Durante muitos e muitos anos fui procurado para esclarecer questões biológicas sobre a gralha-azul, ave-símbolo do Paraná. Todos, em geral estudantes do ensino médio, procuravam literatura de boa qualidade e principalmente vinham para saber um pouco mais sobre esse notável representante de nossa avifauna. Em todas as ocasiões obriguei-me, meio contrariado, a indicar e fornecer tratados e compêndios, difíceis de serem consultados e incompletos quanto a temas regionais.
Considero, assim, que este ensaio, que agora inauguro, seja um desafio já por esse ponto de vista: tentar suprir a lacuna que existe entre o conhecimento técnico e aquele que está realmente disponível das pessoas interessadas. Há alguma literatura a esse respeito, mas a grande maioria é voltada ao meio científico, sem as explanações necessárias para a compreensão pelo público leigo que, no mais das vezes, acaba por desistir de assimilar tais conhecimentos.
Nunca deixando de informar as devidas fontes bibliográficas, facilitando a busca futura pelos interessados em um maior aprofundamento, começo essa abordagem à gralha-azul tratando dos aspectos simbológicos dos corvos, depois passando pelas aves-símbolo e, depois, inserindo esse conceito ao caso particular do Paraná, um dos poucos estados brasileiros que possui uma ave-símbolo oficialmente definida.
Críticas e sugestões ao conteúdo e mesmo ao estilo dessa apresentação, serão
especialmente bem-vindas; aos que se dispuserem a encaminhar contribuições ficarei muito
agradecido!
Simbolismo dos corvos e da gralha-azul
Os corvos, aves que formam a grande família dos corvídeos, são associados com frequência a divindades míticas maléficas, sendo muitas vezes seus mensageiros ou observadores. As bruxas, cujos arquétipos vêm já da Idade Média [1], foram perpetuadas pelas revistas em quadrinhos e outros meios de entretenimento infantil como tendo um corvo pousado ao ombro ou em um poleiro estrategicamente posicionado nas proximidades do caldeirão. Na própria clássica obra Eneida de Virgílio (71-18 a.C.), consta pejorativamente um corvídeo [2]:
Sozinha a ruim gralha, a passear na areia,
A chuva anda a chamar com voz roufenha e cheia.
Das formas de ultraje do cadáver do inimigo, a mais recorrente é o negar-lhe as honras fúnebres, deixando-o para ser devorado pelas feras. É o abutre, junto com o cão, quem no mais das vezes encarrega-se disso. Entretanto, desde [3] a Ilíada (atribuída a Homero), corvos também aparecem dilacerando um cadáver numa vívida descrição:
"...corvos virão lacerar-te
as tenras carnes, aos bandos, batendo, ruidosos, as asas." [4]
Por vezes, o corvo é motivo de inveja, visto seus atributos etéreos, embora malditos por essência [5]:
Tenho inveja de ti, de ti que és negro e feio,
Quando te vejo assim, pelo infinito afóra
Os ares recortando, entre nuvens! Que anceio
De ser corvo também, de ter azas agora...
...Conheça embora que és um carniceiro torvo
E te compare — alando as tuas azas de corvo —
A um farrapo de tréva a librar-se no azul!.
No cinema contemporâneo foi lembrado da mesma forma, às vezes como uma praga que chegava a atacar pessoas [6], outras como personificação de pessoas desencarnadas ou elos entre o mundo vivo e o dos mortos [7]. Na literatura, o corvo foi também bastante explorado, auge atingido pelo famoso The raven de Edgar A.Poe, traduzido por vários autores luso-brasileiros desde Machado de Assis até Fernando Pessoa [8].
Tanto no Ocidente como no Oriente, devido à sua cor negra, canto crocitante e impertinência, relaciona-se a figura de mau agouro, anunciadora de doenças, guerras e mortes, assim como simboliza o pecado capital da gula [9].
Em algumas culturas do Oriente próximo e do Leste Asiático pode, ao contrário, simbolizar o sol, a luz e a inteligência. Na mitologia escandinava, dois corvos, Hugin (pensamento) e Munin (memória), estão ao lado de Odin, divindade suprema. A espécie norte-americana conhecida como gaio-azul (Cyanocitta cristata) possui grande importância nos rituais xamanísticos de indígenas norte-americanos do grupo Cherokee [10].
