Meninos e meninas, segurando uns nos outros com ambos os braços em volta do corpo, formam uma longa cadeia. Um menino maior representa o aço. Coloca-se diante da cadeia e grita: "piïü" (o grito da ave de rapina, que significa "tenho fome"). Então a primeira das crianças pergunta, estendendo uma perna e depois outra: "tú senan séni?" (queres isto aqui?). Ele responde: "é pelá!" (não!).
Continua assim por diante com a segunda, terceira, quarta criança, até o fim da cadeia.
Chegando à última criança, o menino que faz de açor, responde alto: "i'ná!" (sim!) e tenta segurá-la, correndo para a direita e para a esquerda, ao longo da cadeia. As outras crianças procuram impedi-lo com a cadeia, movendo-a rapidamente, e de um lado para outro, no que às vezes, para alegria geral, as menorezinhas, que formam o fim da cadeia, caem ao chão aos trambolhões.
Não o conseguindo, devem voltar para o seu lugar e tenar ainda uma vez. Conseguindo-o, arrasta o prisioneiro em triunfo, levando-o a um lugar assinalado, ao seu ninho. Assim continua até que a última criança também seja aprisionada.