Outra planta importante, sob o ponto de vista comercial, que não merece menos atenção que o cafeeiro, é o algodoeiro.
Este é nativo do Brasil e era cultivado pelos índios, antes dos brancos pisarem o solo sul-americano. O algodoeiro (Gossypium) dá-se melhor nas províncias do norte, mas também se dá muito bem nas outras partes do Império.
Como esta planta não requer terras tão fortes como o cafeeiro, sua cultura encontra menos dificuldades. Sendo bem tratado e havendo circunstâncias favoráveis, o algodoeiro pode dar duas a três colheitas por ano, e uma só planta, até duas libras e meia de algodão limpo.
Aqui também é a separação do algodão do seu capulho o que dá mais trabalho. Depois, porém, que foram postas em uso máquinas americanas, não só para o descaroçamento como para a embalagem, a manipulação do algodão tornou-se muito fácil. Este produto é também exportado em grande escala pelo Brasil, e muitas vezes se podem ver nos portos verdadeiras flotilhas ancoradas para as quais durante semanas negros ofegantes carregam como formigas enormes fardos de algodão, até que os navios deixam o Brasil abarrotados dos tesouros que a natureza tão largamente lhe prodigalizou.
A exportação de algodão se elevou nos anos de 1869 a 1874 a 54.435.836 kg, no valor de 74.279.250 marcos.