Estão presentes ainda, no folclore dos Bosquímanos e de várias outras culturas, sempre como materialização de espíritos não celestiais (daemons) ou dos próprios feiticeiros, muitas vezes apresentando paralelos impressionantes com a mitologia grega [11].
Para os povos ciganos, o corvo é enviado pela sabedoria e sua atuação é exemplar: mais vale morrer que viver sem honra [12]. Entre várias sociedades do nordeste da antiga União Soviética, como o Koriaque e os Itelmenos, o corvo e sua família são também considerados ancestrais e heróis culturais [13].
Algumas famílias européias tradicionais, muitas delas de origem obscura ou associadas a
eventos suturnos, absorveram o corvo como símbolo, fazendo surgir, por exemplo sobrenomes
como Corvi e Corvinus [14]. Era, por exemplo, Matias Corvinus (1458-1490), rei da Boêmia,
um dos históricos inimigos da linhagem dos Dracul (Tepes), soberanos da Valáquia e
benquistos até a atualidade pela população romena [15]. Pelo contrário, o nome
Corvi poderia, entre outros povos, designar algum ancestral que tivesse a visão
inigualável de um corvo desde as alturas; corvos eram considerados aves sagradas
tanto entre os romanos quanto entre os povos germânicos, pois julgavam que, com seus
altíssimos e prolongados voos, conduzia os exércitos no caminho seguro da vitória [16].
Aves-símbolos no Brasil
Poucos são os estados brasileiros que designaram oficialmente a sua ave-símbolo; o Rio Grande do Sul é um exemplo, destinando como emblema o quero-quero (Vanellus chilensis) [17]. Alguns brasões estaduais contam com uma ave, via de regra um falconiforme, como timbre (e.g. Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Alagoas).
Na realidade, apesar de contar com data comemorativa para um Dia da Ave, comemorado em 5 de outubro [18], nem mesmo o Brasil possui uma ave-símbolo oficial. O primeiro a sugeri-la foi o engenheiro Johann Dalgas Frisch que, na década de 1970, propôs informalmente o sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris), espécie amplamente distribuída no território nacional, cujo canto inspirou vários escritores, como Gonçalves Dias no célebre Canção do exílio. Entretanto, uma posição contrária, atualmente unânime, defendida pelo saudoso naturalista Helmut Sick, apontou a ararajuba (Aratinga guarouba) que, segundo aquele ornitólogo, é mais adequada por ser uma ave endêmica do Brasil e pelo seu colorido amarelo e verde [19].
No Paraná, a gralha-azul é um símbolo oficial [20] desde
1984, por lei assinada pelo governador José Richa. Tal proposta foi o principal
determinante para a fixação definitiva desse emblema paranista, assumindo inclusive
valor ambiental, já que associa a preservação de uma espécie de ave (e por extensão,
de todas as outras) com a manutenção e recomposição dos ecossistemas.
A gralha-azul na cultura sul-brasileira
A gralha-azul é considerada um símbolo paranaense, antes mesmo da lei estadual que a formalizou como tal. Esse título surgiu em decorrência de vários aspectos culturais perpetuados pelo povo, especialmente agricultores, que acreditavam ser uma plantadora de pinhões. Como consequência dessa crença, surgiram inevitáveis abstrações: teria o pássaro um caráter de previdência contra as épocas frias quando há pouco alimento disponível e até mesmo um indispensável participante na recomposição das matas. Essa relação fictícia ressaltou uma imaginária (e consolidante) ligação entre a gralha e o pinheiro-do-paraná, esse também considerado um símbolo estadual.
