É tão objetiva a descrição de Simões Lopes Neto em seu conto Jogo do osso, que dispensa comentários:
"Escolhe-se um chão parelho, nem duro, que faz saltar, nem mole, que acama, nem areento, que enterra o osso. É sobre o firme e macio, que convém. A cancha com uma braça de largura, chega, e três de comprimento; no meio bota-se uma raia de piola, amarrada em duas estaquinhas ou mesmo um risco no chão, serve; de cada cabeça da cancha é que o jogador atira, sobre a raia do centro: este atira daqui pra lá, o outro atura de lá pra cá. O osso é a taba, que é o osso do garrão da rês vacum.
O jogo é só de culo ou suerte. Cuo é quando a taba cai com o lado arredondado pra baixo: quem atira assim perde logo a parada. Suerte é quando o lado chato fica embaixo; ganha logo e sempre. Quer dizer: quem atira culo perde, se é suerte ganha e logo arrasta a parada. Ao lado da raia do meio fica o coimeiro que é o sujeito depositário e que a entrega logo ao ganhador. O coimeiro também é quem tira o barato: para o pulpeiro".
Cf. Romanguera Correia, Vocabulário sul-riograndense, registrou "tava". A descrição mais completa é a de Tito Saubidet em Vocabulario y refranero criollo. Luís Carlos de Morais, talvez por sugestão de Caldas Aulete, aprixoma-o do jogo dos ganizes, mas é jogo procedente da Espanha, e uma das modalidades da antiga astrágalisis dos gregos. Cf. Pierre Paris e G. Roques, Lexique des antiquités grecques, Paris, Fontemoing, 1909.