Ele viveu há três mil anos atrás
José Severino Cristovão
O santo filho de Deus
Eu cheguei a conhecer
Eu sou o mais velho
Porque o vi nascer
Trinta e três anos na terra
Com ele aprendi viver
Eu aprendi a viver
Na remota geração
Passava sobre as águas
Do famoso rio Jordão
Vi o batismo de Cristo
Em seguida o de Jordão
O apóstolo João
Foi dos mais inteligentes
E do santo evangelho
Foi a rama e a semente
Conversando com Deus Pai
O poderoso onipotente
Convivi com este ente
Em uma outra geração
Do poderoso Pai Eterno
Eu recebi permissão
Para baixar como guia
Terminar minha missão
Com ordem da divindade
Eu vivia no mar Morto
Obedecia à natureza
Do direito ao canhoto
Hoje em dia cá estou
Deixei meu lugar pra outro
O mar Morto não é Morto
Se move em seu lugar
Há diferenças dos outros
Em quantidade de sal
No mar Morto nada cresce
Nada se pode criar
Mais coisas vou revelar
Afirmo sem engano
Em 44 antes de Cristo
Confirmo até o ano
Vi nascer Tibério César
Segundo imperador romano
Para todo ser humano
Afirmo sem exagero
Vi o rei da Assíria furando
Os olhos dos prisioneiros
Hoje ele vive no escuro
Longe de Deus verdadeiro
Conheci um sabichão
De outro tempo e outro dia
Que por sinal foi Sócrates
O pai da filosofia
A tudo dava explicação
Mas ler ele não sabia
Convivi com Maomé
O pai do magnetismo
E o povo da cruzada
Acompanhei o fanatismo
Ensinei Allan Kardec
Escrever o espiritismo
Mas sem nenhum fanatismo
Com a ordem de meu Deus
Ensinei astronomia
A Copérnico e Galileu
Derribei a teoria
Do astrônomo Ptolomeu
Afirmo em versos meus
Dizendo com exatidão
Acompanhei o carrancismo
Do imperador Napoleão
Vi Joana D'Arc reencarnar
Na matéria de Lampião
Conheci João Batista
Também São Sebastião
E outros que vou citar
São Cosme e São Damião
E a rainha do mar
A Virgem da Conceição
E na outra geração
Vi Cícero Romão orar
Também vi por várias vezes
Poesia ele declamar
Vi Rômulo fundando Roma
Há quinze milhas do mar
Vi degolar João Batista
Sem terminar sua missão
Vi muitas coisas estranhas
No remoto rio Jordão
Não revelo em poesia
Por não ter a permissão
No Atlântico, meu irmão
Vi uma garrafa vazia
A mesma toda lacrada
Um bilhete dentro havia
Referia-se à Atlântida
Na certa ela existia
O primeiro livro que existia
Minha pessoa já leu
Andei numa rodovia
Feita de areia e breu
Com a passagem dos tempos
Ela desapareceu
Quando Cristo morreu
Vi o sol escurecendo
E naquela região
Era um eclipse aparecendo
Baseado no presente
A verdade estou dizendo
O que eu vi estou dizendo
Em época muito remota
Por ser bem importante
Coloquei na minha nota
Vi Cristo escrevendo certo
Sobre muitas linhas tortas
Eu vi em era remota
César sendo assassinado
Em 44 antes de Cristo
No seu 14 reinado
Deixava a vida terrena
E passava para o outro lado
Tibério no seu reinado
Acompanhei os seus tratos
E na santa Galiléia
Seu povo maltratado
No governo de Valério
Tempo de Pôncio Pilatos
Pôncio Pilatos foi
De Cristo um defensor
Para o filho de Deus
Sei que ele nunca falhou
Porém todas as coisas
O vate presenciou
Vi os dois apóstolos de Deus
Por Nero ser condenados
Realmente Nero teve
Um instinto desgraçado
Porque o vi matando
Seu irmão envenenado
De Nero no seu reinado
Acompanhei sua maldade
Eu o vi suicidar-se
Fugindo à culpalidade
No dia em que completava
33 anos de idade
Do apóstolo João Batista
Ouvi sua pregação
Vi o batismo de Cristo
No famoso rio Jordão
Hoje comando a poesia
Na matéria do irmão
Cumprindo minha missão
De uma longa geração
De Vesúvio na Itália
Vi a primeira erupção
E também de Júlio César
A sua grande ilusão
Eu vi o rei Salomão
Estudando sem medida
Tentando nunca morrer
E ficar pra outra vida
Mas quando Deus não permite
Toda ciência é perdida
Me refiro a outras vidas
De outra remota geração
Visitei João Batista
Quando estive na prisão
Vi uma irmã de Cristo
Dele receber perdão