Eurico Branco Ribeiro tem sido considerado o primeiro a publicar literariamente a lenda da gralha-azul [21], no capítulo O plantador de pinheiro do livro A sombra dos pinheirais de 1925. Esse poema sedimentou o mito, posteriormente disseminado em edições de divulgação [22], servindo-se inclusive como fonte para outros resultados artísticos, sejam literários, como por exemplo de Diva Gomes e Serafim França ou musicais de Inami Custódio Pinto [23]. Também nas artes plásticas, foi elemento explorado por Clotilde Cravo (pinturas no acervo do Museu Paranaense, em Curitiba) e Poty Lazzarotto (painel exposto na Travessa Nestor de Castro em Curitiba), dentre vários outros. O aval do seu valor simbológico foi, posteriormente, dado pelo famoso folclorista Luiz da Câmara Cascudo [24].
Em resumo, como resultado de combinação de tais obras, além de informações colhidas em inúmeras regiões do Paraná, obtém-se a sinopse sobre a lenda:
A gralha-azul é pássaro previdente. Em tempos de abundância de pinhões enterra alguns deles para, na época de escassez de alimento, ter o que comer. Acontece que costuma esquecer os lugares que usou para armazená-los e, assim, nascem novos pinheiros. Por esse motivo não devemos matá-la ou aprisioná-la, pois, ela é importante na recomposição das florestas destruídas.
A lenda, em si, tem origem e datação desconhecida. Apesar de ter sua autenticidade questionada em algumas regiões [25] como Lages [26] e Blumenau [27], ela certamente se estende a todos os estados sulinos, nos quais os pinheiros constituem parcela importante na fisionomia da vegetação nativa. Isso pode ser confirmado com o relato de Euclides Filipe para a região de Curitibanos, no sudoeste catarinense [28]:
O Ministério da Agricultura possui, em toda a região serrana, ótimos e zelosos colaboradores da lei do reflorestamento, que são constituídos pela numerosa família das gralhas. De natureza previdente, na época do amadurecimento dos pinhões, além de saciarem a fome, tratam de armazenar o produto, enterrando-o em lugares diversos, para, em tempos de escassez - quando então, localizam os improvisados armazéns - servirem-se à vontade. Muita gralha, porém, não chega a colher o que plantou. A chumbeira do caboclo as extermina; outras esquecem ou perdem o esconderijo, e o resultado é que, no ano seguinte, centenas de pinheiros recém-nascidos vêm substituir aqueles que o machado abateu.
Há fortes indicativos de que tenha se originado paralelamente à colonização do planalto meridional. Ocorre que os hábitos de armazenamento de ítens alimentares pelos corvídeos da Europa e América do Norte, uma adaptação a regiões onde realmente ocorrem períodos de escassez de alimento [29], são de fato conhecidos pela população do Velho Mundo [30]. Lá também é atribuída a esses animais, a responsabilidade pela dispersão de certas espécies de árvores [31] e mesmo uma dependência mutualística entre os vegetais e as aves [32], decorrente do armazenamento de sementes.
Esse conhecimento deve, por extensão, ser considerado como consequência da percepção das próprias necessidades de armazenagem das populações humanas, como preparação para períodos de inverno rigoroso [33]. Dessa forma, é aceitável admitir o reconhecimento, por parte dos primeiros imigrantes poloneses, ucranianos, italianos e alemães, de uma convergência comportamental entre espécies aparentadas na Europa e América do Sul [34].
Além disso, deve-se considerar incoerente com o pensamento dos brasileiros da época, que houvesse uma preocupação ambiental quanto à preservação e recomposição das florestas nativas, a qual surgiu formalmente apenas por volta de 1907 com o chamado Código Florestal, de autoria dos deputados Romário Martins e João Pernetta [35]. Décadas depois, disseminaram-se os mais variados estímulos governamentais para a aquisição, povoamento e utilização agropecuária, causando uma expansão descontrolada rumo aos sertões do noroeste [36].
Uma proto-consciência ambientalista, então, teria sido introduzida na região pelos próprios europeus, que já dispunham de experiência milenar quanto às consequências do desmatamento em seus países [37].
De fato, no início da década de 1920, a paisagem natural das regiões central e sul do Paraná já encontrava-se quase que completamente descaracterizada, com a predominância de extensas áreas agrícolas e capoeiras [38]. Paralelamente a esse panorama, começava a declinar o pinheiro-do-paraná, recurso de enorme significado econômico para os madeireiros e mesmo de subsistência, como matéria-prima para a construção de casas coloniais e uma infinidade de outros produtos [39]. Esse é um indicativo importante da magnificação e disseminação de mitos em sociedades que se acham em evolução social e política iminente [40].
