Separando-nos do nosso bondoso hospedeiro, viajamos para Barbacena, por estradas que podem ser utilizadas por veículos; mas o único representante do gênero móvel que vimos, foi o carro romano, que não melhorou desde os tempos das Geórgicas. Com efeito, todas as carruagens romanas eram do mesmo simples feitio. As rodas não giravam sobre eixos, mas eixos e rodas giravam juntos. Não se poderia ouvir a música de gênero mais fortíssimo, do que a que eles rangem quando se movem lentamente através das plantações.
Informaram-me de que os brasileiros constroem esses carros de uma madeira especial, tendo em vista as qualidades musicais da mesma, para que, quando os carros são postos em movimento sob uma pesada carga e com três juntas de bois, na frente, façam a guincharia concentrada de uma briga de mil gatos.
Em certo dia de festa, viajava junto das margens do Paraíba e a muitas milhas ouvi o ranger de um carro. A distância abrandara um tanto a sua música e, após longa cavalgada, alcancei-o, deparando-se-me um alegre grupo de camponeses brasileiros, em seus trajes domingueiros, que passeavam no antigo carro romano, todo enfeitado com cobertores de cores vivas e alegres. As senhoras sem chapéu pareciam estar à vontade e sentiam-se tão orgulhosas de sua posição, como as mais espalhafatosas ladies da Quinta Avenida apoiadas sobre as almofadas de suas carruagens, ao suave balanço das mais modernas molas.