1. Dois dos meninos menores ficam acocorados e encolhidos na beira do terreiro representando os jurumuns na roça. Dois outros maiores, sentados juntos a alguma distância, representam os donos da plantação. Eis que chegam, encurvados e apoiados em bastões, dois meninos maiores, representando homens velhos. Dirigindo-se aos donos do roçado, pedem que lhes dêem algum jurumum, mas debalde: os donos são maus, avarentos como um índio nunca deve ser, e os velhos têm que se retirar com as mãos vazias.
2. Depois de terem dado uma volta, os velhos resolvem furtar o que lhes foi negado. Cautelosamente se aproximam do lugar onde estão os jurumuns. Com olhar de entendedores examinam os frutos, dando pancadinhas com a articulação dos dedos sobre a cabeça do "jurumum" experimentando o grau de madureza. Finalmente, agarram-nos, metem-nos no cesto velho e saem muito satisfeitos com a carga.
3. Mal deixaram a roça chegam os donos que, constatando o furto, desconfiam logo dos dois velhos. Estes já esconderam os jurumuns, e, quando os donos vêm para exigir-lhes satisfação, negam peremptoriamente o furto. Começa a briga entre os dois partidos. Num momento dado, enquanto um dos donos luta com os dois ladrões, o outro procura ao redor, acha os jurumuns escondidos, mete-os no cesto e leva-os para casa. Mas os velhos não se conformam e fazem novas tentativas de furtar os jurumuns, e assim o jogo continua até todos ficarem cansados.