases de pára-choques de caminhões; passatempos; provérbios; curiosidades; pregões de ambulantes; causos; anedotas; folclore de botequim; latrinália; escritos em papel-moeda; anedotas; charadas...

Pelo correio eletrônico
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Assunto: O sabor da velha infância

Olhando para trás, é duro acreditar que estejamos vivos até hoje.

Nós viajávamos em carros sem cintos de segurança ou air bag. Não tivemos nenhuma tampa à prova de crianças em vidros de remédios, portas, ou armários e andávamos de bicicleta sem capacete, sem contar que pedíamos carona.

Bebíamos água direto da mangueira e não da garrafa. Nós gastamos horas construindo nossos carrinhos de rolimã para descer ladeira abaixo e só então descobríamos que tínhamos esquecido dos freios. Depois de colidir com algumas árvores, aprendemos a resolver o problema.

Saíamos de casa pela manhã e brincávamos o dia inteiro, só voltando quando se acendiam as luzes da rua. Ninguém podia nos localizar. Não havia telefone celular.

Nós quebramos ossos e dentes, e não havia nenhuma lei para punir os culpados. Eram acidentes. Ninguém para culpar, só a nós mesmos. Nós tivemos brigas e esmurramos uns aos outros e aprendemos a superar isto. Nós comemos doces e bebemos refrigerantes, mas não éramos obesos. Estávamos sempre ao ar-livre, correndo e brincando. Compartilhamos garrafas de refrigerante e ninguém morreu por causa disso. Não tivemos Playstations, Nintendo 64, videogames, 99 canais a cabo, filmes em vídeo, surround sound, celular, computadores ou internet. Nós tivemos amigos. Nós saíamos e os encontrávamos. Íamos de bicicleta ou caminhávamos até a casa deles e batíamos à porta. Imagine tal uma coisa!

Sem pedir permissão aos pais, por nós mesmos! Lá fora, no mundo cruel! Sem nenhum responsável! Como fizemos isso? Nós fizemos jogos com bastões e bolas de tênis e comemos minhocas e, embora nos tenham dito que aconteceria, nunca nossos olhos caíram ou as minhocas ficaram vivas na nossa barriga para sempre.

Nos jogos da escola, nem todo o mundo fazia parte do time. Os que não fizeram, tiveram que aprender a lidar com a decepção... Alguns estudantes não eram tão inteligentes quanto os outros. Eles repetiam o ano! Que horror! Não inventavam testes extras. Éramos responsáveis por nossas ações e arcávamos com as conseqüências. Não havia ninguém que pudesse resolver isso. A idéia de um pai nos protegendo, se desrespeitássemos alguma lei, era inadmissível! Eles protegiam as leis! Imagine só isso!

Nossa geração produziu alguns dos melhores compradores de risco, criadores de soluções e inventores. Os últimos 50 anos foram uma explosão de inovações e novas idéias. Tivemos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade, e aprendemos a lidar com isso.

Você é um deles.

Parabéns!

Latrinália
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No cume daquela serra
Tem um pé de laranjeira
Quanto mais ela floresce
Tanto mais o cume cheira

 

Na parede do boteco
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Fiado?
Vá ao lado

 

Escrito em papel-moeda
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Quem quer ser sauvo
Va ser crente
Asim como eu sou

 

No estradão
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• Não adianta suspirar

• Pobre não goza: sente aflição

• Ponha na boca o que está na mão

• Não adianta balançar, que o último pingo é da cueca

• O futuro do Brasil está em tuas mãos

Mais de 550 frases com a sabedoria das estradas.

 

Provérbios

• Tudo dantes, no quartel general de Abrantes
• Tudo lhe fede, nada lhe cheira
• Tudo na vida quer tempo e medida
• Tudo na vida tem seus conformes
• Tudo passa sobre a terra
• Tudo pode ser, sem ser milagre
 

Mais de 2.000 provérbios, e uma seleção de 360 provérbios para download.