Por esses caminhos, pode-se estimar uma datação bastante recente ao mito, provavelmente no final do século passado e mesmo início deste. Essa situação temporal coincide inclusive com a própria publicação de Eurico B. Ribeiro, datada de meados da década de 20 e que provavelmente constitui na primeira menção escrita relatando o mito.
Na verdade, a palavra gralha-azul está mais vinculada à memória da população do que à própria ave, a ponto da maior parte das pessoas não saber reconhecê-la [41]. O fato de se conceber os ídolos de forma livre e, portanto, descriteriosa é um passo importante na sua concretização definitiva de símbolo. Dele rejeita-se grande parte das virtudes reais, substituindo-as por outras, construídas pelo imaginário popular e amplificadas por simples abstração.
É por esse motivo que a gralha-azul, considerada recompositora das florestas de pinheiros, teve suas verdadeiras características e hábitos esquecidos, se é que em algum momento foram efetivamente conhecidos. A adulteração da realidade biológica, adequando-se características de animais às necessidades humanas, pode ser considerada o principal fator que estabilizou o mito.
Outras criações têm surgido na literatura paranaense, em geral, girando no mesmo ciclo de uma conscientização conservacionista. É o caso da lenda da fuga da gralha-azul para o céu, resignada pelo corte dos pinheiros e que, por pedido divino teria voltado à Terra em troca da plumagem azul e da atribuição de plantadora dessas árvores [42].
Por extensão, graças à popularidade conferida pela população, a gralha-azul acabou
por se destacar, dentre todas as outras aves da ornis paranaensis, como inspiradora
de denominações e logomarcas das mais variadas iniciativas oficiais e atividades
comerciais no Paraná. Bares, lanchonetes, restaurantes, lojas, empresas de
refrigeração, de turismo, planos de saúde e de seguros e até um clube de futebol de
destaque nacional são exemplos dessa interação sociológica. Esforços culturais como
concursos, torneios esportivos e mesmo um afamado prêmio de teatro (Troféu Gralha
Azul, promovido anualmente pela Fundação Teatro Guaíra, de Curitiba) são outros
exemplos que tomam emprestado o vocábulo e seu significado.
A lenda: localização, datação e origem
A área válida para a existência e origem do mito da gralha-azul pode ser facilmente precisada. Seu conteúdo aponta, obrigatoriamente, para dois elementos biológicos: o pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia) e a gralha-azul (Cyanocorax caeruleus).
A distribuição do pinheiro-do-paraná inclui uma área nuclear que se estende pelos planaltos de maiores altitudes (aproximadamente 500 m s.n.m.) do sudeste de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e outra, disjunta, somando fragmentos isolados nas grandes altitudes do oeste do Rio de Janeiro, centro-sul de Minas Gerais, norte de São Paulo e mesmo leste do Paraguai (Departamento de Alto Paraná) e nordeste da Argentina (Província de Misiones) [43]. Já a gralha-azul distribui-se semelhantemente, estando virtualmente ausente em quase todo o sudeste do Brasil, exceto nas terras baixas do litoral paulista.
Uma sobreposição da distribuição geográfica de ambas espécies é, logicamente, a
área potencial máxima da ocorrência e, portanto, da origem da lenda. Assim, pode-se
inferir com grande segurança que a mesma apresente uma pequena extensão e exige
tratá-la como um mito endêmico do Brasil meridional, embora apresentando raízes de
convergência européias.
Conclusão
A lenda da gralha-azul é altamente difundida em todo o territótio paranaense, fazendo parte do alto escalão do imaginário local. O mito foi criado por imigrantes europeus e depois difundido pela população do Estado e de outras regiões sul-brasileiras. Algumas imprecisões (inexistentes na realidade biológica do animal) foram introduzidas, criadas com o intuito de ressaltar as virtudes de um pássaro e aplicáveis ao próprio cotidiano das pessoas. Surgiu, desta forma, como uma alusão à necessidade de armazenamento de alimento, que é um hábito observado nas espécies de corvídeos de clima frio. Como consequência, atribuiu-se à lenda, também um significado preservacionista, uma vez que seria ela a responsável pelo plantio dos primeiros pinheiros e pelo constante trabalho de recomposição das matas destruídas.
