Jangada Brasil a cara e a alma brasileiras
Nesta seção, textos sobre profissões; ferramentas; técnicas; agricultura, pecuária; artesanato; vendedores ambulantes; pregões...

Cultura do algodão

Oscar Canstatt

Outra planta importante, sob o ponto de vista comercial, que não merece menos atenção que o cafeeiro, é o algodoeiro.

Este é nativo do Brasil e era cultivado pelos índios, antes dos brancos pisarem o solo sul-americano. O algodoeiro (Gossypium) dá-se melhor nas províncias do norte, mas também se dá muito bem nas outras partes do Império.

Como esta planta não requer terras tão fortes como o cafeeiro, sua cultura encontra menos dificuldades. Sendo bem tratado e havendo circunstâncias favoráveis, o algodoeiro pode dar duas a três colheitas por ano, e uma só planta, até duas libras e meia de algodão limpo.

Aqui também é a separação do algodão do seu capulho o que dá mais trabalho. Depois, porém, que foram postas em uso máquinas americanas, não só para o descaroçamento como para a embalagem, a manipulação do algodão tornou-se muito fácil. Este produto é também exportado em grande escala pelo Brasil, e muitas vezes se podem ver nos portos verdadeiras flotilhas ancoradas para as quais durante semanas negros ofegantes carregam como formigas enormes fardos de algodão, até que os navios deixam o Brasil abarrotados dos tesouros que a natureza tão largamente lhe prodigalizou.

A exportação de algodão se elevou nos anos de 1869 a 1874 a 54.435.836 kg, no valor de 74.279.250 marcos.

 

(Canstatt, Oscar. Brasil: terra e gente, 1871. Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2002 (Coleção o Brasil visto por estrangeiros), p.120-121)
Índice | Pesquisa | Central do Leitor | Expediente | Contato | Mapa do site | Termos e condições de uso

Jangada Brasil © 1998-2005