Jangada Brasil, a cara e a alma brasileiras
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Fevereiro 2006 - Ano X - nº 87


Sumário

Festança
Sambas de roda
Hildegardes Vianna

A estranha origem do frevo
Benjamin Lima

O que é maracatu?
Rossini Tavares de Lima

Cancioneiro
Os encantos da morena
Guilherme Santos Neves

Uma coleta folclórica de 1915

O folclore alagoano
Hermógenes Lima Fonseca

Imaginário
Aventuras de dois irmãos
Alberto da Costa e Silva

João Cinza e a moça dos sete sapatos

O tatu e o professor
André Cardo

Colher de Pau
A poesia do café
S. M.

Metáforas superadas
Bastos Tigre

O vinagre na medicina caseira
Veríssimo de Melo

Oficina
Pregões

Carrinhos
Lídia Federici

O homem da ostra
Eustórgio Vanderlei

Palhoça
A marinha é de todos

Tipos populares de Atibaia: Henrique Evaristo Ferreira (vulgo Henrique Preto)
João Batista Conti

Sapatos do Pará
D. P. Kidder e J. C. Fletcher

Panacéia
Reumatismo
José Pimentel de Amorim

Benzeduras em Portugal
Elisa Vilares Cepeda

O culto de Santo Onofre
Mário Melo

Veja o que foi publicado em Palhoça
Apoio Cultural
Simplicitate Design

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Palhoça
Textos sobre a casa em diferentes regiões; utensílios; materiais; móveis, indumentárias; usos e costumes; tipos populares...

Tipos populares de Atibaia: Henrique Evaristo Ferreira (vulgo Henrique Preto)

João Batista Conti

"Um navio negreiro, vindo da África, ancorou em São Salvador da Bahia, no qual vinham muitos escravos, dentre ele Olen Otu e Oniana Ogegi. Foram estes comprados por dom Pedro I e batizados aqui com os nomes de Timóteo Evaristo da Costa e Maria Ferreira da Costa. Mais tarde estes se casaram e dom Pedro fez a doação dos mesmos à sua prima chamada dona Ângela Augusta de Jesus. Este casal teve um filho entre outros, chamado Henrique Evaristo Ferreira, nascido em Itapagipe, no ano de 1836.

Tendo pouco tempo depois falecido seus pais. Henrique foi criado por dona Ângela".

Trabalhou o nosso herói na lavagem de ouro em Andaraí, por muito tempo, e depois, em virtude da mudança de dona Ângela para Lençóis, onde faleceu esta, passou Henrique a ser escravo do marido da mesma, que era Antônio Ferreira Borralho, e este montou na mesma cidade um engenho de açúcar, onde trabalhou Henrique por muito tempo. Mais tarde veio para Campinas, passando a ser seu senhor, Ferreirinha de Camargo Andrade, barão de Guaratinguetá com quem trabalhou durante treze anos. Dois anos antes da libertação fugiu e veio a Atibaia, sendo protegido pelo doutor Antônio Bento. Aqui casou-se com dona Candinha Pedroso, a qual faleceu seis anos depois. Dois anos mais tarde, casou-se com dona Luiza Maria da Conceição com quem vive até hoje.

É orador notável, pois, nas festas de natal, Nossa Senhora do Rosário e São Benedito "põe sua coroa sobre a cabeça, antes que algum aventureiro lance mão dela", e faz seus discursos que são admiráveis. A título de curiosidade transcrevemos um agradecimento à fotografia que lhe demos. É excessivamente ciumento de seus colegas de outros ternos pois, diz que não sabem ensaiar que não conhecem o "tão" de música e que isso "é cá do preto, meu branco".

Abaixo vai o discurso já referido, que vai tal qual apanhamos dele. O outro discurso que segue, foi pronunciado pelo mesmo, no Hotel Municipal por ocasião da festa de Natal de 1926 perante os sacerdotes e outras pessoas que ali se achavam.

Um discurso

Grandes cidadãos,

Venho por estas primeira frase saudar os senhores Martinho e João Contis sendo me achando fraco de não poder tirar a minha fotografia, achei eles homens modernos de bom coração me animando de favor em graça a quanto desejava deixar minha fotografia em merecimento de minha família tendo a lembrança que havia desaparecer do meio deles ficava terno neto sem me conhecer. Fica em memória e agradecimento a estes cidadãos que se ocuparam a me fazer o obséquio do meu retrato quando eu morrer poderia deixar para vocês.

Outro discurso

Meu exmo. sacerdote vigário Chiquinho

Reunido consciência deos seu espírito combinado pela ciência que eles animaram ao seu divino mestre fazendo o ver o concedo da sua confiança e fé justa que existe e há de existi. Quando aparece a nominal o coração de todas as ovelhas rebanho incomparável em por ter a ciência que seus corações destas próprias ovelhas não se torne se justa por igual. Cada ciclo se muda para um clarão de fiéis em cada parofa donde uma dela se disgurita vai experimentar o coração nestes grandes sacerdotes que jurou o seu destino perante o provado ao justo mestre de não negar as luzes que todos eles reformou na sua petente qualidade de espírito.

Aonde esta ovelha se quexa de um pulo contra mar. Antonce quando ela não existe como fatuar desta parofa ele desavena em paz sem repicar as ovelhas deste rebanho. Deixa a prisão unida sobre a penitência do seu companheiro em que está dominando estas ovelhas. Donde as ovelhas se apura desaprovar o seu pastor dizendo que aquele pastor exige aquilo que não é em coke outro disse desaprovou que isto não é nada. Mas meus senhores querem saber a verdade estes corações destes irmãos são puro igual em toda razão desde que foi convidado veio para esta parofa em grande boda de Cristo vem animado que estas ovelha está cordeira com seu pastor que a domina. Desde que ele o chega e vai arrefitá-la e vê o laço infernal que o seu pastor promenente o logar não quis, sortá-la pelo exame que fez ele regula e diz eu vim somente desavexá o meu pobre companheiro e irmão. Aquilo de nós não podemos atribuí-la mais sortamos por conta da natureza da ovelha. Veja como estes nobres corações são justo do que jurou sobre a cademia a favor do seu divino mestre.

(Conti, João Batista. "Tipos populares de Atibaia: Henrique Evaristo Ferreira (vulgo Henrique Preto)". Correio Paulistano. São Paulo, 08 de outubro de 1959)

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