Era uma vez uma moça chamada Flor do Dia que morava com o marido longe dos parentes e o pessoal da parte do marido nenhum gostava dela. Um dia, ela estava mal pra ter criança e o marido saiu para buscar ajuda.
Dom Burco:
Deus o salve, minha cunha } bis
Em seu bom estar
Cunhada:
E o senhor dom Burco
Neste seu cavalo
Dom Burco, desapeie } bis
Para comer um bocado
Dom Burco:
Eu não desapeio } bis
Nem como um bocado
Que a Flor do Dia
Lá deixei de parto
Cunhada:
Tomara que ela tenha } bis
Um filho varão
Que trespasse a veia do coração
Dom Burco vai embora chorando, pedindo ajuda de outros parentes, até que chega na casa da sogra:
Dom Burco:
Deus o salve, minha sogra } bis
No seu bom estar
Sogra:
E o senhor dom Burco
No seu cavalo
Dom Burco, desapeie } bis
Para comer um bocado
Dom Burco:
Eu não desapeio } bis
Nem como um bocado
Que Flor do Dia
Lá deixei de parto
A sogra segue com dom Burco, encontra três pastorinhas e pergunta:
Minhas pastorinhas } bis
Que estão pastorando
Que sino é aquele
Que está dobrando
Pastorinhas:
Eu não vi, não sei } bis
Mas eu vi falar
Que a Flor do Dia
Que de parto está
Mais adiante, encontra outras pastorinhas e pergunta a mesma coisa.
Pastorinhas:
Eu não vi, não sei } bis
Mas eu vi dizer
Que a Flor do Dia
De parto morreu
Quando a mãe de Flor do Dia vê a filha morta, começa a chorar. Então, ouve a voz da filha cantando:
Sou eu, minha mãe } bis
Que vim lhe dizer
Que não tem fortuna
Antes não nascer
O sino já cansa } bis
De tanto dobrar
Só mamãe não cansa
De tanto chorar