No terreiro de Manuel Gordo há uma cobertura de palhas, onde se guardam as bacias grandes, as cestas, as ferramentas, sacos, um juquiá, as redes e as esteiras prontas para serem vendidas. Há muitas plantas: pés de abóbora, caju, ingá, araçá, goiaba, pitanga, melancia, abacaxi, moitas de tomates, banana, mamão e maracujá. O pé de ingá faz boa sombra e é quase uma dependência da casa. Embaixo da árvore, fazem esteiras, puxam água com a bomba, almoçam, limpam as verduras e peixes. Dona Maria costuma colocar, à sombra do ingazeiro, algumas panelas velha com água para os gatos e as galinhas.
Os animais domésticos são oito galinhas, três frangos, um galo de sociedade com a vizinha, e dois gatos. Os gatos comem os ratos que roem as esteiras. As galinhas são para comer, para botar ovos e espantar as cobras do terreiro. O poleiro das galinhas é uma moita de murici ao lado da casa. O poleiro não pode ser longe da casa porque se as galinhas forem atacadas por animais durante a noite, os donos devem ouvir, de modo a evitar que sejam mortas.
O banheiro é uma moitinha nos fundos do terreiro aproximadamente a uns vinte metros da casa. Tomam banho de bacia na cozinha e a água é jogada fora pelos homem da casa; bacia cheia d'água é trabalho para homem e não para mulher, que é bicho fraco.
Na frente da casa há uma cacimba, com profundidade de dois metros e diâmetro também de dois metros. Está sempre descoberta. A água é tirada com uma lata de leite em pó amarrada a um bambu, com algumas voltas de arame. Essa lata, é chamada de coco. A cacimba estava cheia de folhas secas, lagartixas e sapos quando estive lá pela primeira vez. Meu marido explicou a Manoel Gordo que era perigoso para a saúde deles, continuar a tomar aquela água. Então, ele comprou uma bomba.