Notas
1. H. Kramer & J.Sprenger. 1484 (1993). Malleus maleficarum. Rio de Janeiro, Rosa dos Tempos. 10º edição, 528p.
2. E. Santos, 1979. Pássaros do Brasil. Belo Horizonte, Itatiaia. 312p.
3. A. F. Morais, 2001. A observação de aves na Grécia arcaica: (séculos IX a.C e VIII a.C.). In: F. C. Straube ed. Ornitologia sem fronteiras. Curitiba, Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, p.15-32
4. Homero, in: Morais, 2001 (ver nota 3)
5. Icílio Saldanha, 1926. A um corvo. Ilustração Brasileira 7 (73).
6. A. Hitchcock, 1963.The birds. EUA, CIC Vídeo. Entre os brasileiros, esse filme ficou famoso como um clássico de suspense: "Os pássaros"
7. A. Proyas, 1994. The crow. EUA, Warner Home Video. No Brasil, lançado sob o nome: "O corvo".
8. J. Koepcke, 1917. O corvo [de] Edgar Allan Poe. Revista do Brasil 4:70-114.
9. Anônimo, 1990. Dicionário de símbolos. São Paulo, Cultrix. 214p.
10. J. Kilpatrick; M. Kilpatrick, 1970. Notebook of a Cherokee shaman. Smithsonian contributions in anthropology 2(6).
11. A. Lang, 1896. Mythes cultes and religion. Paris, Félix Alcan; J. B. Russell, 1977. O diabo: as percepções do mal da Antigüidade ao cristianismo primitivo. São Paulo, Ed. Campus. 286p.; E. Pagels, 1995. As origens de satanás: um estudo sobre o poder que as forças irracionais exercem na sociedade moderna. Rio de Janeiro, Ediouro. 272p.; A. Cousté, 1996. Biografia do diabo: o diabo como a sombra de Deus na história. Rio de Janeiro, Rosa dos Tempos. 286p.
12. P. Derlon, 1975. Tradições ocultas dos ciganos. São Paulo, Difel. 238p.
13. E. M. Mielientinski, 1987. A poética do mito. Rio de Janeiro, Forense Universitária, 482p.
14. P. G. Camaiani, 1940. Dizionario araldico. Milão, Ulrico Hoepli. 585p.
15. R. T. McNally & R.Florescu, 1995. Em busca de Drácula e outros vampiros. Mercuryo, São Paulo. 304p.
16. C. Mioranza, 1996. Filius quondam: a origem e o significado dos sobrenomes italianos. Guarulhos, Ed.São João. 226p.
17. Lei nº 7418, 1º dezembro 1980, seg. R. G. Oliveira; F. G. Rech, 1988. O quero-quero: história, biologia e folclore. Porto Alegre, Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul e Sociedade Sul Riograndense de Ornitologia. 30p.
18. Decreto nº 63 234 de 12 setembro 1968, firmado pelo presidente Artur da Costa e Silva.
19. H. Sick, 1997. Ornitologia brasileira. Rio de Janeiro, Nova Fronteira. Revista e ampliada por J. F. Pacheco. 862p.
20. Lei nº 7957 de 22 de novembro de 1984. Consulte F. C. Straube. 1987. Símbolos do Paraná: evolução histórica. Curitiba, Imprensa Oficial do Estado. 67 pp.; F. C. Straube. 1989. "Sobre a ave-símbolo e a ave do brasão de armas do Paraná". Boletim do Arquivo do Paraná 14(25):7-14 e F. C. Straube. 1999. "A lenda da gralha-azul: uma análise histórica e ornitológica". Boletim do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná 50:101-116.
21. L.dos Anjos, 1995. Gralha-azul: biologia e conservação. Curitiba, Seguradora Gralha Azul. 70p. Nesse tema, também contei com as valiosas informações de Inami C. Pinto.
