Jangada Brasil a cara e a alma brasileiras
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Folclore do papagaio

Zé Pingado

Papagaio pena verde
Empresta o teu vestido
Quero ir aos castelhanos
E não quero ser conhecido.

Papagaio louro
Do bico dourado
Leva-me esta carta
Para o meu namorado.

Papagaio verdadeiro
Até na cor é brasileiro
Até na cor, até na cor
Até na cor é brasileiro.

Papagaio real
Para Portugal
Quem passa, meu louro?
É o rei que vai à caça...
Toca ferro que El-Rei passa...
Toca trombeta e caixa...

Papagaio verde louro
Pé de prata, bico d'ouro
Eu não vejo nesta terra
Quem me dê cordão d'ouro.

Tenho um lindo papagaio
Que ensinei a falar
Fala tudo e diz que sabe
Querer bem, também amar.

Afora esses deliciosos versinhos folclóricos sobre o papagaio, este velho Zé Pingado, filho do Zé Pingadão, sabe mais uma centenas de anedotas de "louros" e caturritas. Infelizmente todas impublicáveis.

 

(Pingado, Zé. "Folclore do papagaio". Jornal do Dia. Porto Alegre, 27 de janeiro de 1959)
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