Jangada Brasil, a cara e a alma brasileiras
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Fevereiro 2010 - Ano XII - nº 133


Sumário

Festança
Jardineira, arco-de-flores ou balainhas

Cancioneiro
A festa dos cachorros
José Pacheco

Imaginário
A lenda dos tatus brancos
Maria Rosa Moreira Lima

Colher de Pau
Chimarrão; Na campanha rio-grandense, um círculo de fraternidade
J. A. P. de A.

Oficina
O rei café como ele é

Palhoça
Do nosso vocabulário popular
Paulino Santiago

Panacéia
Azar de Adão foi não ter um figa
Abdias Rodrigues

 

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Festança
Textos sobre festas populares, religiosas e profanas; folguedos; danças; datas comemorativas; instrumentos musicais...

Jardineira, arco-de-flores ou balainhas

Estes são os nomes de um folguedo popular que aparece na região sul do Brasil. Baseados nas versões do Paraná e de Santa Catarina, dele fazemos a seguinte descrição:

"Organizam-se seis pares; os homens vestem calças brancas e blusão azul, à maneira de marinheiro, com gola de cetineta brilhante, tendo na cabeça o gorro característico; as mulheres usam saia azul da cor da blusa dos homens, blusa branca de seda brilhante, com mangas e punhos, e lenços de cores variadas à cabeça. Cada par carrega um arco florido. Ao som da sanfona e um cavaquinho, entram no salão, em filas de homens e mulheres, segurando os arcos, e dão voltas para se postarem a seguir, bem no centro.

Aí param e a um sinal do apito do mestre, que veste roupa comum, todos levantam os arcos acima da cabeça e o último par passa por baixo de todos os arcos indo se colocar na frente. Segue-se, assim, o penúltimo, sucessivamente, até que todos tenham retornado à posição inicial. A um novo sinal do apito, correm a um canto do salão onde deixam os arcos.

Formam, então, aos pares, uma grande roda e ao som de uma polca caminham para o centro, diminuindo a roda. Depois, recuam, abrem a roda novamente, caminham para a direita, para a esquerda, para o centro, novamente, recuam, vão para a direita e esquerda.

Ao som de novo apito, largam as mãos, dão-se os braços, alternadamente, homens e mulheres, seguem para a direita, esquerda, centro, recuam e vão para a direita. Com novo apito, os pares de braços dados se dispõem um à frente do outro, formando uma roda.

Outro apito e o cavalheiro larga o braço de sua dama e o oferece ao da dama da frente; todos fazem o mesmo figurado. Apito novamente e os pares realizam o figurado em sentido contrário.

Quando os pares se encontram, novo apito e todos voltam a pegar os arcos, repetindo a figura anteriormente descrita. Para terminar, dão uma volta pelo salão e retiram-se." Aqui apresentamos um tema da Jardineira de Angra dos Reis, Estado do Rio de Janeiro, na qual o acompanhamento é feito com banda de música.

"Jardineira, arco-de-flores ou balainhas". A Gazeta, 16 de agosto de 1963

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