22. E. L. Schneider, 1934. "Aspectos sociológicos da caça". In: C. F. Buys, Armas e munições de caça. Porto Alegre, Buys; A. N. Pereira, 1942. Aspectos meridionais do Brasil. Curitiba, Ed. Guaíra; estante Guairacá, estudos nacionais nº 3, 279p.; J. de Loyola-e-Silva, 1969. "Zoologia no Paraná". In: F. El-Khatib ed. História do Paraná, v.2. Curitiba, Grafipar. 438p.; Santos, 1979 (ver nota 2).
23. S. França, 1965. Minha terra tem pinheiros... Curitiba, Academia Paranaense de Letras. 106p.; E. Camargo, 1966. Gralha azul: folclore do Paraná. Rio de Janeiro, Chantecler. Pesquisa de folclore realizada por F. C. de Azevedo, I. C. Pinto, R. V Roderjan, T. Ercília e S. Soffiatti. Reprodução fonográfica em vinil.; R. V. Roderjan, 1969. "Folclore no Paraná". In: F. El-Khatib ed. História do Paraná. v.3. Curitiba, Grafipar. 329p.; Anjos, 1995 (ver nota 21).
24. L. da C. Cascudo, 1945. Lendas brasileiras: 21 histórias criadas pela imaginação do nosso povo. Rio de Janeiro, Confraria Bibliófilo-Brasileira Cattleya alba.; 1954. (1993). Dicionário do folclore brasileiro. Rio de Janeiro, Instituto Nacional do Livro. Re-edição pela Editora Itatiaia, 811p.: Motivaram no Paraná a tradição de plantadoras de pinheiros enterrando as sementes com a ponta mais fina para cima e devorando a cabeça, que seria a parte apodrecível.
25. L. Costa, 1982. O continente das Lagens: sua história e influência no sertão da Terra Firme. Florianópolis, Fundação Catarinense de Cultura, 4v. 1739p.
26. Nascemos e crescemos nesta aprazível e querida cidade [Lages] e somente há uns poucos anos, forasteiros aficcionados à literatura de lendas conseguiram, forçando à mão, inventá-la, assim como a da gralha-azul...(Costa, 1982: p.1597; ver nota 25).
27. R. Deeke, 1950. "Folclore em Blumenau...?" In: Blumenau, Comissão de Festejos, Centenário de Blumenau, p.369-372.
28. Santos, 1979 (ver nota 2)
29. T. A. Waite; R. C. Ydenberg, 1994. "Shift towards efficiency by grey jays hoarding in winter". Animal Behaviour 48:1466-1468; N. S. Clayton; R. Mellor; A. Jackson, A. 1996. "Seasonal patterns of food storing in the jay Garrulus glandarius". Ibis 138:250-255.
30. S. B. V. Wall; R. P. Balda, 1983. "Remembrance of seeds stashed". Natural History 92(9):60-65; W. C. Johnson; C. S. Adkisson, C. S. 1986. "Airlifting the oaks". Natural History 10:40-46.
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32. J. D. Ligon, 1978. "Reproductive interdependence of piñon jays and piñon pines". Ecological Monographs 48:111-126; S. B. V. Wall; R. P. Balda 1981. "Ecology and evolution of food-storage behavior in conifer-seed-caching Corvids". Z.Tierpsychol 56:217-242.
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40. G. Saraiva, 1984. Lendas do Brasil. Belo Horizonte, Itatiaia. 107p.
41. Anjos, 1995 (ver nota 21)
42. A. M. Araújo, 1967. Folclore nacional. São Paulo, Melhoramentos, Biblioteca da Educação. 3v.: I: Festas, bailados, mitos e lendas (486p.); II: Danças, recreação e músicas (456p.); III: Ritos, sabença, linguagem, artes e técnica (426p.); A. M. Araújo. 1996. Lenda da gralha azul. Curitiba, Celepar: www.celepar.br/gralha.html (site da Internet).
43. K. Hueck. "Distribuição e habitat natural do pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifiolia)". Boletim da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Paulo (sér.bot.) 156(10):1-24.
* Mülleriana: Sociedade Fritz Müller de Ciências
Naturais
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