Jangada Brasil, a cara e a alma brasileiras
Edição do Mês | Edições Especiais | Edições Anteriores | Tema do Mês | Temas Anteriores | Por Autor | Por Artigo | Por Seção |
Agosto 2005 - nº 81 - Ano VII


Sumário

Festança

Aspectos da festa de Bom Jesus da Lapa
Osvaldo de Souza

A festa de São Roque em Paquetá
Marisa Lira

Jardineira, arco de flores ou balainhas

Cancioneiro

O romance do conde de Alemanha
Téo Brandão

Tipos populares do Recife
Eustórgio Vanderlei

As letras do abecedário

Imaginário

O Filho da Burra

O quibungo

A camisa do homem feliz
Figueiredo Pimentel

Colher de Pau

Frutos, caça e pesca do Brasil
José de Santa Rita Durão

Os rituais da farinha de mandioca
A. Seixas Neto

Complexo da mandioca
Gastão Cruls

Oficina

A semana do vadio e a do trabalhador
Gustavo Barroso

A rede
Múcio Leão

Caprinocultura
Mauro Mota

Palhoça

Adão foi feito de barro

Em plena era atômica, estátua de jumento vai subir ao pedestal

Funcionário malandro
Oscar Nonato Chaves

Panacéia

Espirro
Getúlio César

Para curar embriaguez: urubu

Fatos e crendices sobre o raio
Ângelo Pais de Camargo

Veja o que foi publicado em cancioneiro
Apoio Cultural
Simplicitate Design

Veja como sua empresa pode apoiar a nossa iniciativa.

Cancioneiro
Textos sobre música regional; literatura de cordel; cantos de trabalho; poesia popular; desafios; romances; cantos religiosos; quadras, pasquins...

As letras do abecedário

A pessoa des'que nasce
De pequena vai crescê
O homem desde criança
Já mostra o que há de sê
Meu pai me pôs na escola
Pra mim aprendê a lê
Aprendi um pouco de leitura
Aprendi contá e escrevê
Com as letra do ABC

A premera letra é o A
Que conta as letra vogal
Também se escreve amor
Que judia dos rapaz
A respeito ter amor
Eu não sei como é que faz
Já caí nessa besteira
Mas hoje num caio mais
Pois a moça de hoje em dia
De firmá num é capaz
O escreve bem feito
Moça do corpo alinhado
Com C se escreve semblante
Teus oiá é meus agrado
Com D se escreve Dor
Quando eu alembro dos passado
Com o E se escreve esperança
Quem espera anda atrasado
Quando eu tenho esperado
Com F escrevo favô
Faço a minha obrigação
O favô que tu pediu
Eu não posso dizê não
Com o G se'escreve jeito
Agitei teu coração
Com H se escreve horas
Que eu tenho consolação
Com I se escreve imagine
Como é doido a ingratidão
Com o J se escreve juro
Jurei na tua presença
Com o K se escreve carinho
Que eu vivo sem malquerência
Com L se escreve longe
Que vivo na tua ausência
Com M se escreve magino
Tua farta de cadência
Com N se escreve a nossa
Nossa vida nela ocê num pensa
Com O se escreve Odair
Oios preto me dá tristeza
Com o P escreve pensamento
Até penso que é marvadeza
O Q se escreve qualidade
Que é a tua natureza
O R se escreve Rosa
O nome é uma boniteza
Eu gosto é do teu jeito
E da tua delicadeza
O S se escreve saudade
Suspiro com sentimento
O T escreve trabaio
Também pode ser tormento
Rosinha tanto eu queria
Saber dos teus pensamento
Com U se escreve humirde
Teus oiar me dá sustento
Com V se escreve a vida
Que eu num esqueço um momento
Com X se escreve a chave
Aonde eu tranco a minha vida
E também os teus segredo, ai, ai
E a esperança perdida
Ipissilon é letra grega
E por isso eu deixo pra fora
Com Z escreve zumbido
Escute a minha viola!
Pra cantá esta modinha
É preciso mesmo escola
Canto mesmo por gostá
E faço as moda na hora
E tenho esta violinha
E é ela que me consola!

Home | Revista | Catavento | Almanaque | Realejo | Downloads | Colaborações | Mapa do Site
Assine nosso boletim | Central dos Leitores | Expediente | Apoio Cultural
Jangada Brasil © 1998-2009. Todos os direitos reservados. | Fale Conosco | Termos e condições de uso