Jangada Brasil
  

  Jangada Brasil  | RealejoProvérbios  |  No Estradão  |  Amigos da Jangada  | Contato  | Mapa do Site

 

Jangada Brasil - julho  2004
Edição 68

catavento

Catavento
....................................
Bão-ba-la-lão

Bola ao centro

Brinquedos de menino pobre

Passa-passa, cavaleiro

Adivinhas
....................................

Capa
....................................
Festança
....................................
Cancioneiro
....................................
Imaginário
....................................
Oficina
....................................
Palhoça
....................................
Colher de Pau
....................................
Panacéia
....................................
Almanaque
....................................

 

Passa-passa, cavaleiro

Ilustração de Marcos JardimDuas meninas escolhidas, de mãos dadas e braços estendidos formando uma ponte, davam ordens:

— Meninas, formem fila ao nosso lado com as menores na frente.

A fila se formava, enquanto as duas combinavam baixinho: uma seria colher, outra garfo.

Colher queria dizer céu e garfo, inferno. Tudo pronto, cantavam as duas:

— Passa, passa, cavaleiro, até a última que aqui ficar.

A última ficava presa entre os braços que se abaixavam e as duas perguntavam:

— Você quer colher ou garfo?

As que diziam "colher" ficavam atrás da colher, as que diziam "garfo", atrás do garfo.

Terminada a passagem, as duas contavam as prisioneiras e diziam:

— Deste lado, colher é céu, e do outro lado, garfo é inferno. Ganhou o céu!

Uma ou outra pequerrucha não gostava de ter caído no inferno, por isso, desatava a chorar. As maiores diziam:

— Bobinha, isso é só de brincadeira. De outra vez você vai para o céu. E davam um jeito.

 

(Wolff, Emílio Silvestre. Nosso folclore. snt, p.173)